“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


31 de mar de 2012

Feliz Final de Semana!








Amém!


Hoje eu vou mudar...




O dia de hoje só pode ser diferente do de ontem, se a gente fizer diferente.

Novas escolhas, novos resultados.

Eu tô nessa, e você?




Apenas mudar,
nenhuma apologia
- Sem nenhuma magia -
apenas escolha e desejo,
de sair do lugar!

Este é meio anseio,
nascido no íntimo de meu ser:

Viver com responsabilidade,
mas agindo pela emoção
- ouvindo quem sabe -
escutando o coração.
Ah! suprema felicidade!

Denise



*Imagem enviada pela Zizi

30 de mar de 2012

A palavra.




Freud costumava dizer que os escritores precederam os psicanalistas na descoberta do inconsciente. Tudo porque literatura e psicanálise possuem um profundo elo em comum: a palavra.

Já me perguntei algumas vezes como é que uma pessoa que tem dificuldade com a palavra consegue externar suas fantasias e carências durante uma terapia. Consultas são um refinado exercício de comunicação. Se relacionamentos amorosos fracassam por falhas na comunicação, creio que a relação terapêutica também poderá naufragar diante da impossibilidade de o paciente se fazer entender.

Estou lendo um belo livro de uma autora que, além de poeta, é psicanalista: Sandra Niskier Flanzer. E o livro chama-se justamente “a pa-lavra”, assim, em minúsculas e salientando o verbo contido no substantivo. Lavrar: revolver e sulcar a terra, prepará-la para o cultivo.

Se eu tenho um Deus, e tenho alguns, a palavra é certamente um deles. Um Deus feminino, porém não menos dominador. Ela, a palavra, foi determinante na minha trajetória não só profissional, mas existencial. Só cheguei a algum lugar nessa vida por me expressar com clareza, algo que muitos consideram fácil, mas fácil é escrever com afetação. A clareza exige simplicidade, foco, precisão e generosidade. A pessoa que nos ouve e que nos lê não é obrigada a ter uma bola de cristal para descobrir o que queremos dizer. Falar e escrever sem necessidade de tradução ou legenda: eis um dom que é preciso desenvolver todos os dias por
aqueles que apreciam viver num mundo com menos obstáculos.

A palavra, que ferramenta.

É
uma pena que haja tamanha displicência em relação ao seu uso. Poucos se dão conta de que ela é a chave que abre as portas mais emperradas, que ela facilita negociações, encurta caminhos, cria laços, aproxima as pessoas. Tanta gente nasce e morre sem dialogar com a vida. Contam coisas, falam por falar, mas não conversam, não usam a palavra como elemento de troca. Encantam-se pelo som da própria voz e, nessa onda narcísica, qualquer palavra lhes
serve.

Mas não. Não seve qualquer uma.

A palavra exata é uma pequeno diamante. Embeleza tudo: o convívio, o poema, o amor. Quando a palavra não tem serventia alguma, o silêncio mantém-se no posto daquele que melhor fala por nós.

Em terapia – voltemos ao assunto inicial – temos que nos apresentar sem defesas, relatar impressões do passado, tornar públicas nossas aflições mais secretas, perder o pudor diante das nossas fraquezas, ser honestos de uma forma quase violenta, tudo em busca de uma “absolvição” que nos permita viver sem arrastar tantas correntes. Como atingir o ponto nevrálgico das nossas dores sem o bisturi certeiro da palavra? É através dela que a gente se cura.


Martha Medeiros
Jornal de Santa Catarina
18/09/2011




"Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã.
Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com você mesmo."

Atribuído a Augusto Cury.

26 de mar de 2012

A dor se foi...






Elas e uma canção...porque nada mais é necessário...





* Já, já eu volto responder meus queridos!

24 de mar de 2012

O tempo não para...




...e ela alçou vôo como uma borboleta...colorida, leve, livre. Pronta!

