“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


21 de jan de 2010

Ser a avó do meu tempo



Sempre quis ser uma avó do meu tempo.
Ser mãe jovem, não garante netos cedo - a mim não garantiu. Eu pensava que não queria ser sinônimo de bobbies, chinelos e roupão, e sim aquela avó que leva pra ver filme em 3D, ouve iPod, conhece todos os jogos eletrônicos, manja de computador e tem DVD instalado no carro.
Descobri que provavelmente serei isso tudo, mas que já sou uma avó de meu tempo. Aquela que dedica de seu dia algumas horas à máquina de costura cosendo lençóizinhos personalizados, fazendo bainhas em toalhas-fralda, ou senta-se com fitas e fios de bordado para, em ponto cruz, criar figurinhas e letras coloridas que serão as marcas deste ser avó. Marcas que permanecerão nas fotos que irão contar para ele deste amor antecipado, já presente, pronto e ansioso por sua chegada.
Ah! certamente farei bolinho de chuva para, juntos, descobrirmos que figura formou. E contarei histórias infantis conhecidas, ensinando-o também a construir novos contos narrados a dois. E soprarei seu machucado e beijarei seu dodói para sarar rápido!
Brincaremos no gramado, plantaremos florinhas e árvores e correremos atrás do cachorrinho fujão. Vou ajudá-lo a subir nas árvores, esticando os braços para pegá-lo na volta - e nessa hora lhe roubarei muitos beijos e o espremerei numa delícia de abraço!!
Acho que não vou ensiná-lo a comer verduras, mas entre bolos de chocolates e brincadeiras no tapete da sala, me descobrirei uma avó de meu tempo...do tempo de amá-lo como sempre soube que seria. Nisto, com toda a certeza, não me enganei...rs

2 comentários:

Elaine disse...

que lindo!!! tuas palavras expressam todo o amor que teu neto está recebendo. Que cça abençoada. Bjs

Denise disse...

Quando o coração pula no teclado, amiga, acontece assim mesmo...mas estamos todos apaixonados por ele, de montão!!

Obrigada pela visita...volte sempre!
Bjão