“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne


28 de nov de 2010

Quando o amor está mais presente?




As ideias passeiam entre os pensamentos que fluem sem direção, apenas estão lá, vagando no imenso espaço de tempo que vivemos – ora estão no passado, ora voam para um tempo além do presente, que é onde menos parecem ficar. Pra mim acontecem assim, enquanto relaxo: saltitam de um tema para outro, não seguem roteiro, nem fazem escalas – apenas fluem. Não é raro, entretanto, em meio a essas andanças que deslizam sem rumo, surgir um pensamento que oferece a resposta que busquei, ou um alerta, um sinal, uma ligação com alguma coisa. Nem sempre a conexão fica clara, então anoto a ideia – em algum momento vem a compreensão.

Este preâmbulo é para contar sobre um insight desta manhã. A mente vazia debaixo do chuveiro cantarolava uma música sem pressa ou pressão – momento ideal para as fichas caírem, já perceberam?

Logo cedo aproveitei a garganta congestionada pra escrever – este estímulo só precisa de tempo disponível – e algum resquício de pensamento ficou guardado, se revelando no instante em que teve a liberdade para se manifestar. O tema em pauta era o amor, mais especificamente, o materno, conhecido como incondicional. Sempre temos, nós as mães, alguma história dolorida que envolve filhos, um momento que ficou marcado por palavras duras, uma atitude cruel, alguma coisa que explode no peito da gente, mas por uma razão incompreensível, não nos mata de dor.

Olha só que óbvio o que vou dizer – amar os filhos é nossa missão singular, não exige esforço, não existe curso preparatório, formação de nenhuma natureza que não seja simplesmente, amor. Quando eles afagam nosso rosto com a mãozinha rechonchuda, abrem o sorriso ou fazem graça, é difícil sentir amor? Quando estão crescendo e nos enchem de orgulho por suas conquistas, quando descobrem coisas sem nos perguntar e exibem seus conhecimentos, ou quando fazem presentes e escrevem cartinhas no dia das mães, tem como não derreter o coração diante deles? Ou quando nos surpreendem com nosso doce preferido ou uma rosa escondida nas costas, fica difícil sentir o coração acelerar e, quase de imediato, demonstrar nosso amor? Não, estes momentos são “normais”. Entretanto, o momento em que mais amamos nossos filhos é outro, é quando acontecimentos inesperados rompem a harmonia, e até o respeito vai embora. É quando nosso coração se encolhe diante da rudeza de seus gestos impensados, ou no instante em que nossos olhos custam a crer na cena que vêm, ou nossos ouvidos registram palavras que jurávamos, não suportaríamos. Este é o momento em que o amor materno supera qualquer obstáculo! Em nenhum outro o amor está mais presente, ao recolher a dor aparentemente insuportável, e sustentar esta relação, ainda que esteja, ela a mãe, partida em milhares de pedaços.

Não sei se houve a consciência disso antes, com tamanha força, e talvez você que me lê se pergunte: tá, onde está a surpresa? – talvez, esteja no fato de nunca ter-me ocorrido, mas quem disse que o óbvio é visível pra gente?

27 de nov de 2010

Feito pra você!




Mais um ano terminando, e as festas se aproximam. Como o meu coração já está festivo, tratei de providenciar um mimo pra você - amiga(o) querida(o) que prestigia o Tecendo, que deixa aqui o calor amigo de sua presença, transmite a amizade em palavras carinhosas e me encanta com seu cantinho.

Se desejar, leve-o com você, será uma alegria - e me fará feliz.

Desejo de que as festas de fim de ano sejam o berço a embalar os ensinamentos que nos faltem na construção do caminho que precisamos seguir - e que nasça um ano em que possamos aplicar tudo que aprendemos, para realizar tudo que sonhamos.
Um beijo, com carinho!


Homem e circunstâncias




" Eu sou eu e minhas circunstâncias."
José Ortega Y. Gasset


Recebi esta citação, que me levou até esta crônica, escrita pelo jornalista gaúcho Pedro J. Bondaczuk, radicado em Campinas há anos. Sua escrita causou-me forte impressão, motivo pelo qual a compartilho com vocês.