...e a gente espera a tempestade passar, a solução resolver, o tempo apagar, o sorriso voltar, pra vida acontecer. Enquanto isso, a vida se perde, a gente se desencontra, desencanta, desespera.
A razão é simples, enquanto tudo acontece, a vida passa e a gente não vê – porque não existe [bom] tempo futuro pra se viver se o hoje é perdido nas brumas dos acontecimentos, se nele nada semeamos, se dele nos afastamos para viver o sonho que criamos. O sonho se concretiza na medida em que dele cuidamos e por ele fazemos, sonhar apenas não basta!
A vida acontece o tempo todo, e, quando olhamos apenas em uma direção, damos as costas para o todo, esquecidos de que somos constituídos de partes que se integram, e que se desprezadas, entorta a vida, que emperra e não anda.
Por isso transitar com leveza próximo aos abismos que sentimos é o equilíbrio que aprendemos a dominar, porque os olhos passeiam por todos os lados, enquanto os pés nos conduzem pela estrada.
A tempestade passa, as soluções aparecem, o tempo apaga enquanto se vive - aí o sorriso até volta, a vida floresce e o amanhã já é parte do que fizemos ontem, do estamos fazendo hoje.
O tempo não para, como avisou o Cazuza.

22 de mar de 2012

Formas de Amar




Pensando em Família


Antes de trazer para o Tecendo Ideias esta minha participação, deixo o convite para que visite este cantinho - onde Norma lança séries muito interessantes - e nos abre espaço para uma troca infinitamente proveitosa, agradável e rica, tanto entre as pessoas que participam (e que se tornam amigas) ou com quem passa por ali, prestigiando esta amiga terapeuta, sensível e experiente acerca das relações humanas.

Fica meu agradecimento por mais esta oportunidade, Norma.

Aqui, já abordei este tema antes, falei em mostrar amor, assim.

Lá eu sugeri esta música, ouve só, que linda...




21 de mar de 2012

Outono - voltei!!





Chegou o outono, trazendo consigo as folhas secas que se desprendem dos galhos, como se estes estivessem falidos de seiva vital, embora continuem lá, nus e prontos para a nova roupagem - sem pressa do agasalho novo verdejante que ganharão, certamente por o saberem e por cumprirem os ciclos naturais das estações.
Então, desejo que assim seja na vida, um tempo novo, de troca, de renovação, ainda que pareça vazio de guarnição...
Sejamos sóis-se-pondo na despedida dos dias, o ar fresco que sopra as folhas, a penumbra das noites que chegam mais cedo e os amanheceres na relva molhada de dias repletos do colorido tapete das folhas que caem!
Vejamos o ontem como a representação da gama indecifrável dos tons da vida que tiveram as folhas mortas - nascidas num tempo ainda frio, desabrochadas no esplendor da estação primaveril, e tingidas ao calor abrasivo de uma existência que guarda o perfume de tantas emoções vividas, compartilhadas, e nunca esquecidas.
Sejamos o amanhã renovado, a centelha de vida que brilha no primeiro raio do sol que aquece o amanhecer do dia!

Feliz estação da mudança!!!
E que continuemos semeando...

7 de mar de 2012

CONVITE





A gente olha pra vida e, muitas vezes, a enxerga pequena, vazia, inerte, estacionada, involuída, estagnada num cotidiano engessado e inexpressivo.
Olha, vê e sente que faltam coisas para torna-la melhor, mais agradável, mais comprometida, menos medíocre, extra_ordinária...

Tá, concordar com isso basta? Adianta? Modifica alguma coisa? Te faz sentir melhor?
Se a resposta foi "não" para todas ou algumas destas questões, que tal reinventar maneiras para sacudir essa poeira, trazer oxigênio para a relação eu e a vida?
Entre hoje e amanhã, existe alguma coisa, nem que seja uma coisiquinha qualquer que você possa fazer pra alguém, por alguém, pensando em alguém, inspirado em alguém, incentivando alguém?

