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23 de mai. de 2010

Pipocas da Vida



Esta mensagem é uma profunda reflexão
que nossa vida merece que façamos.




4 comentários:

  1. Amei esse vídeo, amiga!

    Deus me livre de ser um piruá!...rs

    Um grande abraço, e tenha uma excelente semana.

    Cid@

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  2. rsrsrsrs...idem, Cida!!

    Abraço pra vc tb, com o desejo de que tenha uma ótima semana, minha amiga-vó!

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  3. bom Denise...não abre o video aki..mas... to vendo que tá mais para grão não estourado!rs...

    Quando a pintura...linda...gosto de pintura assim com movimento. O tema, instigante...
    bj

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  4. É um texto maravilhoso, do não menos fantástico Rubem Alves...

    Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
    São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
    Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos.
    Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
    Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
    Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
    A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
    E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
    São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
    A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
    Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

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