Homem e circunstâncias

A vida é uma sucessão de desafios (incontáveis) e de oportunidades (escassas). É um desfile de tragédias e de comédias, de alegrias e de tristezas, de vitórias e de derrotas. Enfim, é caracterizada por uma imensa diversidade de situações e de conseqüentes reações face a elas.
Vivemos contínuos paradoxos. O psicólogo Milton de Oliveira caracteriza, no livro “Energia emocional – base para gerência eficaz” (Makron Books Editora), com precisão esse nosso comportamento paradoxal, ao assinalar: “Somos a unidade na diversidade. Somos a diferença da igualdade – iguais no macro e diferentes no micro. Em linguagem poética, somos originais do lugar-comum, vencedores triunfantes da tragédia humana, organização complexa das energias caóticas do universo.”

Ou seja, podemos ser semelhantes a milhares, milhões, quiçá bilhões de pessoas que vivem ou já viveram, mundo afora, desde a criação do homem, mas jamais iguais. Cada um de nós tem uma personalidade, uma identidade única, pessoal, característica, que depende da nossa origem, educação, conformação biológica e do meio em que vivemos, entre outras tantas coisas.

Até hoje, por exemplo, não foram encontrados, em época e em lugar algum, dois gêmeos idênticos que pensassem de forma rigorosamente igual ou que reagissem da mesmíssima forma aos vários estímulos, físicos e/ou psíquicos, a que fossem submetidos.
Embora óbvio, é mister destacar que semelhança não implica em absoluto em igualdade. Somos originalíssimos, mesmo que venhamos a ter aparências e vidas rigorosamente iguais a alguém. O filósofo espanhol, José Ortega y Gasset, caracterizou bem a diversidade de situações que temos que enfrentar com a famosa afirmação: “Eu sou eu e minha circunstância”. Esta (ou estas, já que elas são várias) é mister reiterar, pode (ou podem) ser até “parecida” (ou parecidas) para todos, mas jamais é igual (ou são iguais).
O que o eminente e polêmico pensador pretendeu com essa declaração – objeto de inúmeros estudos, artigos e ensaios – foi particularizar os problemas do homem. Nosso sucesso ou fracasso na vida dependem da forma com que equacionarmos as nossas circunstâncias. Destaque-se que a afirmação de Gasset tem um importante complemento, raramente citado. A citação completa é: “Eu sou eu e minha circunstância. Se não salvo a ela, não salvo a mim”.
E como assegurar essa “salvação”? Mudando a realidade, em vez de se submeter, passivamente, a ela. Quem não tem capacidade, vontade e determinação para fazer essa mudança, paga, via de regra, um preço altíssimo, em termos de frustrações, decepções de toda a sorte, mágoas, tristezas e fracassos. Ou seja, se afundará na circunstância e não dará sentido algum à sua vida.

Gasset admite que há várias maneiras de mudar uma realidade adversa. Mas ressalta que o caminho mais simples e mais seguro para essa reversão é melhorando a própria educação, no sentido mais amplo que se possa dar ao termo e, por conseqüência, o nível cultural. Ou seja, é ampliando, ao máximo, o raio dos seus conhecimentos sobre tudo e sobre todos e, principalmente, sobre si próprio. O autoconhecimento, frise-se, é fundamental (embora infinitamente mais complicado).

O cerne do pensamento filosófico de Gasset é que “aquilo que importa ao homem, antes de tudo, é a lucidez e a compreensão do mundo.” Afinal, esta é a forma que nos é facultada de mostrar (e de exercitar) nossa humanidade. Só compreendendo onde estamos, com quem vivemos, como cada parceiro dessa aventura reage e quais são nossas alternativas, podemos modificar as circunstâncias adversas ou, principalmente, extrair o máximo das que nos sejam favoráveis.
Há quem confunda a circunstância, citada por Ortega y Gasset, com destino. Ocorre que este, de acordo com os deterministas, não poderia jamais ser alterado. Quem pensa assim garante que todos nascemos com rígidas trajetórias pré-traçadas, que seriam imutáveis. Estão equivocados. Somos dotados de livre-arbítrio. Temos a prerrogativa das escolhas e arcamos com suas conseqüências. Já o cerne do pensamento do filósofo é o de que toda e qualquer situação que nos ocorra na vida é sempre passiva de mudanças, desde que estejamos, claro, aptos e determinados a mudar essa realidade.

Parabéns!!!!