Se existe, bora fazer?? Não precisa relatar, nem aqui se comprometer, você pode optar por postar, vir aqui compartilhar, fazer deste convite uma campanha - por que não? - ampliando uma ação simples que tende a trazer como retorno uma satisfação nova, surpresas agradáveis, e, o melhor de tudo, pensando em agradar a alguém, descobrir-se agraciado, feliz!
Talvez possamos começar por aquele gesto que estava guardado esperando pelo momento certo...

Deixo meu beijo e o desejo de que esta ideia se multiplique, dando vazão a novos pensares, a atitudes em direção às mudanças que queremos ver no [nosso] mundo...

5 de mar de 2012




"Eu não tenho muitas respostas. O que eu tenho é fé. E uma vontade bonita, toda minha, de crescer."

Ana Jácamo

3 de mar de 2012





‎"Para trazer qualquer coisa à sua vida,
imagine que já está lá."

Richard Bach

Enlevo





Tristeza desfeita, sorriso expondo pedaços de felicidade
espalhados no jardim da alma desperta.
Sacudida a inércia, os preparativos carinhosos
redesenham a trilha recém-descoberta;
E a alquimia das emoções, todas misturadas,
desfaz os rastros da caminhada incerta.

Preguiçosa manhã de dias felizes,
da presença quente de tua vida na minha, dos sonhos reais.
Algemas abertas libertam as metas antigas,
os desvarios passageiros, os dias frios e iguais;
Sou futuro presente, no tecer alegre e contente,
dos dias novos repletos de meus ideais.

Na tarde que ora nasce, brota uma alegria inovadora,
com traços de sorrisos desmedidos;
Em conjunto aos olhares longínquos, serenos,
suspirantes, sonhadores e destemidos;
Ambos acompanhados de passos em calmaria,
para além de medos desconstruídos!


Bom fim de semana, meus amores!!

1 de mar de 2012

Pare de carregar a mala dos outros....

Participo de uma comunidade que publicou este texto que compartilho com vocês por entender que é válido para todos nós que, seguramente, em algum momento da vida - se não em [quase] toda ela, já sentiu esse peso.
Depois e andar tanto com excesso de peso sobre os ombros cansados, sou favorável à devolução, prefiro uma vida leve e relações que façam toda a diferença!





Você acredita que carrega malas alheias? Vamos fazer um exercício?
Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição? Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com freqüência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?
Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.
Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação! Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios. A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.
Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.
Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo. O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado.
É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.
Quanto ela pesa? Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital.
E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça? Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…
O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua? Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve. Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados. Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo. Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.
A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.
Onde está a sua mala?

Grupo Correio de Luz

Tudo acaba?




Eu compreendo a impermanência das coisas diferente de "tudo um dia tem fim."

Uma fase acaba para outra começar, eu vejo assim, não acho que tudo termina, penso que as coisas se modificam, se ajustam, novas necessidades aparecem, e juntamos o ontem ao que hoje é ideal, encarando a vida como ciclos que se fecham para dar lugar e espaço para as novas experiências que precisamos viver, que escolhemos viver.
A gente cumpre o necessário e desperta para novos tempos, a vida é dinâmica, pede coragem para ampliar-se.

A gente pode entristecer com fatos e momentos difíceis, isso é certo e humano, mas a parte sábia que existe dentro de nós, nos lembra que não precisamos sucumbir à dor, que não somos infelizes, ao contrário, somos seres capazes de superar obstáculos e fazer das adversidades, aprendizado. Novas oportunidades que surgem comprovam que não precisamos ficar algemados em projetos antigos, e que a transitoriedade da vida nos obriga a despedir de algumas pessoas, situações, sonhos, lugares – à frente estarão coisas novas para viver, e como não há como prever novos fatos que interferem no nosso destino, a vida permanece impermanente. Estes pensamentos permitem que a gente não engesse os ciclos vitais, mostram portas e janelas a descortinar novas paisagens, novos horizontes.

O pôr-do-sol prepara novos dias, as manhãs são páginas em branco, esperando pelas nossas decisões.

A vida é um piano.






“A vida é um piano. Teclas brancas representam a felicidade e as pretas a angústia. Com o passar do tempo você percebe que as teclas pretas também fazem música.”

The Last Song