“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


22 de mai de 2015

Meu quarto neto!


Os pares de sapato são das crianças! 

E ele está a caminho, o quarto menino que vai se aconchegar neste coração de avó - já bem treinado a amar sem medida - e com nova emoção acolherá a mais um neto pra tomar conta de vez deste coração que se expande a cada novo pedacinho de mim que chega!!
Brincando, digo que agora terei uma quadrilha... rsrs ... mas será um quarteto bonito porque guardará suas individualidades e a intimidade de cada um com esta avó que dá acesso livre ao seu coração, acolhendo sem mistérios cada um destes milagres que faz da vida uma aventura feliz demais!
Já anseio pelo teu rostinho conhecer, teu corpinho banhar, teu choro acalmar, teu sono velar, tuas mãozinhas pequenas segurar. Sei que logo minha voz você vai reconhecer e que teus olhos sorrirão quando me vir chegar. Sei que seremos grandes amigos, que muitos dengos, beijos e abraços vamos trocar. Vamos trocar a noite pelo dia, transformar em uma linda magia os momentos em que juntos vamos viver.  Sei que o meu colo será o balanço gostoso, meus braços um porto seguro e minhas histórias vão te ninar. Sei também que vai correr em minha direção, que abrirá a boquinha pra comidinha que a vovó fará com amor, vamos ter festa na escolinha, bolo com velinhas pra soprar, brincadeiras no tapete da sala, bola no corredor e cabeças juntinhas no travesseiro naquele soninho de um domingo preguiçoso, que vai custar pra passar – graças a Deus!
Sei ainda que um dia você crescerá tanto que vou ter que olhar pro alto pra te enxergar, mas por mais que tuas pernas te levem pra longe pra teus sonhos alcançar, nunca, nunca mesmo, nosso amor há de faltar!
Te espero com a alegria de quem já antecipa tua chegada porque conhece esse encontro, porque bem sabe sobre esse amor, porque falta você meu neto querido pra acontecer a explosão completa em meu mundo de amor, um mundo azul onde vai rabiscar o teu nome, fazendo do céu o limite pra esta avó apaixonada pelo quarteto mais precioso desta vida.

Amo você, bebezinho!

5 de mar de 2015

Inabalável fé...

O esplendor da vida está onde os olhos duvidam...nos pedaços soltos do quebra-cabeças da vida...

4 de mar de 2015

" A Mulher Madura"

Estamos na semana que antecede o dia Internacional da Mulher. A tenho homenageado por onde passo. Aqui não seria diferente. A imagem escolhida também é uma forma de homenagear Irene Ravache, pelo simples motivo que a admiro imensamente!



A Mulher Madura
Affonso Romano de Sant'Anna


O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.

De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.

Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.

A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.

A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.

Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.

A mulher madura está pronta para algo definitivo.

Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

(15.9.85)

Texto extraído do livro "A Mulher Madura"

17 de fev de 2015

Carpinejar


Tela Steve Hanks

Fabrício Carpinejar  twitou esta lindeza:
"Há amores que mudam nosso jeito de sonhar. Mas existe um outro mais raro que muda nossa disposição para acordar."

Assim eu concebo a vida:



O amor é a medida que dosa 
o sentido da vida. 

Tecendo 28




Da "Série Amar é" no Tecendo Idéias


Oração do Perdão Kahuna

O momento da oração é o tempo ideal para conectar-se em profundidade consigo mesmo.
Uma belíssima oportunidade de conexão  profunda com nosso EU, um daqueles momentos de consciência profunda da vida, de nossa condição humana! 


Esperando que apreciem, deixo meu abraço carinhoso!

11 de fev de 2015

Tecendo 27




Da "Série Amar é" no Tecendo Idéias


10 de fev de 2015

Fevereiro, o mês dos importantes acontecimentos !


O sol ainda aquece a tarde que logo terá o céu tingido de dourado pelo entardecer ...

31 de jan de 2015

É hora de avançar...



Viver pode ser apenas uma questão de mergulhar sem medo, no caminho que nos levará ao destino de onde estão nossas mais secretas esperanças...