“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


15 de mar de 2014

De setembro para... março!!!!

Assustei... seis meses, já????
Ah, como é breve o tempo e como nos toma pra si quando é hora de cuidar das coisas da vida - aquelas que só a gente pode, e pelas quais muitas outras precisam ficar esperando o nosso regresso. É involuntária a escolha - ou nem chega a ser questão de escolher.
Tanta coisa aconteceu nesse período, até o ano já é outro, realmente novo pra mim!
Já vinha sentindo falta daqui e tencionava retornar à atividade de blogar, mas, se foi minguando a inspiração, em contrapartida acumularam-se novas demandas, e quando não se tem solução, solucionado está, não é assim?
Eu precisei desse tempo, dessa pausa. Ocupei-me com a família, a saúde, as comemorações, as viagens, o trabalho, as festas, os planos, as decisões difíceis e as ações conseqüentes. 
Eu aprendi, me emocionei, me diverti, me socorri, me desapeguei, me inspirei, fortaleci e segui. 
Cresci. Bem desse jeitinho, sentindo a saudade bater, o amor fluir, os abraços se multiplicarem, o sono ir embora, o humor ficar comprometido, a voz embargada, o corpo contraído, as mãos dadas, o sorriso sempre voltando, as lágrimas secando. 
Cresci. Ainda mais quando questionei, debati, li, retruquei, pesquisei, duvidei. Quando me decepcionei, ou desafiei cada momento difícil. E também quando senti raiva e a esvaziei, senti medo e o venci. Até quis desistir, mas continuei. 
Cresci quando estive no palco onde aconteceu o holocausto, conhecendo mais de perto essa parte da história, vendo imagens de rostos desfigurados pela dor imposta pela barbárie que viveram. O desalento dentro dos olhos encovados. Comparando com as minhas dores, senti vergonha.
Quando vi de perto a neve cobrindo os Alpes, minha porção criança sentiu vontade de se atirar naquele tapete branco. Lamber a encosta prateada pela luz do dia. Também reaprendi, olhando as nuvens pela janela de um vôo longo, a me encantar com a simplicidade da natureza, vendo formações imaginárias nos chumaços alvos que brincavam no céu anil. E quando esperei a lua cheia se deitar sobre a Lagoa, ou registrando o sol se pondo em poucos minutos, enquanto me sentia parte integrante daquele  espetáculo.
Orei. Pedi - e agradeci. Vovozei muuuuiito - coisa que melhor sei fazer! Pensem num trio encantador - não tem outra palavra que os descreva melhor, a mim, encantam profusamente! - cada um na sua fase, com a sua graça, travessuras e novidades. Nesses momentos perfeitos os sons da vida preenchem a casa - e meu coração - morada de todos esses amores!
Foi um tempo, meus queridos, em que com alguns a convivência diminuiu, com outros foi justo o aconchego que embalou os momentos mais complicados ou encheu de alegria compartilhada, o meu coração. Um tempo necessário. 

Pensei em um texto lindo para esta "estréia", busquei imagens guardadas a sete chaves - sem conseguir me decidir por nenhuma delas. Foi quando percebi: quem está voltando sou eu, de um jeito diferente do que era quando, temporariamente, saí. As palavras não são importantes, importa vencer os obstáculos, ganhar confiança, sorrir com gosto, cantarolar baixinho arrumando gavetas, se comover vendo fotos antigas, receber amigos queridos para jantares regados ao som de boas risadas, receber mensagem com uma fotinho: boommm diiiia vovó!!

Escolhi compartilhar com vocês as flores que decoraram a celebração dos 30 anos da minha filha. Representam meu gesto de carinho para cada um de vocês!



Sei que compreendem este breve afastamento,
E agora retomo, aos poucos, o gostoso hábito de estar aqui.
Pensem somente que foi um breve tempo de crescimento -
Comemorem comigo: nesse tempo, muitas coisas eu vivi!!  

Até breve!!