“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


28 de nov. de 2010

Quando o amor está mais presente?




As ideias passeiam entre os pensamentos que fluem sem direção, apenas estão lá, vagando no imenso espaço de tempo que vivemos – ora estão no passado, ora voam para um tempo além do presente, que é onde menos parecem ficar. Pra mim acontecem assim, enquanto relaxo: saltitam de um tema para outro, não seguem roteiro, nem fazem escalas – apenas fluem. Não é raro, entretanto, em meio a essas andanças que deslizam sem rumo, surgir um pensamento que oferece a resposta que busquei, ou um alerta, um sinal, uma ligação com alguma coisa. Nem sempre a conexão fica clara, então anoto a ideia – em algum momento vem a compreensão.

Este preâmbulo é para contar sobre um insight desta manhã. A mente vazia debaixo do chuveiro cantarolava uma música sem pressa ou pressão – momento ideal para as fichas caírem, já perceberam?

Logo cedo aproveitei a garganta congestionada pra escrever – este estímulo só precisa de tempo disponível – e algum resquício de pensamento ficou guardado, se revelando no instante em que teve a liberdade para se manifestar. O tema em pauta era o amor, mais especificamente, o materno, conhecido como incondicional. Sempre temos, nós as mães, alguma história dolorida que envolve filhos, um momento que ficou marcado por palavras duras, uma atitude cruel, alguma coisa que explode no peito da gente, mas por uma razão incompreensível, não nos mata de dor.

Olha só que óbvio o que vou dizer – amar os filhos é nossa missão singular, não exige esforço, não existe curso preparatório, formação de nenhuma natureza que não seja simplesmente, amor. Quando eles afagam nosso rosto com a mãozinha rechonchuda, abrem o sorriso ou fazem graça, é difícil sentir amor? Quando estão crescendo e nos enchem de orgulho por suas conquistas, quando descobrem coisas sem nos perguntar e exibem seus conhecimentos, ou quando fazem presentes e escrevem cartinhas no dia das mães, tem como não derreter o coração diante deles? Ou quando nos surpreendem com nosso doce preferido ou uma rosa escondida nas costas, fica difícil sentir o coração acelerar e, quase de imediato, demonstrar nosso amor? Não, estes momentos são “normais”. Entretanto, o momento em que mais amamos nossos filhos é outro, é quando acontecimentos inesperados rompem a harmonia, e até o respeito vai embora. É quando nosso coração se encolhe diante da rudeza de seus gestos impensados, ou no instante em que nossos olhos custam a crer na cena que vêm, ou nossos ouvidos registram palavras que jurávamos, não suportaríamos. Este é o momento em que o amor materno supera qualquer obstáculo! Em nenhum outro o amor está mais presente, ao recolher a dor aparentemente insuportável, e sustentar esta relação, ainda que esteja, ela a mãe, partida em milhares de pedaços.

Não sei se houve a consciência disso antes, com tamanha força, e talvez você que me lê se pergunte: tá, onde está a surpresa? – talvez, esteja no fato de nunca ter-me ocorrido, mas quem disse que o óbvio é visível pra gente?

27 de nov. de 2010

Feito pra você!




Mais um ano terminando, e as festas se aproximam. Como o meu coração já está festivo, tratei de providenciar um mimo pra você - amiga(o) querida(o) que prestigia o Tecendo, que deixa aqui o calor amigo de sua presença, transmite a amizade em palavras carinhosas e me encanta com seu cantinho.

Se desejar, leve-o com você, será uma alegria - e me fará feliz.

Desejo de que as festas de fim de ano sejam o berço a embalar os ensinamentos que nos faltem na construção do caminho que precisamos seguir - e que nasça um ano em que possamos aplicar tudo que aprendemos, para realizar tudo que sonhamos.
Um beijo, com carinho!


Homem e circunstâncias




" Eu sou eu e minhas circunstâncias."
José Ortega Y. Gasset


Recebi esta citação, que me levou até esta crônica, escrita pelo jornalista gaúcho Pedro J. Bondaczuk, radicado em Campinas há anos. Sua escrita causou-me forte impressão, motivo pelo qual a compartilho com vocês.



Homem e circunstâncias

A vida é uma sucessão de desafios (incontáveis) e de oportunidades (escassas). É um desfile de tragédias e de comédias, de alegrias e de tristezas, de vitórias e de derrotas. Enfim, é caracterizada por uma imensa diversidade de situações e de conseqüentes reações face a elas.
Vivemos contínuos paradoxos. O psicólogo Milton de Oliveira caracteriza, no livro “Energia emocional – base para gerência eficaz” (Makron Books Editora), com precisão esse nosso comportamento paradoxal, ao assinalar: “Somos a unidade na diversidade. Somos a diferença da igualdade – iguais no macro e diferentes no micro. Em linguagem poética, somos originais do lugar-comum, vencedores triunfantes da tragédia humana, organização complexa das energias caóticas do universo.”