Sabe quando alguém que você gosta muito e está longe, faz aniversário e tua vontade de abraçar demorado é tanta que, se pudesse, se materializava lá onde ela vive? Pois eu queria poder fazer essa mágica e sentir a alegria do abraço barulhento e risonho da minha Si Moninha que hoje faz aniversário. Mas não me sinto impotente não, porque há diferentes maneiras de se abraçar, e a ela, neste dia, quem abraça é a felicidade, sempre vitoriosa nesta vida - quando a gente não atrapalha.
E eu também estou dando um pulinho lá, fechando meus olhos e criando a realidade que espaço, tempo e distância não desfazem - sentindo o calor de um abraço cheio de carinho e saudade, depositando no peito que respira junto comigo, todos os votos de felicidade de que sou capaz de desejar pra ela. Feliz aniversário, maninha caçula, te amo!

Parabéns, parabéns
Saúde e felicidade
Que tu colhas sempre todo dia
Paz e alegria na lavoura da amizade.

Que Deus velho te conceda
Com sua benevolência
Muitas, muitas campereadas
No potreiro da existência.

E unidos no mesmo afeto
Te abraçamos neste dia
E para seguir a festança
Repetimos com alegria:

Parabéns, parabéns
Saúde e felicidade!!!

24 de nov de 2010

Natal





Falta um mês!



E então...é Natal!


23 de nov de 2010

Conquistando mais um objetivo...


Não, nem todo caminho é de flores...

Mas podemos cobrir os caminhos como fora um tapete de pétalas, vivendo nossos sonhos, realizando nossos objetivos - ao nos fazermos felizes.


Este fim de semana foi assim, como pisar no veludo de pétalas, ainda que não houvessem rosas por perto - tinha a maciez da realização de um sonho, o cheiro adocicado de flores, inebriando cada canto que guardava os momentos intensos e belos que seriam oferecidos a cada parte do dia. Fantasioso? eu explico, você tem um tempinho?

Aqui já mencionei antes, que existe uma regra de ouro que diz assim: conquiste um objetivo e se faça feliz. A primeira vez que a ouvi, pareceu retirada do mundo da Alice, mas depois compreendi seu significado, e o comprovei, desde então. Isso ocorreu durante um treinamento que fiz, há dez meses, do qual participei este final de semana, só que desta vez, como madrinha dos treinandos, junto com uma amiga muito especial, com quem compartilhei de perto toda a magia, as emoções mais profundas e os sentimentos mais intensos.
Desta vez do lado de cá, observando desde o primeiro ao último momento, todo o processo evolutivo daquelas pessoas que, salvo duas exceções, era a pela primeira vez que se viam, e, juntos, iriam vivenciar emoções fortes, num treinamento transformador, intensamente compartilhado, proporcionando ganhos individuais e de grupo.
Ganhei esse presente fabuloso, e o transformei em uma maravilhosa oportunidade de crescer e vivenciar emoções, sofrendo com cada um que aceitava o desafio e o vencia, superando obstáculos erguidos em uma vida inteira. Emoções misturadas, sentimentos disparados a cada fração de minuto, presenciando os recursos de cada um aflorar e demolir os muros que os separavam da felicidade.
Cada dinâmica era um novo combate interno, travado com as emoções que pipocavam no salão, e a nós era reservada a silenciosa torcida que fazíamos em cada momento decisivo, quando tudo parecia atingir o limite. A intensidade em que cada um mergulhava no aprendizado, traçava o resultado esplêndido que pudemos observar, devolvendo-nos a alegria e o sorriso reaparecendo, finalmente podendo ser compartilhado.
O prêmio aparece no final do longo dia, quando se transforma a arena em salão de festa e luzes coloridas incendeiam a alegria que explode em cada recanto daquelas almas revigoradas e cheias de novos recursos. O segundo dia se encerra num clima de tranqüilidade, criando a energia para o encerramento que acontece na manhã do terceiro dia - abrindo as portas da emoção mais bonita, que embala o renascer.
Para comemorar, na seqüência, a música rompe e o tapete imaginário leva os espíritos de criança de todos nós, para uma viagem fantástica. Nada se vê e tudo se imagina nesse mundo mágico que recepciona as mesmas pessoas do início, que nunca mais serão as mesmas.



