“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


25 de jun de 2012

Os efeitos da poda!




Cecilia Meireles aprendeu com a primavera a deixar-se cortar e voltar sempre inteira.
Pensei nela imediatamente após visualizar uma metáfora gerada pela mente que acabou de ler sobre a recuperação das roseiras depois de sofrerem a poda. Ainda não li, apenas folhei o livro Coloque um Ponto Final, de Henry Cloud.
É perfeita a analogia, quase pude ver os galhos lançados ao chão, efeito do corte sem dó, enquanto partes de si ficam presos no corpo da pequena árvore de espinhos. Acontece o mesmo quando o processo de desapego começa a dar sinais de verdadeiras despedidas, os cortes acontecem diante daquilo que precisamos interromper - o crescimento, a continuidade, o alongamento. Fere de morte o golpe, mas as pontas agudas que se formam nos galhos encurtados podem bem ser as garras das quais precisamos lançar mão para escalar a vida outra vez, agarrando-nos para não cair.
Visualizando a roseira podada que sofreu os duros golpes, vi nos galhos a renovada força, e pensei na próxima florada, nos botões viçosos, na cor viva da rosa aberta, macia, perfumada. Quase pude sentir o perfume ao redor de um pé florido e carregado de rosinhas frescas, semi abertas. Como na vida, os ciclos se fecham, colocando um ponto final, que significam renovação, mudança!
Como a roseira se refaz e produz belas rosas, nós superamos os cortes, os golpes, a morte - e, uma vez renovados a esperança e o ânimo, somos capazes de gerar novos rumos, desbravar caminhos e, tal qual a primavera, florir uma nova vida!

Este é o caminho da cura, e, como vocês, já vivi esse filme, o enredo conheço de cor!

14 comentários:

Leonel disse...

De vez em quando, a vida nos poda...
Será que é para que nasçam novas flores?
Tomara que sim!
Abraços!

Denise disse...

Eu gosto de pensar que sim, Leonel...tomara seja, né??

Outros pra ti!

Cristina disse...

Sem as podas as roseiras não crescem, não dão flor, na casa de minha mãe tem muitas roseiras e me lembro bem dela podar sempre no mês de junho. Ela já se foi e minha irmã agora é quem faz a poda. Como em nossas vidas, precisamos das podas, mas que doi, doi não é? Agradeço seu carinho no blog e no blog de minha sobrinha, obrigada pelas palavras tão lindas! Que sua semana seja recheada de muitas flores! Um abraço!

R. R. Barcellos disse...

Ensinaram-me que existe a poda de crescimento, a de produção e a de formação. Todas com épocas e finalidades definidas. A analogia é perfeita. Quantas vezes o que nos é retirado nos força a crescer mais e melhor!

Beijos.

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Denise,realmente a obra citada por você vale a pena ler e reler.Quanto a Cecília Meireles em suas obras sempre deixaram em mim marcas a serem seguidas.Também aprendi a me deixar podar das coisas ruins e florir sem mágoas,sem rancores,enfim aprendi aqui também em seu maravilhoso espaço.Um grande abraço!

Denise disse...

Cris, minha querida...sempre há flores entre nós, percebeu?...rsrsrs

As podas feitas em junho....até nisso a analogia se assemelha? então tá, tá tudo certo meeeesmo...rsrs

O carinho é recíproco, e nos faz tanto bem...que assim seja, sempre.
Um beijo pra ti!

Denise disse...

Essa é a direção de meus pensamentos, Poeta querido...é para ali que vão os resultados da mutilação que propicia um recomeçar...

Beijos, senhor das rimas!

Denise disse...

Olá, Marli!

Gostei demais da tua visita, e das tuas observações tão amáveis e corretas sobre florir livres de mágoas e rancores inúteis - inclusive com a gente mesmo...

Outro abraço grande, ótima semana pra vc!

pensandoemfamilia disse...

Este é o ciclo, mas algumas vezes vascilamos nesta poda que pode ser o renascimento.
bjs

Regina Rozenbaum disse...

Eiii lindona!
Li em algum lugar que muitas vezes além de virar a página é necessário queimá-la...então, que a poda, o fogo sagrado faça florescer o novo!!! Gosta do cheirinho de "coisas" novas né? Eu a-do-ro! Então tá!
Beijuuss n.a.

Denise disse...

Eu penso Norma, que o desconhecido é temível, mas muitas vezes toma proporções exageradas, traindo-nos a percepção, desviando-nos temporariamente. Tão logo identifiquemos a necessidade do rompimento dos padrões antigos, enxergamos "na poda" a inevitável transição, que não costuma ser indolor - mas pode ser vivenciada com menor sofrimento...embora falar seja sim, mais fácil do que vive-la...

Um abraço!

Denise disse...

Pois é Rê....gosto...huuummmm...inspirando profuuuuuundamente!!!

Então tá!
Bjãozão, irmiga!

Anônimo disse...

denise

adoro seu blog!
vc é sensivel e muito inteligente!
tenho que confessar que as vezes eu copio certas fotos ... porque não dá prá resistir... rsrs mas coloco seu nome em baixo beijos
claudia

Denise disse...

Oi, Claudia...que pena que não deixou o link de teu blog, adoraria conhecer teu cantinho...algumas imagens são minhas, a maioria compartilhadas na internet, eu procuro associações fiéis ao post, deve ser essa soncronia que te agrada tanto. Que bom!

Bjoca