
O mês de fevereiro trouxe registros eternos à minha vida: bençãos de amor que a mudaram para nunca mais ser a mesma!
Já escrevi aqui sobre o carnaval, contando sobre o início desta história de que quero falar hoje...
Há dois anos eu assistia a um programa de TV cuja matéria dizia que "amor de carnaval não sobe serra", ou seja, que não vai em frente, que é coisa passageira, fruto do momento descompromissado.
Pois sou a negação dessa afirmativa! Não só vai adiante como pode ser um amor pleno, inteiro no seu esplendor e mágico na sua trajetória.
Aconteceu quando meu jovem coração estava ferido e não procurava ninguém - por isso, de início desacreditou da possibilidade e até recusou qualquer envolvimento naquele primeiro instante. Não adiantou. Moço teimoso e persistente firmou pé na proposta - relutantemente aceita - que foi determinante para a permanência da união que existiu por três décadas.
O amor de carnaval dá certo sim, é verdadeiro, e, tal qual tamborim, faz bater forte o coração e promove [linda] folia na vida da gente!
Mas essa história não chegou ao fim, é a marca inicial que deu origem às outras duas (até aqui...rs). Há alguns anos houve um carnaval em que tivemos uma nova companhia para assistir ao desfile das escolas de samba: adormecida no carrinho, nossa filha nascida havia poucos dias. A irmãzinha de nosso primogênito chegou em dia quente como estes que tem feito por aqui, e quase posso sentir o cheiro de minha bebê, que, aninhada em meu colo, misturava com o meu o calor que sentia.
Eu olhava para aquele segundo milagre e não me cansava de imaginar como seria quando ambos estivessem crescidos. Estão! E nada do que me ocorreu foi diferente, mas tive tantas [maravilhosas] surpresas pelo caminho que fizeram desta caminhada um sonho, que asseguro a vocês, começaria tudo outra vez, se preciso fosse...como cantou Gonzaguinha.
Mas fevereiro é um mês encantado mesmo, pois que devolveu-nos no mesmo dia em que tudo começou, a dádiva da vida em forma de menino, o primeiro neto que Deus nos mandou!
Os festejos com intervalo de apenas cinco dias - da tia para o sobrinho - transformaram esta época em colheita dupla das sementes sempre floridas neste mês da alegria!
Minha filha, hoje [linda!] mulher feita, inaugura ciclo novo na sua e na vida de todos nós - visto que sua caminhada altera-nos a rota, principalmente dos meus dias que ficarão desiguais. Tempo novo, quando é chegada a sua vez de dar sequência às histórias de amor. Minha caçula, pedaço importante do meu mundo, a menina-rosada daquelas noites longínquas de carnaval, festeja neste feriado - até a lua é nova para esta celebração - seu dia de natal - ou carniversário, como chamou esta comemoração.
E ele, menino esperto de sorriso cativante, neste segundo ano em que chegou em nossas vidas - transformando em contínua delícia este viver que já era feliz - nos permite esparramar o amor que se derrama, abundante, ao redor de seu mundo perfeito, colhendo de cada um de nós o que existe de melhor. Rumo à sua festa infantil, junto aos pacotes de presente, levaremos na bagagem sorrisos felizes e muito amor nos corações.
Celebro em fevereiro, a vida, e brindo ao amor que nos tornou família, que se multilplica e nos une com seus fios invisíveis de força incomum. Sou grata por tantos sonhos realizados, por estes amores conquistados, pela vida que nos sorri mesmo quando temos marejados os dias que desbotam temporariamente o sol(riso) que ilumina nossos rostos!
Que neste feriado possamos beber sem moderação o milagre que é viver - estendendo a alegria por toda a semana festiva (aqui, será!).
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Confidencio a vocês que este não foi um texto fácil de escrever, falar de sentimentos desta magnitude me faz perceber a escassez das palavras diante da enormidade de sentimentos que transbordam em mim. E aí meu amigo Rodolfo Barcellos me lembra que "sentimentos devem sempre sobrar um pouco, pra não apertar demais", e isso fez o maior sentido quando olhei para dentro do meu coração...