“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


8 de dez de 2007

Vencendo obstáculos


Cada um de nós tem sua dinâmica individual de resistência, tolerância, suportabilidade e estratégias de enfrentamento nas situações de conflito.
É comum em tais circunstâncias a presença de sentimentos de desvalia, impotência, inutilidade, inadequação e medo. Se nos deixarmos contaminar por eles, sentiremos o natural desejo de fuga, levando à esquiva de situações aversivas, tomados pelo desafio que é vencer os obstáculos. Isso nos fragiliza e impede o arrojo necessário para tomadas de decisão, mudanças de comportamento, buscas de melhorias que nos tirem dessa aparente infelicidade.
Uma das estratégias que desenvolvemos é a de depositar nossos objetivos, desejos e sonhos na esperança da realização, quem sabe um dia; e sorte essa trazida pelas mãos do destino, do acaso, ou divinas. Não se pode negar que a boa sorte exista, assim como não podemos esquecer que tendemos a “Pegar o desejo e pendurar na esperança, deixando de viver” , como declara a psicanalista Jane Cherem.
Rubem Alves define a esperança dizendo: “Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.” A conclusão lógica que chego, é a de que a força está dentro de nós, a motivação para impulsionar em direção àquilo que dita nosso desejo. Essa força é interior e inerente a nós, seres em eterno buscar. E tal pensamento me faz lembrar das palavras de Camus, que diz: "E no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível.” Esta afirmação significa, em outras palavras, dizer que, justo nos momentos em que pensamos estar vencidos pela limitação que geralmente é fruto de nossa inabilidade, é nesse instante em que nos encontramos fortes, capazes de transpor as barreiras que surgem.
São tantos os fatores que interferem nessa percepção que o abandono da luta passa a significar a única saída, onde o potencial de superação é subjugado pela desistência aparentemente fácil; disfarçada de cansaço e descrença.
Se observássemos nossas conquistas anteriores, validando-as o suficiente para que produzissem auto-estima e confiança, certamente nos embrenharíamos em lutas ferozes na defesa de nossos ideais e projetos mais caros; independente de seu desfecho feliz. Concentrando forças no presente, direcionando os passos para um futuro eminente, as possibilidades de sucesso aumentam. Acreditar em si, na força e resistência pessoais garante estímulo para traçar metas acreditando nas suas potenciais concretizações.
Isto sem ponderar os obstáculos que criamos por medo de não conseguir consolidar nossos anseios. Esta é uma defesa comum através da qual nos escondemos e, conseqüentemente, abortamos nossos sonhos. Esse caminho doloroso gera frustrações, outra característica própria das pessoas com rebaixada auto-estima, desprovidas das sensações conhecidas resultantes das conquistas feitas.
O auto-conhecimento beneficia o indivíduo na sua caminhada, uma vez que influi diretamente em suas escolhas ponderadas, fortalecendo-o para decisões indispensáveis, ainda que estas o conduzam, momentaneamente, à beira de um abismo aparentemente intransponível. Superando o medo o homem conduz sua marcha pela vida. Dominado por ele, amputa a estrada temerosa, abdica de prazeres insondáveis, abrindo mão das mais gratas sensações de realização ou, no mínimo, da capacidade de atirar-se na aventura que é viver!

♥ Denise

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