Por conta desta incrível vivência, fiz ginástica na agenda que ficou espremida, motivo pelo qual há dias passo aqui feito cometa...rs. Como viram, o motivo era pra lá de especial, mesmo não podendo ser mais específica acho que transmiti parte da enormidade de emoções que vivi. Saí de lá sentindo a suavidade do veludo de pétalas de rosa tocando meu coração, então transformei em tapete e fiz desfilarem os sentimentos que pude descrever e que afloraram em mim e em todos os presentes, impregnados da magia que é permitir que as próprias emoções - nem sempre boas - nos curem. Foi lindo demais, o êxtase que experimentei consumiu o estoque que pudesse ter de maus pensamentos e sentimentos ruins. Saímos todos renovados, porque conquistamos o ouro de nossos desejos profundos, nos fazendo felizes!


Desafio

Recebi este desafio da Jeanne, do lindo blog Simples assim - minha amigaúcha querida, que já tive a alegria de abraçar!!

Vamos às respostas...

7 coisas que pretendo fazer antes de morrer


1-
conhecer TODOS meus netos e vê-los crescer
2- compartilhar a vida com meu amor
3- escrever um livro
4- viajar para diversos lugares
5- fazer muitos cursos
6- um cruzeiro em família
7- evoluir espiritualmente

7 coisas que mais digo

1- prestenção!
2- simples assim!
3- vixe!
4- amor/meu bem
5- querido/querida
6- amo você!
7- amor da vó!

7 coisas que faço bem

1- cozinhar (mas não curto muito...rs)
2- cuidar do meu neto
3- trabalhar
4- ser mãe
5- dar colo
6- pintura
7- dirigir

7 defeitos meus

1- impulsiva
2- abraço o mundo com as pernas
3- pouco tolerante
4- emotiva demais, talvez
5- apressada
6- sou disponível demais para quem amo
7- dificuldade com o desapego

7 coisas que amo

1- meus filhos, agregados e neto
2- minha família de origem
3- alguém...rs
4- ler/escrever
5- viajar
6- o silêncio da meditação
7- reunir família/amigos

7 qualidades minhas

1- disposição para aprender
2- amor pelo que faço
3- o bom humor
4- a coragem
5- sou afetuosa
6- a determinação
7- sou disciplinada

7 amigos para participarem desse desafio:


Bullying é ilegal!




Trouxe o Selo e o assunto,
lá do Divã da minha amiga Rê(ginamada).

Não apenas aderi à campanha, como aproveito essa iniciativa que a Regina deu continuidade depois de visitar um blogger amigo, como vocês podem ver aqui - para complementar o que ela expôs na postagem maravilhosa que fez.
Sugiro que leiam, é importante, esclarecedora e um alerta importantíssimo nos nossos dias, e permitirá que compreendam melhor o texto que irão ler a seguir, elaborado por mim e um amigo advogado, depois de uma conversa nossa sobre a freqüência que ocorre e está em evidência nos consultórios, em consultas na área do Direito, na mídia em geral e invadiu o espaço virtual. Por estar enquadrado em Lei, não me senti autorizada a falar das questões legais, então unimos nossos conhecimentos mostrando os danos psicológicos e as possíveis conseqüências legais.

Se você considerar importante como nós e quiser divulgar, junte-se a esta causa - diga não, lute contra!


Por interesse profissional e curiosidade pessoal, saí em busca de esclarecimentos sobre o bullying, uma prática que pode caracterizar crime, dependendo da forma como for praticado, e que, há muito, ultrapassou os muros da escola - contexto que a mídia divulga mais, por isso o mais conhecido. Entretanto, os estudos atuais apontam para a evidência cada vez mais inegável da presença de comportamentos que também estão se manifestando com mais sutileza do que agressividade na perseguição às vítimas – sendo característica do próprio bullying, portanto. As características psicológicas traçam o perfil, mas aspectos jurídicos compõem esta nova realidade, razão pela qual um advogado juntou-se a mim na construção deste texto – informativo, normativo e de alerta. (Em respeito a seu desejo, cito apenas as iniciais).

A freqüência destes comportamentos com alarmantes resultados com prejuízos emocionais e civis, bem como sua proliferação desmedida, levou as autoridades a criar recursos para conter essas agressões, julgando-as mais severamente. A novidade então, é que sofrer bullying não é mais considerado desrespeito, mas uma transgressão dos preceitos legais. O assédio severo, intermitente e com fins de depreciação, injúria, humilhações, comentários, sarcasmo, alusões e provocações, configuram o chamado bullying indireto ou de agressão social. Nestes casos, a pressão psicológica pode levar a vítima a enclausurar-se, num involuntário isolamento que lhe retira o direito de expressão e liberdade, tanto por encontrar-se fragilizada - e acabar aceitando a situação - quanto, principalmente, por desconhecer esta lei.

