“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


16 de set. de 2010

Amor

Esta postagem vai contar por onde andei na ausência deste cantinho. Senti muito a falta de todos, mas, compreenderão, tenho certeza, que volto renovada porque estou imersa em energia amorosa e circula em meu coração o fluído poderoso do amor perfeito.
Me despedi dizendo que, alegremente, estava indo. É bom estar de volta também, porque aqui na blogosfera, o amor também está presente. Alguém duvida?...então vem comigo, entender como acontece...

O amor se faz presente sob diversas formas, em versos, melodias, acordes, tons, sabores, gestos. E palavras. Vou usar esta forma, mesmo que seja uma pálida tentativa de expressar o amor, e, desta maneira, homenagear o segundo ano do Meu Cantinho, Blog da delicada Cíntia, atendendo ao seu carinhoso convite nos últimos minutos do segundo tempo. Explico: estou recém chegando de uma fantástica viagem, cujo cenário é a fonte desta postagem.





Quando o aceno do desejo parece um convite irrecusável, a alma identifica o apelo e cede ao momento, sem sombra de incertezas ou questionamentos maiores. Assim se deu o click que finalizou a compra de passagens que me fizeram voar para perto de um sonho, já brilhante, pelo polimento de tantos afagos que o coração já fizera. Fui sentir de perto o que já existia, abraçar com calor almas amigas-irmãs, sentir o sopro de vida serena que refrescou meu coração.
A ansiedade podia ser maior, mas deu lugar ao imenso prazer de ver sendo desenhado aquele instante cuja promessa o coração fizera. Cada hora corrida era preenchida com uma sensação de gratidão que, após o primeiro contato visual, se estendeu e cresceu até chegar ao céu...
O trem de pouso baixa as rodas que tocam o solo, suavemente. Sabia que à minha espera estaria um sorriso já meu conhecido, cuja distância não teria a capacidade de extinguir. Bem, a primeira parte do sonho estava quase concluída, e apenas alguns metros nos separavam de um abraço que esperou meses para acontecer!!. E não tardou para que uma mulher enorme que habita uma estatura mediana ficasse visível, e assim, a amiga que entende tanto das almas afins, estivesse dentro de meu abraço. Simples assim! Pouco tempo separava esta cena de outra, esfuziante e encaracolada: corações batendo forte em uníssono, realizando um sonho que agora ficou distante: era real aquela criatura cheia de vida recepcionando minha alegria e intensa emoção. Esse trio divide um almoço rápido, que nem de longe atende à vontade de esticar o tempo e multiplicar as horas do dia que tem ainda muito chão pra percorrer. Este quase espasmo temporal foi aperitivo para um outro voo, que certamente irá (em breve) acontecer.
Rumo à segunda parte dessa trajetória, o carro deixa para trás a capital do estado e ganha a estrada que leva ao recanto onde repousa o amor. Acho que todos nós já assistimos a um filme em que a família parece saída de um conto de fadas, tamanha sua perfeição, não? Bem, esta família é de filme, mas muito real, e única. Aqui a represa das lágrimas da mais pura alegria se rompe, e lava de emoção o instante mágico em que tantos corpos revesam os abraços.
O triplo abraço, o mais esperado de todos, o “superpoderoso”, fecha o enredo dessa história de amor, a ser vivida nos próximos dias. As cortinas descem e as cenas seguintes ficam guardadas na memória do coração, para um sempre que não deverá acabar nesta vida...




O amor sentou-se à mesa por todas as refeições, morou em nossas conversas intermináveis regadas pela emoção que fluía sem cessar, e emprestou brilho às flores, sabor aos alimentos e calor ao sol que aquece um jardim cuja energia flui de um canal permanentemente aberto e conectado com Deus. O amor foi recheio de bolo de aniversário, decoração de mesa de café da manhã, almoço e jantar. O amor pulou para dentro do chá aromático e tratou de se espalhar pelos corpos que relutavam em ir se deitar – querendo usufruir das presenças físicas que os corações já encurtavam a distância, há muito. E se você acha que o amor se cansou e saiu de cena em alguns momentos, enganou-se redondamente! Ele seguiu junto á máquina que fotografava pessoas, paisagens, afetos. Escolheu a mesa do almoço à beira da lagoa, enfrentou junto o vento e nos abrigou da chuva fria. E não satisfeito, imprimiu a delicadeza nos lençóis e maciez na cama que foi preparada com tanto carinho. Ah! e certamente você gostaria de provar a delícia preparada pelo primogênito da família, feita especialmente para celebrar este encontro no nosso primeiro jantar feliz...




