“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


7 de jun de 2008

Sementes do amor


Amar, sem manter qualquer expectativa de ser amado pelas pessoas que não nos entendem. Amar, sem cobrar nada em troca, doar-se pelo simples fato de entender que o amor é bálsamo para velhas feridas, é remédio para cicatrizes profundas, é elixir para os que tem a alma sedenta de paz.

Amar, verbo transitivo direto, que pede antes de mais nada, renúncia de um monte de sentimentos que lembram o amor, mas não é. A posse, a imposição de qualquer coisa, o desrespeito pelo direito individual, as reclamações infindáveis, as obrigações, os desejos que partem apenas de um lado, as brigas constantes e as ofensas morais e físicas, não podem fazer parte do amor, não condizem com o amor, que antes de mais nada é pacífico, é puro e não requer limites.

Quem ama, persevera, espera, tem paciência natural, não precisa contar até 100, sabe que as mudanças vão ocorrer, vencem pela sabedoria, pois nenhuma força é maior que o amor. Dizem que quem ama, perdoa, mas quem ama não precisa perdoar, pois não se magoa, não se deixa perturbar, nem tem o que perdoar.

Quem ama sabe, o amor é em si mesmo o próprio sabor da fruta mais doce, o gosto mais saboroso de qualquer alimento, é o creme do doce, é a cobertura do bolo, o favo de mel carregado, da oração o êxtase, da adoração, o sublime, e da própria vida, a essência.

Mais do que fé, mais do que esperança, mais do que devoção, mais do que intenção, precisamos mesmo é de amor, de vivenciar o amor por tudo e por todos, assim, mudamos, não apenas o homem, mas o mundo inteiro.

Ame sem restrições, sem definições, sem esperas, sem se machucar, deixando-se embalar pelo amor que contagia e se espalha como sementes ao vento da Boa Nova.

♥ Paulo Roberto Gaefke

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