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24 de out. de 2010

Pensando 23




"Doce descontrole"

Da "Série Pensamentos" no Tecendo Ideias

6 comentários:

  1. Pensamento em perfeita sintonia com o meu último poema publicado.

    Beijinhos meus.

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  2. Obrigada querida, ficou lindo! teu gesto fez brotar o primeiro sorriso do dia...
    saudades, és um tipo de pessoa especial, daquelas que a gente fica à vontade no primeiro contato.
    Beijos :)

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  3. É verdade, Manuel, fui lá ver, e o jogo de luzes e sombras da Jeanne, sintoniza com teu belo poema.

    Beijos, meu querido!

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  4. Teus olhos bondosos me vêm melhor do que sou, mas a parte da saudade e do ficar à vontade em tua companhia, tb digo o mesmo...rs
    E que bom que provocou em ti, um sorriso - teu rosto se ilumina sorrindo, e teus olhos serenos compõem uma harmonia simplesmente gostosa de partilhar. Um sossego teu que acalma uma agitação minha...rsrs

    Bjo com carinho, e leve contigo teu "Doce descontrole", tá bem?

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  5. Cordão de Luz e Memória


    Por essa linha fora, nesse registo
    Em que o olhar se demora
    Existo, na nesga celeste que o horizonte,
    Qual fita azul que ao azul do céu fita
    Distante, no longe da longínqua fonte
    De quem sob a fronte se debita
    Data infinita já desde o imediato agora
    Até à Lua Cheia da humana História?

    Eis, portanto, quem nasceu feminina nas dezenas
    E mulher nas unidades, a que entanto
    Se somados seus ícones na clave das serenas
    Estrelas de oito pétalas ao octívago manto
    Casulo arquitectado do perfeito eremita, poeta, santo
    Capaz de nada como de muito, do pouco como do tanto,
    O rubro rubi que ao aceso das almas amenas
    Acalenta e aninha a palha dourada da luz crua
    O cabelo de Verão das espigas maduras nas searas pequenas
    Ao Outono da noite como um grito da Lua...

    Oito deitado na dezena do ano, do segundo milénio
    O génio do olhar que se alonga secreto até ao infinito
    Mais que um remo que ruma é tão-só o silêncio do grito
    Que calado se agiganta a arder na garganta
    E rebenta na lava que lava e casa com a liberdade
    Ao repetido anseio do esteio outonal da eternidade,
    Num breve instante cujo ponto de vista
    É mais distante quanto adentro alcança – e avista!

    Selo de Arina que a brilhar destina ver
    Da janela do ser a plenitude na profundidade,
    Inventa o silêncio que conflui dizendo o saber
    Esperar, aqui, Foz Inequívoca da Luz Incisa Paz na Alma
    Fulgente à Íris Lavada no Ínclito Pleito da Aurora calma
    A edificar brasão e flor se aninha na lídima cavidade
    Do cálice onde estremece o néctar da vida feita seiva terna
    Que o desejo é apenas outra realidade que se faz eterna.

    Por essa linha imaginada, plana e plena
    Em que os factos dependurados a secar
    Buscam sua foz na voz serena
    Almofada cósmica dos sonhos, como alfazema
    Amadurecendo sob o amanhecido Luar.

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  6. Olá, meu amigo.

    Grata por essa beleza com que me saudaste o dia!

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