“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


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28 de abr de 2009

Não lamente...


Não lamente aquilo que passou

Nem chore o que o tempo desfez.

Repare que o vento que foi nunca voltou,

Mas um novo vento sempre sopra outra vez...

Não fique triste se ainda não conseguiu

Ser grande como tanta gente no mundo,

Pois a estrela tão pequenina que você nem viu

Também ajuda a iluminar o céu profundo...


Não pense que as coisas são impossíveis,

E nunca desista de todo dia sempre lutar

Pois quando o outono derruba uma flor,

A primavera coloca outra no lugar...

Não acredite que a vida é só amargura

E que as coisas nunca vão mudar.

Repare que depois de uma noite escura,

O sol volta de novo a brilhar...


Autoria desconhecida


21 de abr de 2009

Rose Felliciano


(...)
Cuide para que teu silêncio de agora
Não se transforme depois
Em grandes e tristes ecos de dor.
Jamais haverá vitória,
Na derrota do Amor.
(...)
Não queira ouvir o meu silêncio...
É ensurdecedor!


20 de mar de 2009

Ser Forte


Ser forte é amar alguém em silêncio;
Ser forte é deixar-amar por alguém que não se ama;
Ser forte é fingir alegria quando não se sente;
Ser forte é sorrir quando se deseja chorar;
Ser forte é consolar quando se precisa de consolo;
Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos sua angústia;
Ser forte é irradiar felicidade quando se é infeliz;
Ser forte é esperar quando não se acredita no retorno;
Ser forte é manter-se calmo no desespero;
Ser forte é elogiar quando se tem vontade de maldizer;
Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços;
Ser forte é ter fé naquilo que não se acredita;
Ser forte é perdoar alguém que não merece o perdão;
Ser forte é, enfim, viver quando já está morto.

(creditado a Caio Amaral)

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8 de dez de 2008

Poema - UM TRIBUTO



Mais que amor,
Mais que um mero fogo de sangue subindo ao coração
mais que uma ilusão de emoção cativante
mais que linhas de poemas,
ou sorrisos estampados,
mais que memórias perdidas
e sonhos derrotados
mais que tudo,
o resto,
o mais,
o centro,
o demais,
e os afins.
Uma outra parte de mim.
Aquela que nunca será de nós próprios.
Aquela que somente encontramos fora de nós,
mas que só dessa forma nos completa
de forma imensa e total,
como se só então nos descobrissemos
numa unidade de plenitude confortante.
Não interessa buscar o porquê
de seres tu essa outra metade.
De me fazeres assim,
tão perto de mim mesmo,
tão londe da insatisfação difusa dos dias cinzentos.
Há coisas que se sentem,
que se manifestam num toque tão indelével que,
impreterivelmente,
tingem de um novo
rumo e ritmo
a vida que levávamos.
Não interessa se oco fiquei,
se ficou em mim instalado um vazio primordial.
Certo, é que
ficará sempre a certeza,
inabalável e absoluta,
de a outra metade de mim
eu ter encontrado,
um dia qualquer.

♥ Mr. Sherlock, num primeiro deste setembro!

4 de dez de 2008



"Ama-me por amor do amor somente.
Não digas: - Amo-o pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
...porque pode mudar isso tudo.
Ama-me por amor do amor, e assim
Me hás de querer por toda a eternidade."

♥ Elizabeth Barrett Browning

29 de mar de 2008

Pessoa



"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as passagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é
pouco para o que eu quero."

♥ Álvaro de Campos - "Passagem das horas"
In Fernando Pessoa, Obra Poética

12 de dez de 2007

Poema de Natal

SER

Ter a calma do abandono dos sonos,
cuidar do peito como quem planta trigo,
amenizar tremores e febres
como quem dá descanso ao filho.

Acolher sonhos, serenos e ventos,
tatear promessas como se fossem rezas,
cuidar que as palavras sejam boas iguais a frutos
como quem cuida de árvores nos quintais.

Acender fogo sabendo das refeições,
bendizer o dia como quem abençoa a vida,
agradecer por tudo em todos os instantes
como quem aflito recebe afago e ternura.

Caminhar sem ruídos pelos caminhos,
atentar às paisagens como quem espia a lua,
saber do sabor e dos perfumes os mais humildes
como quem edifica poemas e edifícios.

Amar na possibilidade de todo amor,
entregar-se a si como num esquecimento,
doar-se com a profundidade dos gestos
como quem sozinho celebra seu momento.

Cuidar para que o coração seja ameno,
resguardar a bondade como preciosidade e luz,
ter nas mãos fragilidades humanas e divinas
como quem ao fim de tudo se apresentasse a Jesus.

♥ Zeca Corrêa Leite

11 de dez de 2007

Desvenda-me


Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica,
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção.
Tenho razões e motivações próprias,
Sou movido por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência.
Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu,
Eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos,
Eu e minha alma.
Sua incerteza me fere,
Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes.
Não me fale de nuvens,
Eu sou Sol e Lua,
Não conte as poças,
Eu sou mar,
Profundo, intenso, passional.
Não exija prazos e datas,
Eu sou eterno e atemporal.
Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional.
Não espere explicações,
Não as tenho, apenas aconteço,
Sem hora, local ou ordem.
Vivo em cada molécula,
Sou o todo e sou uno,
Você não me vê,
Mas me sente.
Estou tanto na sua solidão,
Quanto no meu sorriso.
Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se sem mim.
Eu sou começo e fim,
E todo o meio.
Sou seu objetivo,
Sua razão que a razão
Ignora e desconhece.
Tenho milhões de definições,
Todas certas,
Todas imperfeitas,
Todas lógicas apenas
Em motivações pessoais,
Todas corretas,
Todas erradas.
Sou tudo,
Sem mim, tudo é nada.
Sou amanhecer,
Sou Fênix,
Renasço das cinzas,
Sei quando tenho que morrer,
Sei que sempre irei renascer.
Mudo protagonista,
Nunca a história.
Mudo de cenário,
Mas não de roteiro.
Sou música,
Ecôo, reverbero, sacudo.
Sou fogo,
Queimo, destruo, incinero.
Sou água,
Afogo, inundo, invado.
Sou tempo,
Sem medidas, sem marcações.
Sou clima,
Proporcional a minha fase.
Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.
Sou furacão,
Destruo, devasto, arraso.
Mas sou tijolo,
Construo, recomeço...
Sou cada estação,
No seu apogeu e glória.
Sou seu problema
E sua solução.
Sou seu veneno
E seu antídoto
Sou sua memória
E seu esquecimento.
Eu sou seu reino, seu altar
E seu trono.
Sou sua prisão,
Sou seu abandono e
Sou sua liberdade.
Sua luz,
Sua escuridão
E seu desejo de ambas,
Velo seu sono...
Poderia continuar me descrevendo
Mas já te dei uma idéia do que sou.
Muito prazer, tenho vários nomes,
Mas aqui, na sua terra,
Chamam-me de AMOR.

♥ Lenya Terra

Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimentointenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto enão tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamosde ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, naprudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é horrível. O sofrimento é opcional.


♥ Carlos Drummond de Andrade