“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


5 de mai de 2010

O essencial


Pode parecer paradoxal em relação a postagem anterior, mas a questão é simples, e a perdemos de vista: não dá para compreender a natureza das coisas não visíveis, senti-las e percebê-las, através da mente - fragmentada, generalista, analítica. Sobre isso, com perfeição Antoine de Saint-Exupéry definiu: "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

9 comentários:

Ana Lúcia Porto disse...

Oi Denise,

"...a natureza das coisas não visíveis (invisíveis), devem ser vistas com o coração...".

Concordo!! O coração capta tudo ao nosso redor...

Beijos e desculpe-me por andar sumida... Espero voltar logo a dar maior atenção aos "velhos" amigos... É que estou conhecendo todos de uma blogagem que estou participando. Leva tempo...

Denise disse...

Bom dia, Ana Lúcia!
Pois é, "ter olhos de ver" é um pouco disso, pq precisa do coração para a leitura do que enxerga. Mas, algumas coisas, apenas ele, coração, é capaz de sentir, intuir, compreender e, principalmente, acolher. Ele capta tudo mesmo...

Despreocupe-se, querida. Amigos, não precisamos ver todos os dias para saber que existem...estão sempre presentes onde lhes é o lugar - em nós! (mas é muito bom tê-la por aqui!!)
Vc me fez lembrar de uma grande e "antiga" amiga, podemos ficar meses sem ver-nos pessoalmente, mas falamos sempre e, se uma precisar da outra, não pensa duas vezes ou escolhe hora. Isso é uma relação de amizade forte, sem a obrigatoriedade de nada, a não ser o bem querer - que envolve tudo o mais...e depois, cá pra nós, Ana Lúcia: a gente sabe que os "velhos" amigos já são nossos amigos e dispensam explicações, não é assim?

As portas ficam sempre abertas por aqui, não se preocupe não...

Beijos, querida!

Julio Cesar disse...

oi..voltei (do post acima). Isso é pra você (um simples algodão doce).
[podes, não?]
...é que enquanto falavamos, vi pela janela o 'chumaço' de 'nuvenzinhas' ensacadas, coloridas...e pensei 'na menina' que há em ti!rs...

...enquanto grudas os dedos...verei o post abaixo para poder entender este. A tese e a antítese...rs... particularmete adoro a definição de Sérgio Cortella quando a Essencial e Fundamental.

ai ai...essa imagem lambendo os dedos é impagável...pena não estar com a maquina fotográfica!rs...

bjinho

Julio Cesar disse...

sentemos....rs...

é um jargão dizer que os olhos são a janela da alma. Mas há também: nosso coração reside na alma e onde está nosso coração estão nosso tesouro (esse é bíblico). Então pensemos que nossos olhos, 2, são como aquelas cameras de vigilância...no cerebro está a central de vigilância...com os monitores...rs... mas a informação pertinente é enviada ao coração. (muito antes de Galeno, cria-se que no coração residiam nossas emoções, e não no sistema límbico, e isso herdamos a associação do coração na expressão de sentimentos afetuosos...veja que lindinho esse que desenhei pra ti no guardanapo...).
Assim, a 'empresa de vigilância' que instalou a tudo isso, rs... colocou o chefe aqui...no coração. (gozado...que hoje tenho 3 posts, a publicar, que congruem com o seu...)

veja a definição de Sergio Cortella:
(...)
valores essenciais como solidariedade, fraternidade, amizade, lealdade, amor aos idosos e tudo que é essencial à vida. Sempre faço distinção entre o essencial e o fundamental. O essencial é aquilo que não pode não ser, como a humanidade, a fraternidade, a sexualidade, a religiosidade, a amizade, a lealdade e a solidariedade. O essencial da vida é a felicidade. E a felicidade se compõe de fraternidade e humanidade.
O fundamental é aquilo que ajuda a chegar ao essencial. Por exemplo, o trabalho não é essencial, mas fundamental, porque nos ajuda a chegar ao essencial. (...) Portanto, é preciso que direcionemos nossa existência para o essencial. (...)Coisas fundamentais estão inseridas no contexto do ter e fazer.
Coisas essenciais estão voltadas para o ser e sentir.
(...)

vou publicar no blog, vendo & sentindo, mais na integra.

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De fato a coisas que o coração 've' e que os olhos não compreendem... (como a intuição, e de certa forma a empatia...e tal).
Por isso a subjetividade é um universo infinito.

Li 'apenas' O pequeno principe, do Exupery (no original frances)....

...kkk...brincadeira...e que as pessoas adoooram falar isso...

mas foi sim o unico livro dele que li...e tem tempo. Somam-se muitas citações, daqui e dali...e essa definição dele não é 'visível' para qualquer um. Exatamente porque é vitima dela mesma.