Acredite se quiser, mas o amor conseguiu ir pra dentro de um vidro de conservas, suportou a alta temperatura de um secador de cabelos e, de quebra, como que pra decorar e perfumar o momento, insinuou-se nas florinhas alaranjadas que viajaram comigo no regresso que não foi triste, porque ficou vinculado desde já ao retorno que dará continuidade aos desejos que não terminam nesta viagem.
Nossos livros foram abertos “ao acaso” muitas vezes, em consonância aos corações escancarados, quando as lições repletas de amor apontavam caminhos e sugeriam novas decisões, provocando longas e profundas reflexões. Os entendimentos eram amorosamente compartilhados, e, neste cenário cujos protagonistas – não havia papéis secundários – viviam o amor que tantos desejam e poucos ousam deixar chegar, a vida cumpria sua mais obstinada e perseverante promessa: juntar fisicamente pessoas cujos corações já são velhos conhecidos.
O amor inspira, e, neste instante, ainda que seja insuficiente, este tributo tenta ser uma forma de gratidão pelo presente sem precedentes: estar entre pessoas cujo amor uniu em algum momento da vida, através do qual uma parte de todos nós, fica preenchida. Meu carinho eterno para cada um de vocês, meus queridos, que me proporcionaram a imensa alegria deste encontro. Ou reencontro...

Parabéns Cíntia, que teu cantinho seja sempre um porto onde o amor lance âncora e se deixe ficar. Um grande abraço pra você, querida!



**Notinha: aos poucos responderei aos comentários cheios de carinho de todos, está bem?? Beijos!!!

7 de set. de 2010

Verdade verdadeira!


Não há necessidade de
saber para onde está indo...

Tudo o que você precisa
saber é que está indo
ALEGREMENTE... pois se
você está indo alegremente,
você não pode estar errado...

Osho



Alegremente, estou indo...!!


Leveza



"Aqueles que são leves sempre voam alto. Ser leve é ser sem carga. Se você carrega algo você fica impedido de voar. Ao ser leve você nunca fica cansado de suas responsabilidades. Você é um tutor. Um tutor nunca fica cansado. Quando nada é seu, não pode haver carga. Seja amoroso e desapegado. Seja um mestre e uma criança."

Dadi Prakashmani


Desapego III


"Muitas vezes planejamos o dia de forma exemplar. Mas às vezes parece que existe uma conspiração para zombar dos nossos planos e da nossa eficiência. Temos que enfrentar circunstâncias inesperadas que, além de demandar tempo e energia, nos afastam do que é importante. Ao permanecermos muito perto ficamos confusos e intimidados; perdemos a calma e o equilíbrio. Ao dar um passo atrás conseguimos criar um estado de consciência desapegado que nos ajuda a lidar, de forma mais efetiva, com as situações."

Sete de Setembro



Independência ou Morte



1888
Pedro Américo


Um texto da Martha Medeiros com esse título, eu já conhecia, e recebi outro nesta semana. Ilustrando o dia de hoje, cujo marco e importância todos conhecemos - e encontramos dados históricos fartamente pela rede - faço um paralelo com a vida, deixando o link de um áudio do texto do Túlio Henrique Pereira (só clicar aqui) e o texto da gaúcha - transcrito abaixo.




Independência ou Morte

Tem uma série de coisas que a gente deseja na vida: uma profissão que nos realize, uma intensa vida afetiva, viagens, amigos, descobertas.
Mas se eu tivesse que resumir em uma única palavra o que considero a mais importante conquista, esta palavra seria: INDEPENDÊNCIA.
No dia 7 de Setembro comemora-se a Independência do Brasil. No entanto, prefiro comemorar a minha, a sua, a nossa.
Não há quem não sonhe em trabalhar por conta própria, ser patrão de si mesmo. Os que conseguem, não trocam por nada. Como conseguir isso? Dominando um ofício, indo além do que os outros aprenderam, fazendo as coisas do seu próprio jeito, arriscando. Parece difícil...e é.
E mais difícil ainda ser independente no amor. Paixão não entra nessa conversa. Quando estamos apaixonados somos todos dependentes de telefonemas, de e-mails, de declarações, de presença constante. Já o amor, que é um estágio posterior, mais sereno e seguro que a paixão, permite o desenvolvimento da independência. Você não precisa estar em todos os lugares que seu amor está, você não precisa concordar com tudo que ele pensa, você não precisa abdicar de todos os teus projetos, você se sustenta, você conta, você existe. Tem gente que não abra mão disso por puro comodismo. Prefere ser uma sombra, um sparing. Defende-se dizendo que não tem outro jeito. Mentira. É uma escolha. Ir sozinha ao cinema, pagar suas dívidas, viajar, dirigir, não afligir-se (tanto) com a opinião alheia. Saber cozinhar pra si mesma, entreter-se com hábitos solitários como a leitura, pegar um táxi, resolver os próprios problemas, tomar decisões com confiança. Não “precisar” dos outros, e sim contar com os outros para aquilo em que são insubstituíveis: companhia, sexo, risadas, amizade, conforto.
Se você ainda não atingiu este estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga. Ficar amarrada à vida alheia faz você viver menos a sua.
Nada de fazer-se de desentendida só para não se incomodar.
Incomode-se.
DEPENDÊNCIA É MORTE.

Martha Medeiros