“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


8 de jun de 2010

Desapego II


"Os apegos são os anexos. Quanto mais anexos em um e-mail, mais peso. Os anexos surgem com a palavra meu. Tornar-se desapegado é considerar que nada disso me pertence. Os vícios também não me pertencem. Se os vícios não são meus, os vícios dos outros também não são meus. Acabar com a consciência de meu é acabar com todas as escravidões. Considere-se apenas um tutor de tudo que lhe é dado em confiança."

Ken O'Donnell

* O grifo é meu.

12 comentários:

Tati Pastorello disse...

Grande pensamento!! Cai como uma luva no dia de hoje, para mim.
Obrigada,
Beijos.

manuel marques disse...

Tenham cuidado com a tristeza. É um vício.

Beijo.

Denise disse...

Oi, Tati.
Nossas escolhas de postagens sempre "serve" para alguém, já percebeu?...muitas vezes somos "instrumentos", portadores das mensagens que precisam chegar.

Que bom se "ajudou" vc, querida...

Bjos

Denise disse...

É verdade, Manuel, e como todo vício, danosa...

Beijo

Julio Cesar disse...

Oi Denise...
duro para quem tem o vício do apego. Não raro a 'vida' se encarrega de estirpar-lhe de uma só vez...e de forma muito dolorosa.
É quando, diante da eminencia de perder tudo percebe-se que não se tem nada. Aos que nesse momento se vergam, compreendem que o 'nada' é tudo o que possuem. Para 'quebrar' esse jogo de palavras, o 'nada' transmutou de significado. Antes, para o possessivo, o nada era o vazio, ausência. Para este novo Ser, o nada agora adquiriu conteúdo e valor.

beijos.

PS:fui escrever com as duas mãos...e meu balão escapoooou!...ahhhh...

elton disse...

Ultimamente vinha me sentido muito cansado a nível mental e físico. Sentia-me como se estivesse com pesos no meu ombro e respirando numa atmosfera demasiadamente opressiva e inquietante. Contudo percebi, depois de ler este texto, que eu estava carregando um saco repleto artefatos pesados e desnecessários. Tais como ansiedade, angústias, medo, preocupações desnecessárias, stress, etc. E, depois de analisar cada um desses objetos e posteriormente expurgá-los da minha mente, senti imediatamente um alívio, paz e tranquilidade que há muito não desfrutava.

Nossa!

Como é bom respirar novamente!

Denise disse...

Oi, Julio.

Acho que há a forte influência da educação, que nos diz que precisamos "valorizar" o que temos, contaminando a percepção de que não "possuímos" nada, em verdade - levando ao extremo que sugere "se descarto, desvalorizo", criando a idéia de que a retenção do "objeto" personifica essa valoração...vixe, tomei foi uma jarra de suco...rssssss

Beijosss

Denise disse...

Olá, Elton, nem vou perguntar se está tudo bem, pq parece que está ótimo...rs. Também pudera, viu-se livre da "escravidão" gerada pelo acúmulo de peso desnecessário. Que bom que está respirando novamente...

Abraço!

elton disse...

"Não somos ricos pelo que temos, mas sim pelo que não precisamos ter."

Emmanuel Kant

Denise disse...

Interessante, Elton, vc citar Kant...filósofo que defendia que o conhecimento depende da sensibilidade, da percepção dos sentidos, não está, "a priori" na esfera da cognição (razão pura).

Gosto do estímulo dos comentários, me levam a pensar...

elton disse...

Olá, Denise.

Bem, quanto a citação de Immanuel Kant, confesso que infelizmente não consegui implementá-la ainda na minha vida. Como você disse anteriormente, vivemos em uma sociedade em que "precisamos 'valorizar' o que temos" o que invariavelmente nos prende mais ainda aquilo que possuímos. Mas o pior de tudo encontra-se nos falsos desejos e necessidades que o capitalismo, insaciável e glutão, impregna em nosso ser. Criando a ilusão de que se nós não adquirirmos tal produto ou serviço seremos infelizes, marginalizados e/ou antiquados. Seremos um ponto fora da curva.

Daí, tem-se uma leva de garotas frustradas e deprimidas por condicionarem a sua auto-estima e felicidade ao seu peso atual, por exemplo; e, uma incontável quantidade de rapazes descontentes com a vida por não possuírem um carro, ou não terem dinheiro pra comprarem o tênis de marca do momento... e por aí vai.

Assim, várias questões significativas e importantes começam a surgir:

Quanto dos meus sonhos são realmente meus?
Vivo a vida que me satisfaz ou a que satisfaz o idealismos da sociedade em que vivo?
Como pensar de forma independente de estereótipos e paradigmas pré-estabelecidos e obsoletos que maculam e distorcem o nosso julgamento a cerca das coisas que nos rodeiam?

Chego a uma conclusão irrefutável "se você não escolhe você é escolhido".

Contudo, Denise, muito provavelmente uma grande pista para respondermos a essas questões necessárias para o nosso amadurecimento espiritual esteja na sua descrição da crença de Kant na qual "o conhecimento depende da sensibilidade, da percepção dos sentidos". Uma vez que a nossa razão possa já estar contaminada por pré-conceitos e pensamentos equivocados e não condizentes com a realidade, deve ser necessário usar tais habilidades puras e primitivas inerentes as faculdades humanas para, assim, tentarmos adquirir uma visão mais clara e profunda da real natureza das coisas. Desta forma, acho que poderemos adquirir um conhecimento mais confiável e exato que venha servir de base para a elaboração de soluções para problemas importantes de nossas vidas e do nosso cotidiano.


Vixi...

Acho q isso é o dizem com "falar pelos cotovelos"...rs

Prometo q só vou postar outro comentário daqui a um mês, pra compensar este aki...rs

Até +

Abraço!

Bom Domingão!


"...uma idéia me veio a cabeça eu percebi que a cada 6 mil palavras...ela tinha que parar para respirar ai eu dizia: 'HUM É MESMO!'. Mesmo que eu não soubesse tudo o que que ela estava falando..."

Eu, a patroa e as crianças,
Hum, é mesmo?

Denise disse...

Olá Elton, não posso nem retribuir a visita...mas, ó...não sai daí não, e nem demora isso tudo pra voltar, combinado? "Tamanho" de comentário não tem nenhum pedágio por aqui, é livre o pensar e o acesso. Repito, acho importante o estimulo para que a gente reflita.
O domingão está tumultuado, razão pela qual eu vou voltar depois, com tempo, ok?

Abraço pra vc tb!