“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


11 de dez de 2007

Silêncio na dor


Fim dos tempos dos fantasmas arrastarem suas correntes deixando eco no vazio d’alma. É chegada a hora de colorir a escuridão das noites, arejar os espaços vazios da existência, permitir a pulsação de vida que lateja gritando por alforria.
Faça-se luz nas trevas das frustrações acumuladas.
Achegue-se alegria! ...despojada de resquícios dos medos que rondaram as entranhas, corroendo paulatina e impiedosamente os recônditos dos sentimentos que foram serenos.
Salve abençoado sentimento que põe desperta, atenta, sedenta de teu brilho redentor!
Eis que pulsa, estonteante, retumbando no peito.
Finda o tormento incessante que açoitava o sentir, fazendo sucumbir em prantos, destituindo o riso de som e os olhos de luz!
No desvario das alucinações noturnas, inúmeras vezes clamaram por tua presença...quando, debatendo-se em dores insuspeitadas, o que via era o amargo da solidão que teimava em seqüestrar a fé em dias renovadores.
Há um canto suave e sutil espalhando seu som brejeiro por todo o ser, sacudindo mansa e carinhosamente todos os sentidos. Que se esparrame sem medo e altaneiro em socorro!
Preso um grito de surpresa na garganta, pronto para transformar-se num gargalhar límpido e rejuvenescedor!
Que libere a adrenalina, inquiete a vida fazendo vibrar cada músculo desprovido de emoção recente.
Está pronta. Fechou a porta. Abriu a alma!
Pede, em segredo e em oração, que os passos seguintes sejam seguros, firmes com cautela, porém, que conduzam à luz que cintila ao longe; permitindo encontrar razão verdadeira de vida. E que retumbem os tambores da alegria arranhada pela dor que ora agoniza.

O Poetinha tão bem disse, “que seja eterno enquanto dure, posto que é chama.” Pois, que se cumpra!

♥ Denise

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