“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne



27 de jun. de 2013

Perfeito Amor




Eu já afirmei outras vezes, que não inventaram palavras que falem dos sentimentos com a perfeição que sentimos. Mas existem pessoas que, em energia e ações, expressam, com fidelidade, o que seja o perfeito amor.

A estas, que são tão especiais, agradeço, agradeço, agradeço... que bom te-las em minha vida!!

26 de jun. de 2013

Tecendo 22





Da "Série Amar é" no Tecendo Ideias


24 de jun. de 2013

Nasce Gustavo!

Quando o dia 08 de junho amanheceu, estávamos agrupados no corredor que nos traria o menino esperado, e ele chegou nos braços do pai. Sua réplica fiel!! Uma vez mais olhei para o rosto de meu filho, em miniatura. Gustavo chegou forte, pesando 3.730g, medindo 50 centímetros. Cabelos negros e olhos vivos, manso, sereno, perfeito, saudável. Um presente Divino!

Assistimos ao seu banho pela vidraça, embevecidos. Eu me apaixonei por ele no instante em que lhe pus os olhos, ouvi o choro, antes mesmo de lhe pegar nos braços!



Tudo foi lindo, mas o momento de maior emoção foi o encontro dos dois irmãos, na maternidade, horas depois. Cada um tinha presente para dar ao outro, e ansiávamos para ver a reação do maior,  com pouco mais de 3 anos, que foi de ternura e pleno reconhecimento daquele pacotinho que segurou nos braços, nos assegurando que era forte e não o derrubaria - mais do que segurar no colo, segurou o irmão nos bracinhos, se é que me entendem... emociona-me só de lembrar! Foi tocante, uma cena pra não esquecer nunca mais!

O segundo momento que vale o registro foi quando vesti meu neto com o macacãozinho usado pelo meu filho (o da foto!), como já acontecera com seu primogênito. Pensem numa réplica perfeita... era ele! Esse momento mágico também é para sempre em meu coração!

Foram 15 dias de noites e dias inteiros dedicados ao amor, trocas de fraldas e banhos num bebê que só reclama se está com o desconforto de fralda suja. Todo o tempo ele não incomoda, não chora, dorme feito anjo. Esse menino é um sonho real em nossas vidas!!

A mamãe valente passou bem desde o início, amamenta seu bebê e o nutre do amor mais bonito!

Sou grata por ter tido a sorte de ter uma nora que é uma filha, e que contou comigo para, mais uma vez, atender de um filho seu quando nasceu. Este é um dos presentes que a vida me deu -  assim como amigos queridos que, mesmo à distância, compartilharam meu momento de "vovozado"- como disse uma grande amiga. Rodolfo, um Poeta já conhecido de vocês, saudou a mim e ao meu neto com estes versos lindos, em seu Sete Ramos de Oliveira.


Muito obrigada, meu amigo querido!

Um rei chamado Gustavo
Nas terras do Sul nasceu
E meu canto é hoje escravo
Da mãe que o concebeu;
E outra mãe - a Poesia
Com orgulho e alegria
No seu colo o recebeu.

Volto feliz, mega resfriada, mas cheia de energia amorosa depois desses dias em que pudemos reunir todos, e eu, rodeada dos meus filhos e dos três netos, pude agradecer a Deus por estes milagres em minha vida!

28 de mai. de 2013

Até a volta!





Está chegando, compromisso marcado, volta presumível da Vovó em meados de junho.

Agüentem firme a falta que vão sentir... rsrsrs... voltarei transbordando de alegria e AMOR!!

Beijos, queridos!


18 de mai. de 2013

Me comovi...

O almoço nem estava assim tão bom, mas me mantive sentada, presa na conversa da mesa ao lado. Não pense que por bisbilhotice, inclusive peguei o bonde andando, mas como não ouvir os argumentos daquela garotinha para sua jovem e bonita mãe - que conduziu a conversa com o rosto sereno, a voz firme e carinhosa, sem pressa?



- Você sabe que eu vou porque você me obriga, mas eu não gosto de ficar com meu pai no fim de semana. Eu gosto de ir nos lugares com ele, mas ficar na casa dele, eu não gosto.
- Minha filha, já falamos tanto sobre isso... compreenda que você não tem nada a ver com as questões da mamãe e do papai.
- Mas ele fez você chorar!!!! Tinha lágrimas enchendo os olhos vivos da menininha. A mãe não se abalou, e foi nessa hora que eu tive ímpetos de levantar e cumprimentar aquela mulher miúda  rosto meigo, fino, lábios firmes, olhar carinhoso. Ela devolveu pra filha:
- Queridinha, a mamãe também disse coisas muito feias pra ele, mas como você não estava lá pra ver, não sabe que ele também chorou. 
Ela entreabriu os lábios, os olhos piscaram, mas não disse uma palavra!
- * Mônica, com 7 anos você não consegue entender uma porção de coisas, eu já expliquei pra você que os adultos tem motivos pra escolher não ficar mais com as pessoas, mas que você não tem nenhum motivo pra defender um de nós. Você não pode escolher amar mais um de nós, eu sei que você ama o papai igualzinho, não ama?
Um gesto de cabeça, apenas, confirma.
- O papai magoou muito a mamãe, mas eu também magoei teu pai. Essa história é nossa, minha e dele, você não tem que tomar partido. O que você precisa entender é que nós dois te amamos muito, e você é a bonequinha do papai, lembra? 
A menina não pareceu aceitar a argumentação. Baixou a cabeça, olhando para as mãos. Seus lábios tremiam ou eu enxerguei demais? Ela tinha um anelzinho no dedo, tirou, pôs de novo, e quando a mãe delicadamente levantou seu rosto, ela sorriu amarelo.
- Quer saber? Ele fica contando os dias pra vir buscar você, e você mesma diz que ele faz tudo pra te agradar... vamos lá, filha, coopere, deixe que os assuntos dos adultos fiquem com eles. Aproveite o amor do papai pra você crescer segura. E quando for crescida, entenderá tudo, e não terá perdido a melhor parte da tua vida sendo injusta. Nós te amamos muito... e é justamente por isso que vou repetir até você entender que esta é a verdade!
- Também amo vocês, mamãe!! A carinha estava menos contrariada, ela envolveu o pescoço da mãe, que a aconchegou e pediu:
- Então me prometa que vai ficar bem boazinha e curtir o findi junto com o papai!
Mônica sorriu, se pôs em pé e puxou a mãe pela mão: anda logo dona **** (um apelido carinhoso que fez a mamãe sorrir abertamente). Acho que foi um sinal claro de que sua garotinha ia aproveitar este final de semana.
Acompanhei as duas andando de mãos dadas rumo ao caixa. Aquela mulher devolveu à filha mais, muito mais do que o sossego de um final de semana. E não foi amor de mãe, apenas, foi discernimento, postura, exemplo!


* Mônica - Nome fictício