“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


8 de dez de 2007

O valor do silêncio



As vozes interiores atormentam muito mais do que aquelas que ouvimos externamente. Nos sacodem duramente, instigam e maltratam. São nossos “demônios interiores”, nossas questões de conflito, tudo aquilo mal resolvido, não acabado, que doeu tanto que jogamos no fundo de nossa consciência. Somos seres que estão em eterna busca, cheios de desejos insatisfeitos e outros tantos inconfessos. Há lacunas abertas e vãos não preenchidos, deixando um vazio de significativas realizações que, ou por nossas desistências ou inabilidades, não demos conta de conquistar.
As vozes que nos assombram desejam ser ouvidas, caso contrário estariam em silêncio. O silêncio permite que consigamos ouvir, por isso, a importância de silenciar ao redor, nos retirando para dentro de nós mesmos, em comunhão com nossa essência, restaurando esse diálogo, buscando as soluções, amenizando as dores, identificando as fraquezas, construindo pontes, nos dando novas chances, superando os limites e criando defesas necessárias.
Somos complexos por natureza, paradoxais, e, exigentes, punimos sem piedade. Se em contradição, perdemos a direção. Sem direção, perdemos a referência. Sem referência, perdemos a noção própria. Resta-nos, portanto, parar. Silenciar. Entrar em contato direto com nosso universo pessoal, com coragem, perseverança, sem assombros ou julgamentos.
Como somos o resultado absoluto de nossas ações e omissões e questionadores vorazes, aprendemos rápido a julgar, estabelecemos penas e castigos duros, somos cruéis e indóceis se temos “certeza”, numa conduta clara de invasores impiedosos, sem compaixão e cautela, mas valentes. Nos atribuímos um poder que não temos. Tendemos a achar que somos grandes conhecedores da natureza humana, fazemos afirmações cabais, tecemos críticas mordazes. Quantos enganos...se tão imperfeitos somos!
A teia de sentimentos, pensamentos e sensações que desenvolvemos é tecida por fios invisíveis que abrigam nossa essência. Somos multifacetados sim, incompletos, falíveis, humanos! Mas temos a capacidade de renascer, tal qual Fênix. Somos capazes de promover mudanças substanciais para garantir nossa existência de maneira mais harmoniosa e menos sofrida. Aprendemos com nossos erros, crescemos na dor e somos os agentes transformadores da realidade que nos infelicita, através de novas atitudes. Para tanto, é imprescindível o auto-conhecimento. É imperioso o silenciar! Parar e ouvir nossas vozes interiores. Buscar compreender sem rotular. Procurar o bálsamo para nossas dores sem negar nossa essência. Aceitarmos que somos “só” humanos, e que precisamos do silêncio para ouvir-nos...em paz!
À medida que abandonamos a sensação de impotência que temos quanto a conhecermos nossos sentimentos mais íntimos, governar nossas ações; mergulhando serenamente nas nossas questões mais internas, estaremos restabelecendo a possibilidade de vencer nossos “demônios interiores!”

♥ Denise

2 comentários:

Rejane-Enajer disse...

Na minha opinião, você deveria ter um Blog só com seus escritos.Porque não?

Denise disse...

Oi, Rê...pq do jeito que gosto de escrever e tenho tendência ao perfeccionismo...rsrsrs...não faria outra coisa na vida, amiga!!
Acho que assim fica condensado num só, é só clicar no assunto e ir lendo de carrerinha...rsssssss

Neste blog já tem mais de 450 postagens escritas por mim - crês??

Bjos, minha querida!