“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


5 de mai de 2010

Ânimo e Entusiasmo


"Para manter o ânimo e o entusiasmo, lembre-se das coisas boas que aconteceram na sua vida. Seja flexível e molde-se às situações. Esvazie a mente de pensamentos negativos. Tenha o espírito de uma criança. Acredite muito em suas idéias, habilidades e talentos. Cultive o silêncio - a mãe do ânimo e do entusiasmo. Observe o padrão dos seus pensamentos 5 vezes ao dia. Fale menos, fale docemente e fale suavemente."

BK Surendran, Zeal and enthusiasm, The World Renewal, May 1994

3 comentários:

Julio Cesar disse...

...hum...como é sua voz? (curioso..rs..) porque é engraçado o atribuir som a uma imagem, não? (o inverso também se aplica, e de forma mais forte ainda)...isso já me ocorrera em relação a ti...e que veio-me novamente pela frase final. Já dissertei sobre palavras...mas pronuncia-las também confere habilidade...não devem ser 'cuspidas'. Disse o sabio salomão, em provèrbios: 'a palavra proferida são como setas lançadas, não podendo mais serem retornadas'. Já observei quanto a ti...e teu cuidado no escrever, que admiro muito.
De fato as pessoas deixam de pensar no que possuem para pensar no que lhes faltam. Assim, acabam por não pensar nas coisas boas. Algo que falta nunca é bom, só o poderá ser quando 'chegar'. E quando chega...'a fila andou'. O foco é na 'proxima coisa' que está faltando. Gostava de assistir a um seriado que foi ao ar com nomes diferentes por emissoras diferentes. Na globo passou como: Caiu do Céu. Na band passou como Anjo alguma coisa...rs..., enfim, era um seriado em que uma anja, orientada por uma anja-mor inferia na vida das pessoas pelos mais variados propósitos e questões... mas sendo essas sempre muito simples, como um filho que não aceita o pai a anos...e tal. A tantas coisas simples e belas ao nosso redor, tão ricas e incompráveis, porque são verdadeiras bençãos, mas que desapercebidamente passamos enquanto 'vivemos'. Se as pessoas não buscassem tanto nos outros o que desejam não haveriam tantos livros de autores'americanos' de auto-ajuda para vencer, ter sucesso e tal...de olhar para si mesmo, da sua força interior...e bla..bla... Seja na biblia, seja com Nietzsche, seja no oriente...onde há sabedoria chama-nos para o espirito de criança... há tantas caracteristas a espelharmos nelas, não?
bjs...agora vou para cima...com meu copo.
vem comigo Denise...vem.

Denise disse...

Essa curiosidade masculina...rs

Não sei descrever minha voz...mas torço muito pra que seja agradável, pela quantidade que falo...rsrs
Cuido para escrever pq parto da premissa que as palavras me mostram, então procuro me aproximar ao máximo daquilo que quero dizer, para que haja suficiente clareza. E nesse aspecto, tb penso que o “tom” que devo usar precisa ser o mesmo que eu gostaria que fosse usado comigo, então procuro ser educada, gentil – mas a natureza carinhosa, acolhedora, é traço pessoal, então, acontece com naturalidade.
Adelante...rs...” Se as pessoas não buscassem tanto nos outros o que desejam”...forte essa afirmação, extremamente verdadeira e muito triste...é fundamental bastar-se, mas para tanto, é preciso conhecer-se a fundo e aceitar-se - ou mudar o que não gosta. O pior de tudo é que essa busca leva junto um alto grau de expectativa, gerando imensas frustrações. Isso me fez lembrar de uma preciosidade do Frederich Perls que diz mais ou menos assim: “Eu faço as minhas coisas, e você as suas. Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas, e você não está neste mundo para viver as minhas. Você é você, e eu sou eu. [...]”... a insistência em encontrar no outro o que queremos ver (ou ter) é um engano profundo...

Lá vamos nós...subindoooo...rsrs (não gesticula muito pra não derramar suco pelo caminho!)

Denise disse...

Complementando o post, trago Clarice para contribuir, com muita lucidez e humildade...

"Cheguei a pensar na bondade que é tipicamente o que se quer receber dos outros - e, no entanto, às vezes, só a bondade que doamos a nós mesmos nos livra da culpa e nos perdoa. E é também, por exemplo, inútil receber a aceitação dos outros, enquanto nós mesmos não nos doarmos a auto-aceitação do que somos. Quanto à nossa fraqueza, a parte mais forte nossa é que tem que nos doar ânimo e complacência. E há certas dores que só a nossa própria dor, se for aprofundada, paradoxalmente chega a amenizar."

Clarice Lispector, em 'Aprendendo a Viver'