“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


29 de set de 2009

(Re)composição






















No alvorecer da caminhada acontece a correção da rota, sem preâmbulos a vida ocupa seu trajeto transpondo, ressignificando, transcendendo, compondo jeito novo para os velhos passos tão cansados e desejosos da infinita sensação de alívio que a pausa proporciona.
Os joelhos se dobram e tocam o chão, a alma em desalinho pela dor.
O clamor nasce onde a desesperança acena. É a alma que se sente impotente, gasta, pequena. Parada obrigatória que impede que a vida seja ceifada antes da colheita final.
O intervalo não é perda, não é interrupção. É ajuste. Orientação.
Parte do Ser que se manifesta, sabiamente silencioso, é audível apenas ao silêncio que lhe permite existir. Soberano, o Mestre pulsa no peito, indicando vida e possibilidades.
Afinal, o acordo de paz está feito!!

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