“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


3 de mar de 2011

O melhor de mim



Sofremos pelo que não temos, e muitas vezes, pelo que acreditamos que era nosso, e na verdade, nunca foi.
Sofremos, pela incerteza do amanhã que não nos pertence, mas que tentamos controlar.
Sofremos pelas amizades e afinidades que tentamos dominar, possuir sem medidas, e que se afastam de nós.
Sofremos pela doença que podemos ter, pela gripe que pode virar bronquite, e nos abatemos.

Sofremos pelo medo do imponderável, pelo que não podemos medir,
que não vemos, mas às vezes, podemos ouvir, e nos trancamos.
Sofremos pelas nossas faltas, e nos abatemos com as dificuldades que criamos, e estagnamos.
Por isso, as notas que não tiramos, as provas em que não passamos, os amores que não vivemos,
o abraço que perdemos, os cadernos amarelados, os cheiros da infância,
a velha chupeta guardada ou perdida, são doces lembranças, mas até nelas, sofremos.
Sofremos, porque não queremos nada simples, nem simplesmente viver, nem simplesmente amar.
Temos medo de nos entregarmos definitivamente ao amor, medo de sofrer uma dor maior, por isso, sofremos, até pelo que não sabemos.
E hoje, sabendo que o sofrer é uma antecipação da dor que nem
sempre viveremos, vou procurar conquistar aquilo que realmente me cabe.
E, se a dor me visitar, vai me encontrar mais forte, porque tenho a exata medida de tudo o que já passei, e sou o fruto maduro dessa árvore chamada vida.

Paulo Roberto Gaefke




6 comentários:

pensandoemfamilia disse...

São tantos os medos que se sofre por antecipação e não se entregar ao viver.
bjs

Isadora disse...

Oi Denise, a mais pura verdade. E como temos medo, afinal não é para menos, pois são medos com fundamento, porém acredito que embora tenhamos esses medos, vivemos. Uns com mais entrega do que outros mas vivemos. E a dor, que em alguns momentos é inevitável vem nos fazer companhia e quando percebemos ela foi embora e aos poucos vamos voltando a viver novamente.
Um beijo

Denise disse...

O medo é uma armadilha em que caímos e, muitas vezes, achamos que não encontraremos a saída. mas tem antídoto...

Um bjo, Norma.

Denise disse...

Fazemos isso vezes sem conta, né Isadora? Sobrevivemos...
Criamos muitas situações para que o medo se instale, e quando isso acontece, a vida fica à sua mercê. Ainda bem que tudo passa, criamos novas circunstâncias, e a vida segue. Sobreviventes...é pouco pra uma vida, mas pra isso tb existe solução. Ufa!...rs

Foi muito gostoso te encontrar aqui!
Um bjo!

Adélia Nenevê disse...

Oi Denise!
Maravilhoso esste texto, hj estava precisando de algo bem desse gênero !
Seu post foi providencial !

bjos e bom fim de semana !

Adélia

Denise disse...

Olá, Adélia.

Não raro, somos instrumentos a serviço de outros.
Fico feliz por haver contribuído, ainda que sem intenção direta.

Tudo de melhor pra vc, e em vc!
Bjo, bom feriadão