
15 de mai. de 2011
6 de mai. de 2011
Mãe!

Ano passado homenageei minha mãe e a mãe de meu neto.
Este ano, quero falar delas falando de todas as mães, de mim, da minha, da tua - de você, talvez.
Quero falar da maternidade, desse amor sem fronteiras que cabe no ventre.
Gerar um filho é engravidar do amor antes que ele tenha forma, é preparar a fôrma onde vai desenvolver a vida, é adaptar o corpo para hospedar o representante do amor supremo - ele é superior a tudo!
Conceber um sonho, isto é estar grávida. Não existe um verbo para conjugar este amor, perceberam? Não dá para unir a ele nenhuma outra forma conhecida de amar. Deve ser por esta razão que o chamam incomparável, singular, maior que tudo. O amor MAIOR.
Mas o importante não é discutir este sentimento, é reconhecê-lo, distingui-lo, e, neste dia, senti-lo na sua potência máxima - recordar o chorinho, a bagunça no banho, a manha para dormir, a hora de comer, a curiosidade estampada nos olhinhos, os passos inseguros, a corrida atrás da bola, o olhar extasiado para a primeira boneca, a espera pelo Papai Noel, a busca pelas pegadas do coelhinho, a carícia da mãozinha no rosto quente ou o calor da pele febril que tirava o sono e roubava a tranqüilidade da família.
A infância dá lugar à criança crescida por fora, que abraça e rejeita, que grita, bate a porta e se tranca do lado de fora da gente. Aí, quem chora, somos nós.
Sim, os filhos crescem, e na mesma proporção em que um tombo rala o joelho, mas sangra é o nosso coração. Crescem na medida em que se sentam no banco do motorista, e ficamos nós no vácuo da partida. Eles crescem silenciando nossa fala, enquanto grita a saudade e emudece o apelo. Se diminui a adulação, com eles crescem nossa admiração, a devoção, o orgulho e a paixão.
Temos que aprender a ser mães de bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e maduros - uma verdadeira formação graduada, que não deforma o amor original, quando muito, encolhe um pouco sua expressão efusiva, sem economizar na doação incondicional.

Dia das Mães não uma data fixa, perceberam? O Natal é dia 25 de dezembro, todos os anos. Concluo que seja porque Dia da Mãe, é todo dia, e até o fim de seus dias. Neste dia oito de maio é o dia de reverenciar a mãe porque pariu e recordar a que já partiu. É dia de folhear um álbum imaginário e ver imagens desbotadas pelo tempo, mas impressas na alma cujas janelas das lembranças se abrem em festa. É dia de orar, de olhar para trás e agradecer, olhar adiante e se enternecer, de se emocionar sem entristecer. É dia de colher, de abençoar e compartilhar.

Eu derramo meu amor maternal e filial, mas sou a matriz dessa fábrica incomparável de sentimentos maravilhosos pelas criaturas que mais amo nesse mundo.
Obrigada, mãe, por ter-me, amar-me sem qualquer condição. Foi com você que aprendi, veio daí esta tradição.
Obrigada, meus filhos, por terem feito de mim, mãe.
Parabéns à você mãe amiga que passa por aqui, parabéns a você mãe-futura e a você que no passado não entendia que amor é este.
Somos todas iguais - amamos desse jeito superior, MAIOR, singular, incondicional.
Beijo a você com carinho antecipadamente, porque estou de saída para abraçar e beijar aos meus.
Corre e beije aos teus!
5 de mai. de 2011
Vida?
2 de mai. de 2011
Maio

Maio, mês do amor, pra mim.
São fortes as ligações que tenho com datas - não sei com quem aprendi a ser assim, mas conservo o aprendizado, sem esforço.
Este mês é dado às noivas, logo, ao amor. Mas ele é reservado às mães, logo, a mim também. Esse papel me cabe por excelência, por escolha e como missão - com amor infinito. Duas pessoas me colocaram nessa condição irreversível, elevando-me a alma e perpetuando o amor que há em mim, em profusão.
Entretanto, maio é um marco por ser o mês que uniu, numa mesma família, quatro pessoas. Deste quarteto, permanece o mais jovem, e não menos importante, enquanto os demais formaram uma trindade no plano superior. A eles rendo homenagem há anos, sendo que hoje, à mulher quieta, reservada, de incansável labor - nascida no mês mais que adequado! - de inigualável força e resiliência, companheira inseparável do homem com quem escolheu viver, também nascido taurino, pais do casal de filhos, cuja unica filha mulher têm em sua guarda e companhia celestial. São os avós paternos de meus filhos, e a tia, que adotou quinze sobrinhos como filhos seus.
Mas não pára aqui, porque o meu trabalho é outra missão de amor, e sendo maio o mês do trabalho, é definitivamente, o mês do amor, pra mim!

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