“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


19 de fev de 2010

Aprendendo a conviver com quem se ama (7)



Capítulo 7

Recriando os Relacionamentos


Complementando o exposto no capítulo anterior, Walsch diz "aprendi a desistir de especificar o que desejava. Aprendi realmente a abrir mão e deixar que Deus entrasse. E aprendi a perceber que os milagres vêm quase inevitavelmente em embalagens que não se parecem em nada com a imagem que temos deles. Isso se chama viver sem expectativas."
O autor neste capítulo vai explorar a questão de como encara o amor. Ele crê "que o importante é entender que o amor é uma decisão, não uma reação. [...] Antes, eu conhecia uma pessoa e me deixava levar pelo sentimento que ela provocava em mim. Agora, eu conheço e decido e se vou amar ou não." E para ele, estas decisões estão baseadas em uma simples escolha. "Escolho amar você. E quando decido amar você com um amor puro, minha escolha é incondicional. Meu amor é incondicional. Não depende da maneira como sua personalidade se mostra nesse momento ou da forma de seu corpo ou do tamanho da sua carteira ou de qualquer outra coisa sua. [...] Quando decidimos amar alguém, estamos freqüentemente sujeitos a uma grande surpresa. Descobrimos que o sentimento que esperávamos tirar do fato de estarmos apaixonados por alguém é na realidade gerado em nós mesmos e simplesmente volta para nós. Esse sentimento que vem de nós envolve a outra pessoa." E assim a grande ilusão se quebra, pois deixamos de pensar que aquele sentimento mágico, o assombro, o toque especial que esperamos de um relacionamento vem da outra pessoa - ele vem sempre de nós, e retorna quando decidimos mandá-lo para o outro.
"De repente me dei conta de que, se deixasse de determinar o que imaginava que fosse o ideal, poderia encontrar tesouros em todo lugar, em pessoas com quem nunca pensei que me relacionaria, em coisas que nunca pensei que fosse gostar."
Walsch lembra que ele não oferece a chave da felicidade ou a fórmula certa, e nem sugere que vivendo dessa maneira haja alguma garantia. "É impossível fazer com que tudo funcione agora e para sempre. Ou, mais corretamente, funcionará, até mesmo para sempre. Só que pode funcionar diferente da maneira como você pensa que deveria funcionar."
Neale comenta sobre o fracasso que experimentou ao término de um relacionamento. Na verdade, o final dele abriu a porta para algo ainda mais enriquecedor do que podia imaginar viver. "Mas foi só quando permiti que o que ocorria prosseguisse, sem julgar, condenar ou chamar de tragédia, mas simplesmente deixando acontecer, que pude experimentar o que vinha ao meu encontro. Descobri então que o universo age de formas extraordinárias e que, se deixarmos de julgá-lo e permitirmos que faça o que está fazendo e que seja o que está sendo, encontraremos a paz e a alegria que estão sempre presentes dentro de nós."
Walsch insiste: "devemos parar de buscar no outro a paz e a alegria que procuramos durante tanto tempo e saber que aquilo que procuramos já está presente dentro de nós."

Este capítulo abriga ainda a questão casamento e suas diferentes formas, além da tradicional. "Se não anandonarmos nossos preconceitos e não pararmos de condenar as novas formas de amor, jamais realizaremos nosso potencial mais rico e mais completo como seres humanos." Walsch acredita que os casais continuarão a ser a principal forma de relacionamento: "Há algo único nessa forma de relacionamento que não pode ser recriado em nenhuma outra. Acho que veremos para sempre duas pessoas se unindo e co-criando a vida, e que essa continuará a ser a principal forma de relacionamento humano amoroso. Mas acho que também veremos a criação cde algumas outras formas, e essas formas incluirão famílias ampliadas. Incluirão casamentos em grupo. Incluirão comunidades. Incluirão uma variedade de maneiras de as pessoas se juntarem em maior ou menor número, a fim de viverem a experiência única pela qual todos nós ansiamos: a experiência do amor ilimitado e sem dominação de um sobre o outro."
Neale segue defendendo suas idéias: "O que estou afirmando, com a maior convicção, que não há forma de amor puro e verdadeiro que seja inadequada." E completa: "As maneiras de nos unirmos para expressar o amor em sua forma mais sublime estão mudando. [...] Nossa missão como criadores da nova sociedade é estabelecer um paradigma, um sistema, uma nova estrutura social, espiritual e política que nos permita simplesmente amar uns aos outros de forma pura e verdadeira, independentemente de gênero, cor, religião ou qualquer outro fator artificialmente restritivo." Dentro dessa premissa, "a nova maneira de entender o mundo e o relacionamento entre os seres que nele habitam é que criará um novo tempo."
Walsch finaliza dizendo que podemos "contagiar o mundo com gestos grandes e pequenos de amor puro e verdadeiro. A fazer do amor uma decisão que nos aproxime de cada ser procurando descobrir o que ele tem de único e magnífico. A abandonar preconceitos. a divergir sem condenar. Mas só chegaremos até onde desejarmos ir. Só poderemos nos tornar extraordinários se realmente desejarmos ser. Só poderemos amar plenamente quando realmente desejarmos amar assim. [...] Como disse George Bernard Shaw, há pessoas que vêm o mundo como ele é e perguntam: "Por quê?" e há pessoas que pensam no mundo como poderia ser e perguntam: "Por que não?"

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