Quanto a amigos...duas coisas:
Um proverbio Árabe diz que nunca devemos nos justificar porque para os inimigos, não irão acreditar e para os amigos não é preciso.
Já Aristóles diz que:

"A perfeita Amizade é a que subsiste entre aqueles que são bons e cuja similaridade consiste na bondade; pois esses desejam o bem do outro de maneira semelhante: na medida em que são bons (e são bons em si mesmo); e são especialmente amigos aqueles que desejam o bem a seus amigos por si mesmo, porque assim se sentem em relação a eles, e não por uma mera questão de circunstâncias; assim, a Amizade entre esses homens permanece enquanto eles são bons; e a bondade traz em si um princípio de permanência... "

Querida..hoje o suco e o seu abraço estão sendo tuuudo!
bjs e bj
Uma excelente quinta para ti.

Denise disse...

Julio e sua criativa imaginação...rs
Adorei a definição do algodão doce, que diga-se de passagem, já consumi muito, e não foi só na minha "meninice"...rsrs - "entrando no clima", tava booommmm, por isso lambuzei os dedos...que sorte não ter máquina por perto...rsrsrs

Ah!! a menina que há em mim agradece, doce e feliz...rs

Julio Cesar disse...

rs...que bom que entrou no clima... e que ficou com o algodão doce.
porque não quebrar padrões e lambusarmos os dedos de vez em quando?
há momentos em que coisas simples denotam o que pode ser mais rico:
alegria, risos, felicidade, empatia, leveza da alma.
Um querer que o momento não termine, que perdure, que congele, "calientemente", para que possamos lambusarmo-nos 'nele' mais um pouco...rolar, despir-se das medidas exatas e criar as próprias.
Tirar sua foto ali, a tolice ingenua de preservar vivo a lembrança da livre e despretenciiosa alegria.
um beijo doce, pelo 'pedaço' que me destes.

PS:se houvesse essa foto a levaria pelo final de semana.

Denise disse...

A simplicidade...Manuel Bandeira foi bárbaro quando pediu: "Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples"

Tenho descoberto beleza em detalhes sutis, que às vezes, só eu vejo. Observo sem pressa e sem avaliação, apenas 'sinto'...é assim que a simplicidade se apresenta, ela só precisa deste cenário. No entanto, parece que precisamos passar antes por outros caminhos, pra então valorizarmos o que sentimos, vemos...

Clarice Lispector, com muita propriedade, falou sobre isso...

"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."

Mas sabe quem melhor aprecia as coisas simples à volta? a criança que mora em nós!! ela se delicia com a imagem do algodão doce "em 'chumaço' de 'nuvenzinhas' ensacadas e coloridas"

Bjos

Julio Cesar disse...

Com certeza Denise...(trilhar caminhos), por privilégio de minha criação e parentes com quem convivi sempre tive um olhar...digamos diferenciado para as coisas... além das transformações que a minha geração pode 'apreciar'... e hoje, isso dá 'handcap' imenso. Por exemplo, sempre apreciei um nascer e um por do sol...mas hoje, isso é mais ainda especial, mais poético, mais reflexivo...e o quanto isso contextualiza um moooonte de coisas, até mesmo em uma cena de um filme (se o diretor escolheu o por do sol é porque há de contextualiar algo, conferir 'fala' para o cenário!), e que muitos, a maioria atém-se para o obvio. Não me vanglorio dessa qualidade...que aliás, no dia a dia por vezes deixa-me sem 'parceiro' para comentar sobre 'as coisas'!rs... exatamente pelo alcance limitado da visão do outro. Costumo dizer que é como as legendas de fotos do jornal Folha de São Paulo, que grafam exatamente o que está sendo visto, ou seja, totalmente despresíveis!rs...(não as pessoas...).

Sei quando diz de detalhes que só você vê...e a beleza deles (e olham-nos como se fosse-mos ET´s, rs)

Por definição, a Gestalt conceitua que o 'todo e maior que a soma de todas as partes', mas se tivermos uma melhor percepção das partes, melhor será a percepção do todo, não é? Porque creio que é isso que os 'anos' fazem conosco, aprimoram, lapidam nosso modo de observar o todo (por isso acho lindo a leve convergência de seus olhos, rs...por exemplo...que parecem ser cor de mel, como os meus). Lindo saber que a 'criança' que há em você não virou uma petrificada peça arqueológica. Lindo saber que seus olhos veem muito mais do que enxergam... porque os cintilar deles me maravilham enquanto serve-me suco (agora chocolate quente) centralizado entre seus gestos e suas palavras.
Bj bj

Denise disse...

Sim Julio, se as partes de uma receita são elaboradas com capricho e atenção, o prato final tende a ficar saboroso e com melhor aspecto. O todo - vida - parece melhor, se cada evento for vivido com mais paixão, toda alegria, atenção, cuidado, carinho, determinação, etc...

Meus olhos são castanhos cor de mel, sim...rs...e procuro ver além da superfície das coisas. A matéria é concreta, mas transmite mais do que mostra, basta "ter olhos de ver"...a vida já me mostrou a escuridão para que eu aprendesse a valorizar a luz!

Bjos, querido!