“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


9 de mar de 2010

Onde estão meus oásis?


Texto que transpira sentimentos amorosos, escrito por Tereza Kawall, que deixa transparente o retrato de sua alma sensível.
Pela ressonância com meus próprios sentimentos sobre as pessoas que me cercam e inundam meu coração no oásis da maturidade, publico aqui para que numa corrente de amor, outros corações sensibilizados o compartilhem também.

Delicie-se com minha amiga TEREZA KAWALL:

No dicionário encontro:
Oásis: lugar aprazível, em contraste com outros que não são; coisa bela, agradável, deliciosa; prazer, alegria entre desgostos.

Em alguns recantos da alma
Gosto de vislumbrar o que chamo de meus oásis pessoais
E o que são eles?

Tudo e todos que me acolhem
Em algum ponto desta jornada
Chamada vida.

Pode ser o silêncio
Da solidão opcional
Às vezes entremeados de boas leituras
Dos bons pensadores ou poetas

São também os mestres do espírito e da palavra
Uma lufada de ar fresco,
Cuja sabedoria é a lanterna precisa
para aqueles dias que o sol não apareceu

Pode ser a música;
Hoje me contento com as já conhecidas.
Pode ser o sombreado das árvores,
Sempre gentis, a espera de todos.

Podem ser imagens afetivas
Que o anzol da memória pega lá longe
Encontros,
Amores desfeitos,
Alguns com suavidade, alguns com pesar
Todos contam uma história
Dos dias com pouca, nenhuma e muita glória!

Podem ser os sons que vivem pelo ar
Dos animais, pássaros, aviões que passam
Aquele vai e vem do mar
Crianças brincando

Uma flor que se oferece em perfume
Evocando outras paisagens
Abrindo novas passagens
Para o leito do rio
Que teima em passar, passar

Somos passantes, afinal.

Podem ser as miragens
De devaneios do vir a ser
Uma espécie de saudades do futuro
Que nos inspira a continuar,
Ficar na pontinha do pé
Para espiar o que ainda virá

Podem ser as
“amigas-oásis”
Sua presença pode ser sombra e água
Novidades, alegrias e conforto

Algumas vão e voltam
Algumas sempre por ali estão
Uma espécie de raridade
Caminham lado a lado com a nossa idade,
Que parceria!

Outras chegam no hoje
Mas já estavam por aí procurando
Paisagens semelhantes, quiçá os mesmos oásis
E mesmo sem antes tê-las conhecido
Nós a reencontramos!
Com elas tudo é novo, tudo é antigo
E tudo faz tanto sentido.

A todos que comigo caminharam
E pavimentaram a minha jornada
com mais luz e entendimento,
Minha reverência e gratidão.


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