Vamos aos termos legais: o bullying nos locais de trabalho pode caracterizar o chamado assédio moral, ensejando ao empregado o direito de demitir-se por justa causa, e haver a indenização do empregador.

Bullying em termos de seres humanos adultos é caracterizado pela chamada Síndrome da Humilhação, que, como o próprio nome diz, é todo o comportamento que tenha por fim humilhar, menosprezar, maltratar, expor a ridículo a vítima. Assim, o assédio moral pode gerar indenizações civis, seja em local de trabalho ou não. Porém, o bullying pode se manifestar por palavras e atitudes, que, além das indenizações em prol da vítima, pode configurar crimes por parte de quem o comete.

Exemplificativamente, podemos citar os comentários depreciativos sobre a pessoa vítima de Bullying, que pode configurar o artigo 139 do Código Penal, que dispõe:

Difamação

Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Exceção da verdade

Parágrafo único - A exceção da verdade (provar que o fato é verdadeiro), somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.

Logo, não haverá escapatória legal para aqueles que praticam o Bullying, através de comentários depreciativos à respeito da vítima.

Outro exemplo são as palavras ou gestos ofensivos, maldosos, sarcásticos, ou mesmo xingamentos proferidos contra a vítima do Bullying, o que pode caracterizar o artigo 140 do Código Penal.

Injúria

Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:

I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;

II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.

§ 3o - Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

Pena - reclusão de um a três anos e multa.

Disposições comuns

Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:

I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;

II - contra funcionário público, em razão de suas funções;

III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.

IV - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria.

Parágrafo único - Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro.

Exclusão do crime

Art. 142 - Não constituem injúria ou difamação punível:

I - a ofensa irrogada (atribuir fato desabonador) em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador;

II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar;

III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício.

Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade.

O Bullying, que pode se manifestar também por agressões físicas, somente não será punido se a vítima do Bullying provocou o ataque, ou no caso da vítima retorquir, se defender.

Em verdade, o que ocorre, é uma maior atenção atual ao comportamento e uma maior responsabilização dos que praticam o Bullying, pois, a proibição legal da conduta existe desde o começo do século passado.

Não bastasse, o Bullying fere o direito à imagem e à dignidade do ser humano, que são assegurados no artigo 5º. Inciso X da Constituição Federal:

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

III - ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

O Bullying é ilegal!

(Dr. A.P. e Denise)

Blogueira Educada


Esta Campanha minha amiga Rê(ginamada) encontrou no Blog que Compartilha Ideias, da Flávia, que você pode ver aqui, e eu trouxe correndinho para o Tecendo. Sugiro que conheçam a Flávia, seu espaço vale tua visita!





A regra é esta:

Oferecer às suas amigas blogueiras este selinho e pedir para elas colocarem o link da postagem que é este:

"A Arte de Comentar nos Blogs"

Ah! E pedir para elas informarem de quem recebeu o selinho.


O intuito deste selo fixo de campanha "Blogueira Educada" é promover a harmonia na blogosfera. No nosso dia-a-dia é natural seguirmos alguns padrões de boa conduta pelo bem de uma convivência calorosa e sadia. No mundo virtual isso também pode ser feito. Vamos espalhar pelos quatro cantos que a educação deve existir também no mundo dos teclados e que o respeito às idéias de cada blog deve estar acima de tudo.

Nas palavras da Flávia, então, A arte de comentar nos blogs, retirada daqui:

Sempre quis formular um texto completo (na medida do possível) com a ajuda dos meus amigos blogueiros para falar sobre uma questão um pouco delicada: "Qual seria a melhor forma de deixar um comentário ou retribuir uma visita?"
Baseada nos comentários que recebi durante alguns dias sobre este tema, resolvi que essa era a melhor hora de reformular o texto e incluir todas as sugestões, críticas e idéias.
Para não deixar esta postagem cansativa, pensei em escrever em tópicos.
Antes de ler, saiba que você não precisa concordar com tudo escrito aqui. Lembre-se de que esta postagem é uma junção de vários pontos de vista diferentes dos meus amigos blogueiros.

