“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


12 de set de 2012

Caminhando, sempre!




Como o Renato Russo, "eu rabisco o sol que a chuva apagou" - e sigo em frente, porque tenho onde chegar e é pra lá que eu vou!!

11 de set de 2012

Um toque de leveza...





A vida é muito, muito mais do que uma batalha, do que obstáculos a serem vencidos, do que tristezas a serem superadas - ou problemas solucionados.

A vida é a manifestação Divina que há em cada um de nós, e isso representa um toque de leveza nas relações, um encanto diante do inusitado, um sonho esperando ser realizado, um abraço que mesmo à distância é trocado, um sorriso depois de chorar, um aperto de mãos selando o bom convívio, a esperança que desperta, o dia que acende as emoções renovadoras, a paz que existe na melhor parte de nós mesmos.

Uma abençoada terça-feira, que haja música tocando os corações e atitudes amenas tratando com amor as almas irmãs!

*O tempo tem sido curto demais, mas o desejo de estar com vocês ocupa este minuto "emprestado"de uma agenda que nem sempre é programada por mim...

9 de set de 2012

O Constante Diálogo



Há tantos diálogos

Diálogo com o ser amado

o semelhante

o diferente

o indiferente

o oposto

o adversário

o surdo-mudo

o possesso

o irracional

o vegetal

o mineral

o inominado

Diálogo consigo mesmo

com a noite

os astros

os mortos

as ideias

o sonho

o passado

o mais que futuro

Escolhe teu diálogo

e

tua melhor palavra

ou

teu melhor silêncio.

Mesmo no silêncio e com o silêncio

dialogamos.


Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'

6 de set de 2012

A Pátria Amada de um filho Seu!



Pátria Amada...

"As margens do riacho, outrora plácidas, estão mortas e surdas. Já não ouvem o brado retumbante do povo que de herói se fez refém dos mercadores de ilusões.
A luz da liberdade, que brilhava em raios fúlgidos, hoje se coa penosamente entre as nuvens negras da corrupção que escurecem o céu da Pátria.
A igualdade foi penhorada em cotas desiguais, pelo braço forte de um conquistador...
E continuamos desafiando a própria morte, não mais no seio da liberdade, mas na selvageria do tráfego e do tráfico.
Deus te salve, ó Pátria amada!
O sonho se transforma em pesadelo, e já não há fé no amor... talvez só a esperança desça à terra. Pois o Cruzeiro ainda resplandece no Céu.
Tua natureza sofre, gigante! Impávidos os homens exploram-te belo e forte, sem ver que tua colossal grandeza espelhar-se-á diminuída no futuro.
Ah, minha terra adorada! És ainda minha mãe gentil, amada... és minha Pátria, Brasil!
Não mais é esplêndido o teu berço. O som do teu mar traz apitos de óleo cru e a luz do teu céu se cobriu de fumaça. És florão deflorado à luz sombria de um mundo novo.
Onde se perderam as terras garridas? Onde as flores dos campos risonhos, a vida dos bosques, os amores?
Deus te salve, ó Pátria amada!
Tua bandeira é ainda o lábaro estrelado. Morreu o amor eterno? E o verde-louro de tua flâmula, se inda diz da tua glória passada, cala-se sobre a paz de teu futuro.
E se ergueres a clava, será a da justiça? Correrão teus filhos à luta? Não temerão, mesmo te amando, a própria morte?
Ah, minha terra adorada! És ainda minha mãe gentil, amada... és minha Pátria, Brasil!"


Esta é uma versão satírica da letra do Hino Nacional, por Rodolfo Barcellos, gentilmente autorizada para esta publicação.

Obrigada, meu querido!


5 de set de 2012






“Mas não tenho mais tanta pressa.
Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo.
Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim.
Eu sou a viajante e a viagem."

Ana Jácomo