“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


19 de fev de 2010

Aprendendo a conviver com quem se ama (5)


Capítulo 5

Os Grandes Desafios


O grande desafio do relacionamento é permanecer visível ao outro, ser transparente na relação, mesmo estando com o mesmo parceiro há anos. É preciso confiar na incondicionalidade do maor do outro, pois confiamos nossa vida nestas mãos. Mas é necessário ser absolutamente claro, aberto e honesto em relação a todos os sentimentos, pensamentos e idéias que tenha, a toda concordância e divergência.

O temor em não ser transparente no relacionamento está em aprendizados antigos, e demandam o desafio diário de ver as pessoas que são importantes como meus melhores amigos, podendo manter uma amizade que permita ficar nu diante deles, fisica e mentalmente, sem nada escondido ou planos ocultos.

O autor aborda também a questão de não gostar na pessoa justamente daquilo que não gosta em si mesmo. Ele lembra que se gostar de si mesmo, da própria aparência, das atitudes, das idéias e características pessoais, fará com que desgoste de poucas coisas nas outras pessoas. Aceitar os outros como são, e amá-los apesar do que são, é reflexo da auto-estima e conseqüente amor que vem para com os outros.

Walsch pontua a transferência que costumeiramente fazemos nos relacionamentos, o como comunicamos nossa verdade. Ele aponta cinco níveis em que essa comunicação se dá:

1) Quando você diz a si m esmo a verdade a seu respeito - deixar de mentir para si mesmo;

2) Quando você diz a verdade a você mesmo a respeito do outro - vivemos também do jeito que achamos que devemos pensar e ser;

3) Quando digo a verdade sobre mim mesmo para o outro;

4) Quando digo a verdade sobre o outro a ele mesmo - quando compartilho com o outro a minha verdade, naturalmente, aquilo que penso, não a verdade absoluta;

5) Quando comunicamos a verdade a todos sobre tudo, e não precisamos mentir mais.

Outro aspecto que Neale fala neste capítulo é que o coração não precisa ser "quebrado" para se abrir. A dor não precisa, necessariamente, abrir à força o coração para que ele possa experimentar mais amor. É um fenômeno que acontece, mas não obrigatoriamente. Esse conceito está intimamente ligado à nossa cultura, e podemos nos afastar desse mito.

Toda perda gera sofrimento, mas ainda que o parceiro nos deixe, não precisa haver dor (no sentido mais profundo). O outro não detém nossa identidade, e podemos tomar posse de nós mesmos, sabendo de nossos valores pessoais e nos sentindo bem como somos, sem precisarmos da validação implícita na representação que outro nos dá - minha idéia a respeito de quem eu sou!

O amor tem o dom de ver-nos além do que somos, melhores talvez do que imaginamos ser. E é o amor que alguém sente por nós que o induz a gestos amorosos, palavras de incentivo, elogios, pequenos gestos que expressam esse puro amor - como bilhetinhos em lugares estratégicos, frases carinhosas. "É isso! as pessoas que realmente nos amam nos mantêm firmes em nossos pensamentos maisousados sobre nós mesmos. Você é. Você pode. [...] Como você é atrante. como você é corajoso. Como você é bom. Como você é maravilhoso. Que bom que é estar com você."

2 comentários:

Silvia Masc disse...

Lindooo!!!
Voltarei aqui para ler com calma.

beijinho e um ótimo final de semana.

Denise disse...

Olá, Silvia!

É um prazer tê-la aqui, seja muito bem-vinda!

Bjo e um super fim de semana pra vc!