" ... Concordo com você, que faltam códigos de etiqueta para o mundo dos blogs...apesar que quando uma pessoa é educada, demonstra isso em qualquer ocasião, sem regras, né?" - Cae Fernandes

1) Não é legal receber um comentário que não é um comentário:
"Adorei seu blog. O meu é tal. Estou te seguindo. Se der, me segue também."
Acho que essa é a típica visitinha interesseira.
A pessoa só está ali no seu blog para tentar aumentar o número de seguidoras dela/dele.

"... isso de comentários "automáticos", tipo: "tô seguindo passa no meu" é horrível mesmo" - Erika Saab

" ... esse negócio de fazer propaganda para o próprio blog também acho um saco..." - Paty Chuchu

" ... detesto convites prá passar no blog e nenhum comentário sobre o post...eu nem retribuo a visita!!! rsrs" - Cae Fernandes

" ... não podemos generalizar ou julgar as pessoas... Se alguém deixa um recado assim.. me segue... eu vou lá e sigo.. que mal há nisso?" - Carla Pinheiro

" ... algumas pessoas sem noção,esse negócio de vir e escrever: "Adorei, passa no meu " é tão mau educado....sei lá, talvez a pessoa em questão não tenha tempo,então a dica é: então não entre e espere até uma horinha de folga...." - Wal Marques

" ... Odeio pessoas que deixam comentários no blog e pedem para vc passar para visitar o dela. Aí que não mesmo." - Ju Ferrer

2) Também não acho legal quando a pessoa escreve:
"Não concordo." - E não explica porque. Parece que teve preguiça.

" ... uma coisa me deixa super sem graça depois de passar minutos escrevendo um post e os comentários são vazios, principalmente quando peço uma opinião das leitoras, ou estou em dúvida e peço ajuda às blogueiras, daí vem os comentários "Você que sabe". Se eu soubesse não estaria pedindo opiniões, entende???" - A Noiva

3) Comentários extremamente curtos:
Comentários de uma só palavra são compreensíveis quando o blogueiro possui mais de 1.000 seguidores e, numa tentativa de dar atenção a todos, faz uma visitinha rápida a cada um que deixou um comentário no seu blog. Aí tudo bem. Imagina você ter que dar a atenção que você gostaria à cada um?? Não dá né?

"... eu não vejo por mal as pessoas que não lêem o post todo. Até porque a grande maioria trabalha, estuda, é mãe, mulher... e dedica um pequeno pedaço do seu tempo pra visitar os blogs queridos." - Camila do blog Desabafo

Massss, de vez enquando, não custa nada demonstrar uma atenção a mais a algumas blogueiras que tanto te visitam.

4) Meu texto não foi lido!
Acho indelicado quando a pessoa deixa um comentário onde, sem perceber, deixa transparecer que não leu tudo.
" ... esses dias aconteceu comigo como você citou, eu fiz um texto e a pessoa comentou algo nada a ver e eu pensei: "a que maravilha, nem se deu ao trabalho de ler!!!" - Déia Musso

" ... tem muita gente que não le o texto e sai falando besteira no blog..." - Nira

Existe um detalhe muito importante: se você fizer um texto GIGANTE, poucas pessoas terão tempo para ler até o final. Ninguém admite, mas é verdade.

5) Falta de Tempo
Se não tenho tempo, não vou fingir que li um texto que não li.
Se quero mandar um beijo, mas não posso ler a postagem naquele momento, sou sincera e aviso que depois voltarei com mais calma.
Ou simplesmente não faço nada. Passo no blog depois.
E peço desculpas quando volto a um blog que não visito há muito tempo. Pergunto como o blogueiro está e etc.

" ... Eu realmente queria poder dar atenção a todo mundo que passa no meu blog, mas infelizmente, por mais que eu não trabalhe fora, tenho muitas outras coisas para fazer e dar a atenção devida a todas as pessoas que passam por lá é totalmente impossível. Gostaria muito, mas não dá." - Maitê

" ... uma das coisas mais chatas que aprendi nessa vida de blogueira é isso: gente que não reconhece às vezes o tempo que você levou lendo sua postagem, o tempo que vc levou pra escrever seu comentario essas coisas, e simplesmente não retornam todo aquele carinho que você dedicou no coment pra ele..." - Suellen

6) Empatia Virtual
Acho que todos os blogueiros deveriam se colocar no lugar do outro blogueiro e perceber que ninguém gosta de mensagens vazias. Normalmente, levamos em média 40 minutos para terminar um texto, no mínimo. Claro que ficamos ansiosos para ler o que os nossos amigos acharam. Todos ficam.

