“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


27 de fev de 2012

Relembrando...



Imagem Helena Venzke


♥ ♥ "Não existe erro no plano de Deus." ♥ ♥
Kenneth Wapnick

23 de fev de 2012




Vou ali viver a felicidade...

18 de fev de 2012

O carnaval é um acontecimento na minha vida!





O mês de fevereiro trouxe registros eternos à minha vida: bençãos de amor que a mudaram para nunca mais ser a mesma!

Já escrevi aqui sobre o carnaval, contando sobre o início desta história de que quero falar hoje...
Há dois anos eu assistia a um programa de TV cuja matéria dizia que "amor de carnaval não sobe serra", ou seja, que não vai em frente, que é coisa passageira, fruto do momento descompromissado.
Pois sou a negação dessa afirmativa! Não só vai adiante como pode ser um amor pleno, inteiro no seu esplendor e mágico na sua trajetória.
Aconteceu quando meu jovem coração estava ferido e não procurava ninguém - por isso, de início desacreditou da possibilidade e até recusou qualquer envolvimento naquele primeiro instante. Não adiantou. Moço teimoso e persistente firmou pé na proposta - relutantemente aceita - que foi determinante para a permanência da união que existiu por três décadas.
O amor de carnaval dá certo sim, é verdadeiro, e, tal qual tamborim, faz bater forte o coração e promove [linda] folia na vida da gente!

Mas essa história não chegou ao fim, é a marca inicial que deu origem às outras duas (até aqui...rs). Há alguns anos houve um carnaval em que tivemos uma nova companhia para assistir ao desfile das escolas de samba: adormecida no carrinho, nossa filha nascida havia poucos dias. A irmãzinha de nosso primogênito chegou em dia quente como estes que tem feito por aqui, e quase posso sentir o cheiro de minha bebê, que, aninhada em meu colo, misturava com o meu o calor que sentia.
Eu olhava para aquele segundo milagre e não me cansava de imaginar como seria quando ambos estivessem crescidos. Estão! E nada do que me ocorreu foi diferente, mas tive tantas [maravilhosas] surpresas pelo caminho que fizeram desta caminhada um sonho, que asseguro a vocês, começaria tudo outra vez, se preciso fosse...como cantou Gonzaguinha.

Mas fevereiro é um mês encantado mesmo, pois que devolveu-nos no mesmo dia em que tudo começou, a dádiva da vida em forma de menino, o primeiro neto que Deus nos mandou!
Os festejos com intervalo de apenas cinco dias - da tia para o sobrinho - transformaram esta época em colheita dupla das sementes sempre floridas neste mês da alegria!

Minha filha, hoje [linda!] mulher feita, inaugura ciclo novo na sua e na vida de todos nós - visto que sua caminhada altera-nos a rota, principalmente dos meus dias que ficarão desiguais. Tempo novo, quando é chegada a sua vez de dar sequência às histórias de amor. Minha caçula, pedaço importante do meu mundo, a menina-rosada daquelas noites longínquas de carnaval, festeja neste feriado - até a lua é nova para esta celebração - seu dia de natal - ou carniversário, como chamou esta comemoração.

E ele, menino esperto de sorriso cativante, neste segundo ano em que chegou em nossas vidas - transformando em contínua delícia este viver que já era feliz - nos permite esparramar o amor que se derrama, abundante, ao redor de seu mundo perfeito, colhendo de cada um de nós o que existe de melhor. Rumo à sua festa infantil, junto aos pacotes de presente, levaremos na bagagem sorrisos felizes e muito amor nos corações.

Celebro em fevereiro, a vida, e brindo ao amor que nos tornou família, que se multilplica e nos une com seus fios invisíveis de força incomum. Sou grata por tantos sonhos realizados, por estes amores conquistados, pela vida que nos sorri mesmo quando temos marejados os dias que desbotam temporariamente o sol(riso) que ilumina nossos rostos!

Que neste feriado possamos beber sem moderação o milagre que é viver - estendendo a alegria por toda a semana festiva (aqui, será!).

* * *

Confidencio a vocês que este não foi um texto fácil de escrever, falar de sentimentos desta magnitude me faz perceber a escassez das palavras diante da enormidade de sentimentos que transbordam em mim. E aí meu amigo Rodolfo Barcellos me lembra que "sentimentos devem sempre sobrar um pouco, pra não apertar demais", e isso fez o maior sentido quando olhei para dentro do meu coração...

17 de fev de 2012

No Silêncio - por Rodolfo R. Barcellos

Presente como este, a gente só ganha de amigos muito especiais.
Como ele conta, tudo começou com este Soneto - fruto de um post meu sobre o Silêncio.