Ou seja, podemos ser semelhantes a milhares, milhões, quiçá bilhões de pessoas que vivem ou já viveram, mundo afora, desde a criação do homem, mas jamais iguais. Cada um de nós tem uma personalidade, uma identidade única, pessoal, característica, que depende da nossa origem, educação, conformação biológica e do meio em que vivemos, entre outras tantas coisas.

Até hoje, por exemplo, não foram encontrados, em época e em lugar algum, dois gêmeos idênticos que pensassem de forma rigorosamente igual ou que reagissem da mesmíssima forma aos vários estímulos, físicos e/ou psíquicos, a que fossem submetidos.
Embora óbvio, é mister destacar que semelhança não implica em absoluto em igualdade. Somos originalíssimos, mesmo que venhamos a ter aparências e vidas rigorosamente iguais a alguém. O filósofo espanhol, José Ortega y Gasset, caracterizou bem a diversidade de situações que temos que enfrentar com a famosa afirmação: “Eu sou eu e minha circunstância”. Esta (ou estas, já que elas são várias) é mister reiterar, pode (ou podem) ser até “parecida” (ou parecidas) para todos, mas jamais é igual (ou são iguais).
O que o eminente e polêmico pensador pretendeu com essa declaração – objeto de inúmeros estudos, artigos e ensaios – foi particularizar os problemas do homem. Nosso sucesso ou fracasso na vida dependem da forma com que equacionarmos as nossas circunstâncias. Destaque-se que a afirmação de Gasset tem um importante complemento, raramente citado. A citação completa é: “Eu sou eu e minha circunstância. Se não salvo a ela, não salvo a mim”.
E como assegurar essa “salvação”? Mudando a realidade, em vez de se submeter, passivamente, a ela. Quem não tem capacidade, vontade e determinação para fazer essa mudança, paga, via de regra, um preço altíssimo, em termos de frustrações, decepções de toda a sorte, mágoas, tristezas e fracassos. Ou seja, se afundará na circunstância e não dará sentido algum à sua vida.

Gasset admite que há várias maneiras de mudar uma realidade adversa. Mas ressalta que o caminho mais simples e mais seguro para essa reversão é melhorando a própria educação, no sentido mais amplo que se possa dar ao termo e, por conseqüência, o nível cultural. Ou seja, é ampliando, ao máximo, o raio dos seus conhecimentos sobre tudo e sobre todos e, principalmente, sobre si próprio. O autoconhecimento, frise-se, é fundamental (embora infinitamente mais complicado).

O cerne do pensamento filosófico de Gasset é que “aquilo que importa ao homem, antes de tudo, é a lucidez e a compreensão do mundo.” Afinal, esta é a forma que nos é facultada de mostrar (e de exercitar) nossa humanidade. Só compreendendo onde estamos, com quem vivemos, como cada parceiro dessa aventura reage e quais são nossas alternativas, podemos modificar as circunstâncias adversas ou, principalmente, extrair o máximo das que nos sejam favoráveis.
Há quem confunda a circunstância, citada por Ortega y Gasset, com destino. Ocorre que este, de acordo com os deterministas, não poderia jamais ser alterado. Quem pensa assim garante que todos nascemos com rígidas trajetórias pré-traçadas, que seriam imutáveis. Estão equivocados. Somos dotados de livre-arbítrio. Temos a prerrogativa das escolhas e arcamos com suas conseqüências. Já o cerne do pensamento do filósofo é o de que toda e qualquer situação que nos ocorra na vida é sempre passiva de mudanças, desde que estejamos, claro, aptos e determinados a mudar essa realidade.

Parabéns!!!!





Sabe quando alguém que você gosta muito e está longe, faz aniversário e tua vontade de abraçar demorado é tanta que, se pudesse, se materializava lá onde ela vive? Pois eu queria poder fazer essa mágica e sentir a alegria do abraço barulhento e risonho da minha Si Moninha que hoje faz aniversário. Mas não me sinto impotente não, porque há diferentes maneiras de se abraçar, e a ela, neste dia, quem abraça é a felicidade, sempre vitoriosa nesta vida - quando a gente não atrapalha.
E eu também estou dando um pulinho lá, fechando meus olhos e criando a realidade que espaço, tempo e distância não desfazem - sentindo o calor de um abraço cheio de carinho e saudade, depositando no peito que respira junto comigo, todos os votos de felicidade de que sou capaz de desejar pra ela. Feliz aniversário, maninha caçula, te amo!

Parabéns, parabéns
Saúde e felicidade
Que tu colhas sempre todo dia
Paz e alegria na lavoura da amizade.

Que Deus velho te conceda
Com sua benevolência
Muitas, muitas campereadas
No potreiro da existência.

E unidos no mesmo afeto
Te abraçamos neste dia
E para seguir a festança
Repetimos com alegria:

Parabéns, parabéns
Saúde e felicidade!!!

24 de nov. de 2010

Natal





Falta um mês!



E então...é Natal!