“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


27 de dez de 2008

É real...nem tudo são flores!


Tecendo Idéias” tem pouco mais de um ano de existência, e é um espaço encantado pra mim, onde permiti aflorar meus sentimentos íntimos, os novos desejos e aqueles perdidos no tempo, poemas, relíquias pessoais.

Reli a mim mesma e constatei mudanças substanciais na mulher, mãe, filha, profissional e amiga. Revisitei meus domínios interiores com tantas cenas desfilando diante dos olhos marejados, que insuspeitados sentimentos de saudade invadiram sumariamente este coração, mostrando quanta emoção ele foi capaz de (re)viver!!

O texto escolhido para dar início a este cantinho, embora tenha sido escrito em data retroativa a esta inauguração, por ironia, agora, ao entrar o blog em recesso transitório, observa-se na sua quase totalidade uma contemporaneidade intocada. É tão lúcido, que dói. Parece premonitório. Abre e fecha as postagens com perfeita ordem e justaposição.

"Nem tudo são flores", post de 7 de dezembro de 2007, se mostra uma reflexão coerente, madura, oportuna e destemida, revelando sua criadora que reprisa as palavras precedentes, tão atuais...



Não há quem não passe por dificuldades, dissabores, desilusões, frustrações, medos, momentos ruins. É certo que nem tudo podemos evitar. O controle de determinadas situações nos foge, assim como não temos solução para tudo. Porém, muito daquilo que nos infelicita, é resultado único de nossas atitudes, ou falta delas.

Ouvindo comentários aqui e ali, nos deparamos com tantas pessoas culpabilizando o outro por seus infortúnios, desafetos e desamor. A mim faz pensar no quanto não percebemos que alguns dos nossos atos provocam as vicissitudes da vida.

Embora nenhum de nós procure deliberadamente a autodestruição, as desavenças e os sofrimentos, ficamos obtusos em alguns momentos. E deles, resultam as conseqüências danosas. Contudo, possuímos a capacidade de retroceder, recuperar e modificar, superando os erros e evitando novos confrontos com as dificuldades que nos roubam a paz.

Sendo seres em permanente e constante relação, não detemos sobre o outro o poder da participação direta ou indireta daquilo que nos atinge e prejudica, mas podemos cuidar mais de nós mesmos não conferindo ao outro o poder de nos alcançar e respingar sobre nós os seus problemas, suas inabilidades, suas mágoas, suas dores.

Dentro da nossa imperfeição, o que podemos ter bem claro é que somos nós os jardineiros de nossas existências, e que, se nem tudo são flores, provavelmente permitimos que ervas daninhas ocupassem espaço, deixando de podar as arestas de nossos jardins existenciais.

Se não há como evitar certas coisas que independem de nossos anseios, somos responsáveis por tentar reverter os fatos.

Em contra partida, também nós influenciamos as vidas das outras pessoas, muitas vezes depositando nos outros uma responsabilidade que é nossa. Talvez o melhor adubo para cuidar de nosso jardim seja a humildade em reconhecer as falhas que são nossas, deixando livres do ônus de uma culpa injusta aqueles a quem impingimos as conseqüências de atos nossos.


Por mim mesma...

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo!
Tantas coisas lindas já escreveu!
Um beijo!

Denise disse...

Uma pena não saber quem vc é, obrigada pela visita e comentário simpático.

Um abraço!