“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


28 de mai de 2013

Até a volta!





Está chegando, compromisso marcado, volta presumível da Vovó em meados de junho.

Agüentem firme a falta que vão sentir... rsrsrs... voltarei transbordando de alegria e AMOR!!

Beijos, queridos!


18 de mai de 2013

Me comovi...

O almoço nem estava assim tão bom, mas me mantive sentada, presa na conversa da mesa ao lado. Não pense que por bisbilhotice, inclusive peguei o bonde andando, mas como não ouvir os argumentos daquela garotinha para sua jovem e bonita mãe - que conduziu a conversa com o rosto sereno, a voz firme e carinhosa, sem pressa?



- Você sabe que eu vou porque você me obriga, mas eu não gosto de ficar com meu pai no fim de semana. Eu gosto de ir nos lugares com ele, mas ficar na casa dele, eu não gosto.
- Minha filha, já falamos tanto sobre isso... compreenda que você não tem nada a ver com as questões da mamãe e do papai.
- Mas ele fez você chorar!!!! Tinha lágrimas enchendo os olhos vivos da menininha. A mãe não se abalou, e foi nessa hora que eu tive ímpetos de levantar e cumprimentar aquela mulher miúda  rosto meigo, fino, lábios firmes, olhar carinhoso. Ela devolveu pra filha:
- Queridinha, a mamãe também disse coisas muito feias pra ele, mas como você não estava lá pra ver, não sabe que ele também chorou. 
Ela entreabriu os lábios, os olhos piscaram, mas não disse uma palavra!
- * Mônica, com 7 anos você não consegue entender uma porção de coisas, eu já expliquei pra você que os adultos tem motivos pra escolher não ficar mais com as pessoas, mas que você não tem nenhum motivo pra defender um de nós. Você não pode escolher amar mais um de nós, eu sei que você ama o papai igualzinho, não ama?
Um gesto de cabeça, apenas, confirma.
- O papai magoou muito a mamãe, mas eu também magoei teu pai. Essa história é nossa, minha e dele, você não tem que tomar partido. O que você precisa entender é que nós dois te amamos muito, e você é a bonequinha do papai, lembra? 
A menina não pareceu aceitar a argumentação. Baixou a cabeça, olhando para as mãos. Seus lábios tremiam ou eu enxerguei demais? Ela tinha um anelzinho no dedo, tirou, pôs de novo, e quando a mãe delicadamente levantou seu rosto, ela sorriu amarelo.
- Quer saber? Ele fica contando os dias pra vir buscar você, e você mesma diz que ele faz tudo pra te agradar... vamos lá, filha, coopere, deixe que os assuntos dos adultos fiquem com eles. Aproveite o amor do papai pra você crescer segura. E quando for crescida, entenderá tudo, e não terá perdido a melhor parte da tua vida sendo injusta. Nós te amamos muito... e é justamente por isso que vou repetir até você entender que esta é a verdade!
- Também amo vocês, mamãe!! A carinha estava menos contrariada, ela envolveu o pescoço da mãe, que a aconchegou e pediu:
- Então me prometa que vai ficar bem boazinha e curtir o findi junto com o papai!
Mônica sorriu, se pôs em pé e puxou a mãe pela mão: anda logo dona **** (um apelido carinhoso que fez a mamãe sorrir abertamente). Acho que foi um sinal claro de que sua garotinha ia aproveitar este final de semana.
Acompanhei as duas andando de mãos dadas rumo ao caixa. Aquela mulher devolveu à filha mais, muito mais do que o sossego de um final de semana. E não foi amor de mãe, apenas, foi discernimento, postura, exemplo!


* Mônica - Nome fictício

14 de mai de 2013

A Família na Era Tecnológica


Minha amiga Norma, do Blog Pensando em Família, sugeriu uma blogagem abordando o tema: como você apontaria os benefícios e malefícios principais da influência da tecnológica e das redes sociais no seu contexto familiar?





Os benefícios da tecnologia – que é desenvolvida por pessoas, para pessoas e alimentada por pessoas – são frutos da criação de meios que nascem com o fim de produzir a melhoria na comunicação, a praticidade, velocidade no envio de informações,  agregando a estes as vantagens para quem não possa se deslocar ou freqüentar os mesmos lugares.