Eu, particularmente, faço questão de retribuir (mesmo se demorar uma semana) todos os comentários dos blogueiros que demonstram o mínimo de interesse pelo que escrevo. Afinal, quem comenta, muitas vezes também perde um tempão e acaba desabafando ou filosofando em cima das suas idéias. Tem também aqueles comentários super enriquecedores que nos faz pensar: "Nossa! Como não pensei nisso antes?? Bacana!!"
São palavras pensadas e não vomitadas. São palavras inteligentes que nos fazem enxergar o nosso ponto de vista sob um outro ângulo. Pelo que pesquisei, a maioria dos blogueiros mantém um blog a fim de SOMAR ou trocar experiências. Caso contrário, fariam um diário num caderninho e o guardariam na sua gaveta em casa.

7) Apresentação:
Saber se apresentar adequadamente em um blog que você acessando pela primeira vez faz TODA a diferença. Dicas: diga seu nome, o nome do seu blog, como você chegou ao blog novo, o que o chamou a atenção neste blog, que quer começar a trocar idéias e experiências, elogie (se for de coração), etc.... Enfim, aja como se fosse o início de uma amizade normal e não virtual. Aos poucos a amizade vai sendo construída e, com o tempo, os encontrinhos acontecerão e você poderá ganhar novos amigos! Vale a pena.

8) Sorteios
Tudo bem! Todas gostamos (principalmente as mulheres) de sorteios e promoções, mas não curtimos muito esse lance de uma pessoa entrar SÓ para avisar sobre o sorteio. É muito estranho. Eu não costumo retribuir esse tipo de visita não.

9) Ignorar um Comentário
Retribuir um comentário demonstra que você tem a intenção de interagir na blogosfera.
Todos nós temos a livre escolha de retribuir ou não. Ninguém é obrigado a nada na internet. Até porque cada pessoa montou seu blog com objetivos diferentes.
Não existe uma regra específica, nem certo ou errado. Vai muito do bom senso de cada um.
Se você não interagir com outros blogueiros talvez isso faça com que certas pessoas percam o interesse pelo seu blog com o tempo.

" ... Se foi no blog e não gostou não precisa seguir, mas ignorar um seguidor ou visitante é demais." - Mi Satake

" ... Gentileza gera gentileza e com o tempo vamos percebendo também que alguns blogueiros não são gentis, mesmo quando você deixa um comentário educado. Eu sempre visitava um blog, deixava o comentário, participava e nada, a pessoa não ia nem agradecer a visita." - Mi Satake

" ... Existe uma pessoa que eu acompanho há muito tempo, em todos os seus posts eu fazia um comentário e ela nunca retornou. Agora, cansei, não comento mais nada." - Maria Célia

" ... Claro que se eu comento, uma duas três vezes e a pessoa nunca retribui eu simplesmente paro de comentar." - Juh**

" ... Agora me chateia um pouco, digamos assim, vc estar sempre presente no blog de alguém e ela na maior cara de pau ficar se achando e nada de fazer uma visitinha no seu..." - Sandrinha

" ... Sigo um blog que realmente gosto do conteúdo e sempre deixo recadinhos e a pessoa nunca retribui. Daí fui dar uma verificada se ela respondia os outros comentários, de repente ela é super ocupada e tal, mas lá estava ela, sempre muito simpática com os outros. Cheguei a conclusão que ela não vai com a minha cara...rsrs" - Lílian Amorim

10) Panelinhas!
Quanto mais tempo tenho de blog, mais percebo coisas novas, às vezes não muito legais.
Não citarei nomes aqui, mas já tentei me enturmar em 2 blogs de acessórios (um de bolsa e outro de brechó) e me senti excluída. Essas blogueiras só davam uma maior atenção às blogueiras mais antigas e aquelas que eram clientes, que compravam seus produtos e/ou visitavam sua loja.
Achei muito estranho isso e me pergunto: Porque deixar o blog aberto ao público então? Porque não fecha logo o blog só para as blogueiras vips???? Ora bolas!!!