Este poema maravilhoso que declamo neste vídeo foi escrito para este fim, ou seja, um presente pra mim - e duplo: poema com direito à declamar - resultado de uma conversa depois da surpresa preparada por amigas queridas nossas e por mim, para o aniversário deste amigo que sempre está a nos mimar com seu carinho desmedido, sua atenção e delicadeza. Em geral seus comentários, vocês que freqüentam o Tecendo, já sabem, são em versos.

A alma dele é de poeta, um artesão de emoções, que tem por ofício enfeitar ao tocar o coração da gente.
Hoje nosso filho foi apresentado por ele no Sete Ramos de Oliveira, e eu divido, enternecida e emocionada, com vocês.
Me confesso encantada e cheia de gratidão!
Meu beijo pra você Rodolfo, o Mago destas e de outras tantas [belíssimas] palavras!





15 de fev de 2012


Sintoma comum em mim...


Perseverança!





‎Nada me representaria melhor, hoje:

"Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena.
O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir.
Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes.
Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.
Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo."

Ana Jácomo

13 de fev de 2012

Nossos pedaços de amor...



São imensos os pedaços de amor que ele espalha, distribuindo sua marca de generosidade a quem tem a boa sorte de te-lo por perto.

Ao alcance do coração, hoje, meu Mago querido, estamos todos - nos demos as mãos numa corrente cujos elos você cingiu e aproximou todos nós, de vós!!


O caminho para recolher nossos abraços cheios de carinho, alguns tantos beijos e singelas demonstrações desse bem querer, você pode percorrer seguindo esta rota, e, passos adiante, chegar até aqui...

Parabéns, Mago Rodolfo, parabéns Bruxo de todos nós!

Feliz teu dia, felizes também estamos nós!!

* Em rede literalmente estivemos para tecer esta homenagem - Tatto lá pelo Divã, Clayton, nosso DJ, juntou-se à nossa Inquietude e nos salvou...rsrs
Gratidão aos nossos meninos arteiros e queridos!!!


9 de fev de 2012





"Esforços e coragem não são suficientes
sem propósito e direção."

John F. Kennedy

8 de fev de 2012

Operação bem sucedida!





Para atualizar as notícias sobre o novo colchão, preciso contar sobre o desfecho...
Como me propus, passei pelo critério da loja, aceitei a semana de forçada adaptação - o que não ocorreu.
Esta manhã preparei-me para o pior, e fui - disposta a voltar com uma solução!
Enquanto me arrumava, preparei um discurso, onde, claramente exporia minha condição e levaria duas perguntas, apenas: este fabricante considera a satisfação do cliente como um critério importante quando vende seu produto? Diante de uma resposta positiva, perguntaria quando iriam substituir meu colchão.
Trouxe pra compartilhar com vocês, alguns ensinamentos...
Primeiro, eu queria resolver em paz, mas, percebam, armei-me para buscar a solução pacífica. Incongruente, ainda que estivesse agindo levada pelo atendimento completamente inadequado de uma semana atrás. Sobre isto, nada foi mencionado - e eu não queria uma retratação ou pedido de desculpas, queria um colchão, e queria que isso fosse resolvido sem brigas. Queria o tratamento respeitoso e eficiente do dia em que comprei duas camas!
Quando entrei na loja, a vendedora, sorridente, me saudou dizendo que iria me ligar hoje - independente de ser verdade ou não, acolheu-me com educação e foi cortês. Eu fui logo retribuindo o sorriso (guardei as armas ao perceber que a munição era uma estupidez!) e contei a ela que voltava depois de cumprir as normas da loja, muito triste por não ter conseguido adaptar-me à minha cama nova, que já ganhou enxoval completo e está linda - apesar de desconfortável.
De pronto ela me disse que a ordem para substituir a mercadoria já estava liberada, e enquanto preenchia os papéis necessários, ganhei uma massagem na cadeira maravilhosa que vendem lá, depois assinei o que pediram e paguei o referente ao transporte de retirada e entrega do meu novo colchão. Ah, e agradeci a vendedora pela pronta (?) solução, claro!
Saí da loja satisfeita com três coisas: tive meu problema resolvido - espero amar o novo colchão, pois será este o meu companheiro de jornada noturna, e pronto! - e isso aconteceu com a tranqüilidade que desejei. Terceiro ponto e o mais importante, talvez, foi a lição: se desejo a paz, não devo usar armas. Eu era a outra parte dessa relação, a que sairia beneficiada e tinha o interesse em resolve-la sem estresse. Desfiz-me das armas e melhorei a intolerância.
Dentro de alguns dias, meu sono vai ser como no sonho que tive quando resolvi trocar meu amor velho por um novo - e aqui cabe outro aprendizado: queremos ganhar com o novo, muitas vezes, comparando-o ou não largando o velho, e isso também compromete o resultado.
Estou feliz por tudo ter caminhado para um desfecho bom e em harmonia.

