“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


14 de abr de 2010

Sentir escapa ao controle...


Há a natural imprecisão sobre qual sentimento vai aparecer diante das adversidades, e isso por si só nos tira do "controle", razão pela qual "caímos desamparados" na realidade que se impõe.
Não podemos comandar esse show chamado "sentir". Ele tem vida independente, e nos prega peças nesse espetáculo que é viver!!

14 comentários:

Julio Cesar disse...

Olá Denise, tudo bem? obrigado por passar pelo Vendo e Sentindo e deixar seu comentário, incentivador e pontual!rs...
Ja disse algumas vezes por lá, e também no Iris, que quem não sente não vive. Aqui o sentir em sua total complexidade, provida sempre do amor. Nossos sentidos provocam nossa sensibilidade, mas não se trata desse sentir mecânico, e sim deste 'outro', 'elaborado' e sim, sem controle por vezes.

Comentando com uma colega na Universidade, esta semana, sobre um momento 'angustiante' que passei, disse:
"Na teoria, sabemos perfeitamente tudo que está acontecendo, as razões pelas quais não há motivo de preocupação...mas, na hora mesmo, o 'fator humano' age solto, força-nos para o lado do passageiro e quer ter o controle."

Enfim...eu amo amar. Para mim, é possível viver só, mas é impossível viver sem amar.

Muitas emoções para ti.
Julio Cesar

Denise disse...

Oi, Julio Cesar, estou muito bem, e feliz com tua presença.
Nenhuma emoção obedece a razão, imagina teorias...rs...por isso nós não estamos imunes, mesmo "discriminado" o que está acontecendo, investigando os fenômenos e integrando percepção e "saber"...dispondo de nossos recursos internos é que vamos desenvolver as necessárias estratégias de enfrentamento...essa é uma leitura mental que a razão compreende e na qual se apóia, entretanto, não é a linguagem que o coração conhece, e aí...o controle escapa da gente, não tem conversa...rs

Quanto a amar...nada é melhor, incluindo ser amada(o), na minha opinião...é da nossa "natureza", né?

Muitas descobertas pra vc...rs
Bjos

*Mi§§ §impatia* disse...

Ah que maravilha seria se pudessemos controlar nossos sentimentos.
Beijos.

Denise disse...

Será que não se esvairia a graça da vida, desmaiada, morna e descolorida??

Bjos, Miss!

Julio Cesar disse...

Oi Denise...obrigado, pelo carinho...
como dizia Sartre, ao homem é conferida a imprevisibilidade.

A vida é como o jogo de RPG e não como sequencia programadas de estagios de jogos eletrônicos (as fases).
Amar é como um pular de bumbjump... (eu nunca pulei!rs...)
pula-se sem saber o que irá acontecer...sabe-se apenas que haverá emoção...todo o corpo querendo compreender o que os sentindos poem os neurônios para trabalhar a mil para tentar identificar, ...é...pode ser assim? Um saltar? de paraquedas, asa delta...ou alçar um voo livre?
tentamos ter controle de tanta coisa...inclusive dos outros...a briga por 'potência' (Nietzsche)...
não...prefiro navegar a vela, pelo sopro das emoções...

Denise disse...

Ah! que lindo! "navegar pelo sopro das emoções", entregar-se...amar nada mais é do que entrega, sem censuras, controle, medos ou medida, não é mesmo Julio Cesar??

Sempre é muito bom ter vc por aqui!
Beijão, querido!

Julio Cesar disse...

Sim...ser amado é muito bom! Amar sem ser amado é idealisado. E não querendo filosofar demais, cabe ao amor transcendental, apenas, creio...
Julio
bj

Denise disse...

Sei não...já experimentou desapaixonar por conta própria, Julio?? o coração rosna...rs...brincadeiras à parte, é imprevisível amar ou sentir qualquer outra profunda emoção, o controle não permite que se arrombe ou modifique o sentimento de um coração, ou impeça de nascer e aflorar uma intensa emoção (raiva, por exemplo)...acho que foi isso que eu quis dizer...a intensidade talvez a gente "negocie" na forma de expressão, mas o "sentir" é livre de qualquer coerção...rs

O suco tá bom...rsrsrsrs

Julio Cesar disse...

Sei não...já experimentou desapaixonar por conta própria, Julio?? o coração rosna...rs...brincadeiras à parte, é imprevisível amar ou sentir qualquer outra profunda emoção, o controle não permite que se arrombe ou modifique o sentimento de um coração, ou impeça de nascer e aflorar uma intensa emoção (raiva, por exemplo)...acho que foi isso que eu quis dizer...a intensidade talvez a gente "negocie" na forma de expressão, mas o "sentir" é livre de qualquer coerção...rs

O suco tá bom...rsrsrsrs

Nem sei por onde começo!...não estava previsto!

