“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


11 de dez de 2007

Amor materno

O amor de mãe é diferente de todos os outros.
O amor de mãe não tem freio, porque nada o detém.
Este amor é o que melhor agasalha nossos corações, seja amando nossos filhos, seja amando nossas mães, e delas recebendo amor.
É um amor que conhece a totalidade e a plenitude.
Dedicado. Completo. Singular. Constante.
Nada o ameaça ou dissolve.
Somos aquela que, não importa o quanto já tenham crescido...
continuamos estendendo o cobertor quando dormem.
Permanece em nós o cuidado de observar o brilho nos olhos, sempre atentas se estão felizes ou angustiados.
Para sempre vamos preparar o prato que mais gostam.
Presentear em todas as datas importantes, sem nos furtar a comprar “coisinhas” nas viagens que fazemos, surpreender com pacotinhos a qualquer dia, sem nenhum motivo especial.
Sempre teremos nossos colos e ombros disponíveis.
Gestos de afeto como abraços e beijos, estes distribuímos pela vida toda, até quando crescem tanto que fica difícil alcançar este abraço.
Escolhemos as palavras para não magoar, independente da rispidez ou falta de jeito naquelas que nos dirigem.
Evitamos, a qualquer preço, tudo que os possa fazer sofrer. Passamos a vida a protegê-los de qualquer sofrimento.
Os limites que impomos quando pequeninos, vêm disfarçados em conselhos.
Vibramos como corda de violino estendida, a cada conquista.
Dividimos suas dores, aliviando todo e qualquer infortúnio que venham a ter.
Aplainamos seus caminhos em tudo aquilo que depende de nossas ações.
Amenizamos as verdades para que suas decepções sejam menores.
Somos injeções de ânimo quando se frustram com a vida, não permitindo que desistam, emprestando nossa força.
Estendemos nossas mãos amorosas a cada derrapada que dão, sem cansaço ou aviso prévio.
Renunciamos em seu benefício. Perdemos nós, para que eles ganhem, não importa o quê.
Acolhemos suas dores, dissolvemos suas dúvidas.
Jorramos amor, ainda que disfarçadamente.
Sutilmente exercemos nossos papéis, confortando, fortalecendo esse laço que nada desata, nem mesmo a morte, pois os amamos para além da eternidade.
Até quando eles se vão para longe, encontramos uma forma de estender nosso amor para que chegue até eles. E se vivemos a dor maior de perdê-los para sempre, ainda que fiquemos com o coração aos pedaços, nada tem o poder de diminuir esse amor, sentindo uma saudade que vai durar até nosso instante final.
Uma das melhores definições sobre o que significa ser mãe, encontrei nesta frase de Elizabeth Stone:

"A decisão de ter um filho é muito séria. É decidir ter, para sempre, o coração fora do corpo."

♥ Denise

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