Aguardem o champagne em celebração do resultado final!!

1 de fev de 2012

O corpo tem memória!



Imagem por Helena Venzke

Eu estou vivendo um momento esquisito, de adaptação a uma cama - nova. O corpo rolou a noite toda, amanheceu dolorido e triste de saudade do colchão que o abraçava, acolhedor, amigo, reconfortante. Precisou ser beeeeemmm alongado no pilates, afinal, precisa estar cheio de disposição pra sentar-se no chão, correr atrás de menino arteiro, dar milhões de abraços demorados.
Bom, saindo da academia me dirigi à loja, por duas razões simples: a base da cama, tipo box, veio com falha na costura - considero que uma marca pra lá de (re)conhecida pecou no acabamento e isso me surpreendeu - e pra contar de meu desconforto, trocar uma ideia sobre as possibilidades de trocar o dito colchão por um mais macio, talvez. Fui instruída a dormir por mais uma semana (doeu só de ouvir!) para que o corpo se adaptasse, uma vez que tem memória e está buscando pelas sensações habituais. Tá eu melhorei muito a tal explicação, mas, em essência, é isso, e eu concordei, mas já fui me adiantando, querendo saber se a tal adaptação não ocorresse, se seria possível trocarmos apenas o colchão pelo que tem mais maciez nas fibras do látex. Ouvi esta resposta, vejam se nesta loja consideram que a satisfação do cliente é um critério importante de avaliação e, mais - e pior, se houve respeito no trato com uma cliente educadamente sorridente, bem humorada, apesar de dolorida: - "E se a senhora não gostar, depois de uma semana, vai chegar aqui querendo trocar de novo?"
Lamentos a parte, saí de lá decepcionada, avisada de que seria aberta uma ocorrência (oi?) e compromissada com a tal tortura semanal. A tal base será substituída, porque é impensável que o controle de qualidade não tenha visto, e eles têm compromisso, nesse quisito, com o público. Menos mal que se obriguem a atender a um rigoroso controle de qualidade (é, eu também ri disso!) que vai substituir a parte que nem é visível, pois trata-se da base de sustentação de um mero colchão desenvolvido pra dar conforto. Com isto o cliente não pode ficar insatisfeito!! Deixando de lado a ironia, também saí de lá com uma frase se repetindo, louca pra ser explorada: nosso corpo tem memória!
Faz como eu, esquece a cama, e vamos pensar juntos sobre isso...

Concluí que tem memória sim, olfativa, de tato, de paladar, de visão, de audição.
Eu me peguei sentindo algumas sensações que a memória da pele guardou, pra sempre, lembranças do que os músculos provaram, e os olhos fechados trouxeram os toques, os cheiros, o calor, o aconchego, a saudade relativa às memórias que armazenam o prazer; como o frio que as manhãs desagasalhadas de carinho desejam outros amanheceres, ou a sensação vívida de um abraço demorado, ombro molhado das lágrimas silenciosas a drenar alguma dor antiga - minha, deles, delas, nossa! E o toque das mãos, de lábios, de ombros - de corpo inteiro? E o que dizer da textura das vestes gentis da pele do outro corpo, das roupas, das superfícies...
E o cheiro? meu Deus, como é verdade que o corpo lembra do talco daquele bebezinho que acalentou, do cheiro de leite que os intervalos das mamadas não venciam guardar, da loção de uma pós barba que não arranhou, do suor dos corpos que se atraíram e se roçaram, do sabonete, do creme, do perfume.
E o sabor da boca, da pele, das lágrimas, do chocolate lambido no dedo gentil - e de outras artimanhas que o amor sabe oferecer...ah, o sabor!!
O corpo tem memória auditiva, reconhece os chamados, o encantamento do silêncio, os ruídos íntimos, as delícias ditas roçando os lábios na pele. O corpo ouve apelos, faz apelos - e ouvidos moucos.
E também enxerga coisas que nenhum outro sentido vê.
O corpo tem memória, definitivamente - e o fato desta frase ter propiciado um delicioso passeio pelas sensações - e minhas memórias - é a parte boa de uma conversa que poderia ter sido mais empática.
De um evento desagradável, ocupei-me da lição que me proporcionou, daquilo que me trouxe de bom - dolorida, mas aprendiz da vida!


*A imagem escolhida - por representar a leveza, a intensa beleza de minhas memórias e a transformação compartilhada com vocês - foi um presente ganho esta manhã da Helena, uma sobrinha reconhecida pelo coração, sensível e adorável!