“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


24 de out de 2010

Pensando 23




"Doce descontrole"

Da "Série Pensamentos" no Tecendo Ideias

6 comentários:

manuel marques disse...

Pensamento em perfeita sintonia com o meu último poema publicado.

Beijinhos meus.

Jeanne disse...

Obrigada querida, ficou lindo! teu gesto fez brotar o primeiro sorriso do dia...
saudades, és um tipo de pessoa especial, daquelas que a gente fica à vontade no primeiro contato.
Beijos :)

Denise disse...

É verdade, Manuel, fui lá ver, e o jogo de luzes e sombras da Jeanne, sintoniza com teu belo poema.

Beijos, meu querido!

Denise disse...

Teus olhos bondosos me vêm melhor do que sou, mas a parte da saudade e do ficar à vontade em tua companhia, tb digo o mesmo...rs
E que bom que provocou em ti, um sorriso - teu rosto se ilumina sorrindo, e teus olhos serenos compõem uma harmonia simplesmente gostosa de partilhar. Um sossego teu que acalma uma agitação minha...rsrs

Bjo com carinho, e leve contigo teu "Doce descontrole", tá bem?

j maria castanho disse...

Cordão de Luz e Memória


Por essa linha fora, nesse registo
Em que o olhar se demora
Existo, na nesga celeste que o horizonte,
Qual fita azul que ao azul do céu fita
Distante, no longe da longínqua fonte
De quem sob a fronte se debita
Data infinita já desde o imediato agora
Até à Lua Cheia da humana História?

Eis, portanto, quem nasceu feminina nas dezenas
E mulher nas unidades, a que entanto
Se somados seus ícones na clave das serenas
Estrelas de oito pétalas ao octívago manto
Casulo arquitectado do perfeito eremita, poeta, santo
Capaz de nada como de muito, do pouco como do tanto,
O rubro rubi que ao aceso das almas amenas
Acalenta e aninha a palha dourada da luz crua
O cabelo de Verão das espigas maduras nas searas pequenas
Ao Outono da noite como um grito da Lua...

Oito deitado na dezena do ano, do segundo milénio
O génio do olhar que se alonga secreto até ao infinito
Mais que um remo que ruma é tão-só o silêncio do grito
Que calado se agiganta a arder na garganta
E rebenta na lava que lava e casa com a liberdade
Ao repetido anseio do esteio outonal da eternidade,
Num breve instante cujo ponto de vista
É mais distante quanto adentro alcança – e avista!

Selo de Arina que a brilhar destina ver
Da janela do ser a plenitude na profundidade,
Inventa o silêncio que conflui dizendo o saber
Esperar, aqui, Foz Inequívoca da Luz Incisa Paz na Alma
Fulgente à Íris Lavada no Ínclito Pleito da Aurora calma
A edificar brasão e flor se aninha na lídima cavidade
Do cálice onde estremece o néctar da vida feita seiva terna
Que o desejo é apenas outra realidade que se faz eterna.

Por essa linha imaginada, plana e plena
Em que os factos dependurados a secar
Buscam sua foz na voz serena
Almofada cósmica dos sonhos, como alfazema
Amadurecendo sob o amanhecido Luar.

Denise disse...

Olá, meu amigo.

Grata por essa beleza com que me saudaste o dia!