O uso desordenado de tudo que seja criado para determinados fins, compromete a essência da ideia original, sofre sua influência maléfica, mas ainda assim, se presta a cumprir seu papel. O prejuízo é daquele que extrapola o uso, desperdiça tempo que poderia – e deveria – investir nas relações que ocupam sua vida real.  É saudável pesquisar nas incontáveis fontes que temos à disposição (as enciclopédias são livros esquecidos nas estantes), assim como as redes sociais também deram a oportunidades de parentes e amigos distantes se reunirem,  e a interação alivia a saudade, as angústias naturais de quem vive longe.
Tenho familiares que moram em outro país, meus sobrinhos são meninos que saíram do Brasil antes da adolescência, já tinham o vínculo forte com as famílias, por isso não há comprometimento no fato de hoje, forçosamente, acompanharmos o desenvolvimento por redes sociais e conversas online.
Mas, onde mais a tecnologia, em tempo real, contribui para o bem estar da minha família, é quando promove a interação com meu filho, nora e neto que moram longe. Acompanho sua gravidez já em fase final, participando da evolução da gestação, e através das imagens de ultrasson, visualizadas pelos meios tecnológicos (foto, filmagem em DVD) participo da vinda de meu neto.
Gente, eu conto história até meu neto dormir, via Skype. Acho bárbaro! O iPad fica ao lado dele, e desta forma, mantenho o que faço presencialmente: converso e brinco da maneira que dá, participo do jantar deles, atualizamos os assuntos, até música ouvimos juntos, vejo e ouço meu filho na guitarra, isto nos mantém próximos, e não tem o que pague!
        Em muitas manhãs fui despertada por uma foto risonha acompanhada de um "bom dia, vovó!", influenciando meu humor e energia para um dia mais feliz!
Com os amigos que moram em diferentes cidades, em outros estados, é freqüente o uso de telefones, redes sociais, e-mails. A moderação na utilização destes meios tem sido a tônica geral das reflexões sobre a questão, porém, ressalvo que a orientação tem que começar cedo, porque é prematuro o hábito da atividade que tirou as crianças do quintal, das praças, do convívio com a família. Meu neto de pouco mais de três anos manuseia o iPad com uma desenvoltura alarmante – pra esta avó do tempo do rádio....rsrs – ele adora jogar, faz até atualizações (eu vi!!), mas tem limites e regras pra respeitar. Parquinho pra ir, amiguinhos pra brincar, árvores pra subir, escola, infância pra viver!
Claro que não dá pra ignorar a realidade dos absurdos, como ocuparem o mesmo espaço, cada membro da família grudado num aparelho, trocando mensagens sem parar, mas, também devemos lembrar da implantação de sistemas que permitem aos pais acessarem o site da escola, acompanhando notas, agendas de estudos, trabalhos. É o tal do "mal necessário" que acabou tomando conta da nossa rotina?




O maior dos prejuízos, na minha visão, é a troca de tudo que envolve o convívio presencial – toque, olho no olho, silêncio que fala, abraço, colo, ombro, companhia, rir junto, secar as lágrimas, ver nascer a emoção nos olhos rasos d`água – pelo toque de um teclado, ficando preso numa tela que rouba a vida que passa muito rápida!

No nosso caso  a grande vantagem é a tessitura desta rede de amigos, gratificante resultado de uma reunião de afinidades, afetos e trocas tão bonitas!!

A preferência deles é...

Ao texto escolhido por meu querido Rodolfo, do Sete Ramos de Oliveira, recebo com reverência sua crônica que tendeu algumas contusões, um corte no lábio e uma cicatriz na alma!
Obrigada pela tua sempre pronta participação, Rodolfo, tua generosidade ultrapassa tudo que conheço de entrega a uma amizade do coração!



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A agridoce alagoana de Arapiraca, Milene, do Inquietude, grande escritora e amiga querida, me brindou com esta escolha que chama de tema recorrente, onde o amor é o vilão e ela, a vítima. Huummmm... será?
Nessa época ainda não tinha tido a alegria de acompanhar sua escrita peculiar, de uma identidade fascinante! Recomendo verdadeiramente!


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A Marilene, do Momentos Fragmentados, que transporta seus sentires e pensares nas asas das palavras, escolheu a conversa protetora com um anjo de guarda. A delicadeza das palavras expressam sua alma!




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