Nunca tentei desapaixonar...mas este dia pode chegar...S2 Rosna? Mostra os caninos e não deixa chegar perto!...a saliva que começa a destender-se, como um fio transparente, verticalmente para fora 'da boca' é assustadora! rs...mas talvez tenha que enfrentar!
["o controle não permite que se arrombe ou modifique o sentimento de um coração, ou impeça de nascer e aflorar uma intensa emoção (raiva, por exemplo)...acho que foi isso que eu quis dizer..."]hummm...(com o polegar opositor e indicador no queixo)fale-me sobre isso...porque disse acho? hum...poderia ser outra emoção que queria dizer, então...
Sentir é maravilhoso...livre...e começa de forma imprevista e sem controle...mas...acho que é preciso cuidado com essa entrega à liberdade e derepente virarmo-nos refens do sentimento...a justa medida é o grande desafio.

O suco está muito bom Sim!

Sentir é objeto de minhas falas. O Dragão impiedoso? ou um ser alado afetuoso, com caloroso coração e que permite-nos alçar voos longícuos?

Beijão
Julio
PS:obrigado pelo querido, acima.

Denise disse...

Permita-me sorrir, caríssimo Dr. Julio...posso quase ver esse seus dedos e o "fale-me sobre isso"...rsrs - faria Freud comparecer ao "boteco"...rs

Xícara com café fumegando, cheiroso que só...rs - um aparte ao seu "a justa medida é o grande desafio"...posso?

"A medida do amor é amar sem medida" do Victor Hugo, serve para todo sentimento...é impossível ser 'meio sentir', é como dizer que a mulher está meio grávida...só água pode ser morna...

Até o próximo copo...ou xícara...rs
Beijo

Julio Cesar disse...

Denise...PER-FEI-TO seu aparte.

Eu não sou 'praticante' de justa medida...rs... é que já 'apanhei' muito por causa disso. ou melhor, meu coração... hum...digamos então que o ponto é o desapego quando acaba...o desapaixonar, como disse...
Vigotsky teorisa disendo que o homem só se reconhece através do outro. Imagine o outro amado e com tudo o mais que isso 'carrega'!

Ao 'perder'...é perder um pouco de sí mesmo, é perder então um 'outro' que te promove uma percepção de sí mesmo especial, não?

Do alto dos meus quarenta e nhã-nhã-nhã... nunca deixei de amar...porque mobiliza-nos tanto quanto a luta pelo sobreviver. Sou estudante, bebê...falo aqui mais pelo que experenciei, e pelas seções de analise, do que por literatura...

acho que cheguei a dizer-te isso:
"É possível viver só mas é impossível viver sem amar. Nâo é possível medir o amor porque não é possível prendê-lo"

No entanto viver só (veja bem!) não é gostoso...

Uma xicara de café quente, fresco, cheiroso que só... é sedutor demais...

eu que adoro café, como recusar.
ainda mais nessa sexta-chuvosa e gelida...em que as duas fontes que provem calor são o café e a prosa fervorosa, como diz.rs...

...os sentimentos e emoções são mesmos imprevisíveis ...conquistado pelo suco...seduzido pelo café! Onde está o meu controle? que de nada irá adiantar se tentar modificar o conteúdo de meu coração...

(como paciente, você apresentou bem a resistencia na seção!rs...)


Beijo
PS:Pode usar meu texto no Pensamento.

Denise disse...

Olha Julio, engavetando a teoria e deixando à luz das evidências, todos os sentimentos que nos invadem ao longo da vida, perdas são momentos difíceis em qq situação e nos consomem...nascemos para viver em comunidade, mas aprendemos que é preciso antes de viver com alguém, podermos viver sós. Só então estaremos prontos, sem apoiar nossa vida no ombro de ninguém...e contar com a imprevisibilidade das emoções é sinônimo de estar vivo...é assim por natureza...certo?

Esse assunto é eterno (desde que o mundo é mundo) e vai faltar café...rs

Como paciente, "testei" o Dr...rs
Bjos

Julio Cesar disse...

kkkkk...rindo muito, não havia visto seu comentário...este também ficara para trás...e acabei achando 'aquele' que procurava, sobre 'desapaixonar', "emoções que afloram, como raiva", e tudo o mais, de profundo, poético e reflexivo...que deixa a cabeça fervilhando (de bom). Quando vou, sigo por uma 'jornadinha' as vezes de hora e meia até minha casa, já que 'corto' a Av.Paulista aqui em Sampa.Depende do horario, do dia e do acaso!rs... mas ja tem um tempo que esse 'tempo' não existe, porque é um tempo em que reflito e medito, no que está redigido por aqui.
A vida tem sido mais rica...muito mais, desde que mudei a lente que observo o mundo...e já se vãi algum tempo. Sempre a fora, mas ultimamente tem sido mais intenso... claro que a graduação tem sido um reforçador de peso nesse novo prisma, mas também, pessoas como você, que publicam pérolas.
Parabens a você.
Obrigado a Deus por sua existência (depois da minha...rs...)e pelo que leva até as pessoas.
Um beijo terno com um ramalhete para você.
Julio

Denise disse...

Vc se supera na delicadeza, meu amigo querido. Bendito seja vc e todos aqueles que cruzaram meu caminho, contribuindo para a construção de um ser melhor. A gente é um pouco do meio que vive, não é assim?? Que me fique nas mãos um pouco do perfume das flores...

Meu carinho...bjo