11) Falta de Experiência ou Interesse?
Olha que bacana a observação da nossa querida amiga blogueira Giovana do blog Toque de Elegância:

" ... Devo apenas enfatizar que o mundo virtual, por ser complexo, muitas vezes as pessoas são mal interpretadas... acredito que a nossa psicologia falha. Portanto, a minha dica é analisar se a pessoa que escreveu é blogueira iniciante ou apenas uma interesseira sem sentimento que deseja apenas que você a siga. Nao devemos deixar que o mundo virtual nos tire o sentimento, o carinho e o respeito ao próximo... portanto acredito que a originalidade seja a melhor pedida para administrar um blog e manter amigos." - Giovana

" ... notava que muitas vezes as pessoas somente apareciam no blog para buscarem "audiência" no delas, sem dar a mínima atenção para o que eu escrevia e isso me deixava muito triste." - Michelle Nazar

12) Onde responder??
Talvez essa seja a dúvida campeã das blogueiras! Quem tocou neste assunto foi a Eli.
Responder a um comentário no meu próprio blog ou ir ao blog de quem comentou e responder lá?

Bom, no meu caso, eu vou direto no blog de quem comentou e divido meu comentário em duas partes: comento sobre a postagem dele/dela e logo em seguida escrevo sobre o comentário que ele/ela deixou no meu blog - é simples. Dependendo do assunto e dependendo do comentário que a pessoa deixou no meu blog, respondo no meu blog também porque talvez a minha resposta seja importante para complementar o raciocínio. E tem muita gente que volta na parte dos comentários do meu blog para continuar lendo as opiniões alheias. Mas, é claro que a gente faz isso com tempo. Vc acredita que tem dia que entro no blog só para responder a 1 ou 2 comentários e já saio? rs... é o lance da qualidade."

13) Comentários "Ctrl C" e "Ctrl V"
A Jane tocou num ponto super bacana. Olha só:

" ... Uma coisa que já aconteceu comigo e eu achei muito chato foi receber um comentário assim: "Adorei seu blog, vc tem muito bom gosto, escreve bem... etc.. etc... Depois vou comentar em outros blogs e vejo o mesmo comentário dessa pessoa. Ou seja, escreveu, copiou e colou pra várias pessoas, com o intuito de ganhar visitas, leitores, seguidores. Elogios falsos, sob meu ponto de vista. Péssimo! - Jane

14) Anônimos
Bom, se você deixa a opção "Postar como Anônimo" no seu blog não pode reclamar se alguém ofender ou lhe pôr para baixo. Todos sabemos que a maioria das pessoas que se escondem atrás de um tal de "anônimo" tem a intenção de escrever algo que talvez você não vai gostar; ou simplesmente porque o visitante não tem conta no Google mesmo e depois acaba se identificando no final do comentário.

"... só não curto os comentários destrutivos de algumas pessoas que só aparecem pra atacar o blogueiros gratuitamente" - Hidemi

" ... Tb me irritam muito os comentários de anônimos, que corrigem algum erro na sua escrita, criticam ou fazem alguma pergunta de forma deselegante, fazendo uso do anonimato." - Jane

" ... Tenho recebido alguns anônimos muito irritantes com links de poker... uns em inglês estranhíssimos! Não gostaria de tirar essa opção (anônimo) dos comentários, mas se isso continuar, não vejo outra opção, já que denunciei como Spam algumas vezes!!" - Tati

15) Novatos
Amigos, vamos parar para pensar que os blogueiros (incluindo homens e mulheres) novatos, ou seja, aqueles que estão começando um blog, que não têm seguidores nem muitas postagens, são os que mais precisam de retribuições e indicações (se você gostar, é claro!).
Porque ignorar um novato? Você acha que eles, um dia, não poderão chegar ao milésimo seguidor? O número de seguidores é realmente o que determina a qualidade do blog? Será?
Vamos incentivar os novos blogueiros deixando comentários bacanas, interagindo e indicando aos nossos amigos. Mas, claro que tudo isso de coração, se você realmente gostar do blog.

"... cada um tem o seu jeito de blogar, não nos cabe aqui julgar ninguém, entretanto, se todos nós nos tratarmos com mais carinho, afeto, atenção e principalmente, educação, ficará mais prazeroso blogar." - Sueli Gallacci