“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


23 de jan. de 2011

Uma história de amor


O Cantinho da She está em festa, e os convidados receberam um especial presente: o convite Venha para a minha festa, com o tema CONTAR UMA ESTÓRIA DE AMOR QUE A GENTE VIVEU OU PRESENCIOU.

Pode haver assunto mais gostoso pra falar?

Obrigada querida, falar deste amor é realmente um presente, e que teu Cantinho tenha vida longa e morada eterna nos corações amigos. Teu jeitinho me cativou e teu blog me encantou, estou feliz por fazer parte desta minha primeira Blogagem Coletiva - já imagino quantos relatos lindos irão nos emocionar.








Vamos à minha história de amor, então...

Tudo começou há muitos, muitos anos atrás, quando observava os olhos transbordando amor, uma infinita paciência e uma devoção sem limites. Eu achava que sabia o que via, que entendia aquele amor - não podia ser diferente do meu.
Hoje sei que os olhos derramam o amor que jorra no peito da gente, como uma barragem aberta sem trava nenhuma, e que aquela paciência é fruto da fase serena desse amor doce e completo - nem maior ou mais bonito, apenas diferente. Mas a devoção...essa nasceu no exato instante em que meus olhos alcançaram aquele Ser róseo, embrulhadinho numa manta azul enquanto esperava pelo primeiro banho.
Acertou! A minha história de amor é sobre a chegada de meu neto, que mês que vem faz um ano.

Meu coração primeiro falhou, depois deu um salto, a respiração ficou em suspenso e minhas pernas, momentaneamente, ficaram pregadas no chão: a réplica perfeita de meu filho parecia olhar pra mim. O amor, que estava pronto, explodiu ali, desceu em gotas pelo rosto, e se derramou quando o pus em meus braços, pela primeira vez.




Eu experimentara momentos de amor indescritíveis na vida, porque para que este acontecesse, antes vesti-me de branco, subi ao altar e dali segui ao lado do meu grande amor. O pai de meu neto, nosso primogênito, veio para fazer de nós, uma família. O amor se multiplicava, e a gravidez me levou a um estado de felicidade que não sei exprimir - o céu era o limite pra mim. Menos de cinco anos depois era a vez da nossa menina completar aquela felicidade, enchendo a casa de lacinhos e bonecas - e meu coração de uma alegria perfeita: realizei o grande sonho da minha vida.
Desde então, observava os avós deles dois - a ternura daquele amor que não se modifica, isso é visível e quase palpável, vendo minha mãe de bisneto no colo toda derretida para aqueles que chegaram antes e fizeram dela, avó. Assistindo a ternura de meu pai se repetir, com idade avançada e a capacidade de amar, intacta.

Diferente dos meus filhos - por medo, inexperiência, cesárias e avós presentes - o primeiro banho eu que dei, dele cuidei nas primeiras semanas, segurei nas mãos o umbigo que caiu, e a cada vez que chegava para covórujar, sentia seus olhos vivos me reconhecendo - e sou capaz de jurar, sorrindo pra mim. Hoje, já não tenho dúvidas...rs

Minha história de amor é igual a de milhares de avós, cujo amor deve ser parecido com o meu, mas o meu é especial porque é meu - e agora que realmente conheço esse amor, e dele desfruto e por ele me apaixono mais e mais (se isso é possível), posso afirmar que ser avó é ter o céu nas mãos, porque cabe neste coração o amor maior - pelos meus filhos - e este amor perfeito, sereno, derramado e sem igual.

E pra finalizar, vejam se faz sentido pra vocês: perguntando "cadê o amor da vó?", ensinei a ele bater a mãozinha no peito. Ele aprendeu (apesar do ar de descrédito da platéia...rs), e agora me provoca quando passo por ele: com um sorriso cheio de dentinhos brancos e os olhos marotos que sorriem também, bate no peito e inclina a cabecinha.
Logo, logo, vou ouvir um chamado...e meu coração certamente vai falhar, mas dessa vez os pés irão correr, os braços no ar o levantar, e os olhos, penso...irão, uma vez mais, o meu amor derramar.




É ou não é uma linda história de amor,
essa entre nós dois!?


15 de jan. de 2011

O que temos na vida?

A bagagem, na despedida, cabe num espaço chamado "vida", onde cada momento a fez valer a pena de ser vivida!!




12 de jan. de 2011

Comer com os olhos!




À mesa, arte com frutas e vegetais.

Servido?

Aqui você saboreia muito mais!!


11 de jan. de 2011

Pensando 25






Da "Série Pensamentos" no Tecendo Ideias


Escrever...ou não.


Relendo alguns escritos meus mais antigos - outros, nem tanto - percebi que tem épocas em que fluem tantas emoções e sentimentos tão fortes, vivos, quase brilhantes, que me empurram para o teclado. Entretanto, muitas vezes me sinto sem ter o que dizer de novo, como se estivesse vazia de emoções.
Me ocorre a palavra melancolia para nominar esse tempo estéril, como se uma algema me mantivesse presa - ou sem rumo. Mas sabe, acho que não é isso não, talvez seja apenas um intervalo entre uma e outra nova emoção, que, quando vier, dará vida às letras - e a si mesma!
Enquanto repouso nesse tempo-sem-nome, elaboro muitas avaliações, internalizando-as. Ou talvez seja tomada de assalto por alguma urgência de me expressar, e te surpreenda!

Enquanto escrevia este post, chegou um e-mail de um amigo (generoso), que me fez pensar em sincronicidade - de assunto. Me disse ele, que algumas coisas que escrevo ele tem usado, transcrevendo para alguém da sua família, e que está em processo de separação de seu companheiro, como "uma forma de conforto a até mesmo uma nova perspectiva de como encarar uma situação."
Compartilho com vocês o teor do e-mail, porque me deixou feliz saber que, de alguma forma, contribuo além das paredes do consultório, e não por vaidade. Inclusive, acho que a resposta vai surpreendê-lo.
"Quando leio tuas palavras, até me confundo se estou realmente lendo um email de alguém conhecido, ou estou lendo um trecho de qlgum livro de Martha Medeiros, ou algum escritos da área de relacionamentos.
Estou te escrevendo isso, porque te vejo com experiência e conhecimento, além de ser uma Practitioner, e com plenas condições de pesquisar e estudar mais nesta área de relacionamentos, e talvez até mesmo preparar algum material literário e publicar. Acredito que vc tem grandes possibilidades de obter sucesso, além de poder ajudar algumas pessoas que tenham experiências semelhantes....
Eu compraria um livro teu..."

Imagina a comparação que esse amigo gaúcho faz, com a Martha Medeiros...mesmo não sendo a primeira vez que acontece, acho que ela, competente e maravilhosa escritora, não merece esse exagero de alguns amigos.

Bom, quanto ao livro, se ele tiver um pouquinho mais de paciência, poderá realizar esse seu desejo, porque o livro, especificamente sobre relacionamentos, separação e suas implicações - emocionais e jurídicas - está sendo escrito a quatro mãos, como já comentei aqui, com um amigo advogado. Só posso ficar grata e feliz com esse estimulo, concordam? E confesso que encerro este texto mais animada do que comecei!!