“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


5 de jul de 2010

Pássaros feridos




"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para o ouvi-lo e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento...Pelo menos é o que diz a lenda.

(...)

O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável; impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando. No instante em que o espinho penetra, não há nele consciência do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos, compreendemos. E assim mesmo fazemo-lo!"

Colleen McCullough


2 comentários:

Julio Cesar disse...

Olá Denise...
estou ainda a pensar...(então não tome como definitivo!rs...)
...será minha alegria o meu canto?

Minha energia concentra-se nela...ainda que meu peito aflita-se...e ignoro o porque.

bjs
boa semana
priiii
Julio
rs...

Denise disse...

Nada é definitivo nessa vida, meu querido...por sabermos disso, não tomarei...mas, vem cá...dá pra devolver meu apito???...rsrsrs

Bjos