“Planto flores no caminho para que não me faltem as

borboletas. Foram elas que me ensinaram que o casulo

não é o fim. É o começo."

Day Anne



30 de ago. de 2008

E-terna aprendiz...


Eu, aprendiz da vida. Eu, principiando a cada alvorecer.
Usar a primeira pessoa é assumir a responsabilidade do que sente diante de si. O maior dos compromissos!

Abrir espaço para o novo. Segundo Osho, não se “pode trazer o novo para a sua vida; o novo vem. Você pode aceitá-lo ou rejeitá-lo." Com destemor, a vida prova do novo. Com amor e confiança a gente mergulha no novo com o júbilo de uma criança.

No entanto, para que ocorra a compreensão do processo, é preciso que estejamos com nossos sensores atentos. Nossos sentidos alertas. Os sentimentos vivos e pulsantes.

Pamela Kribbe diz que os sentimentos falam com a gente "através de sussurros silenciosos, repletos de sabedoria e compaixão.” .Esse ensinamento não quer demonstrar uma arrebatadora sabedoria daqueles que imaginam saber tudo, mas sim o estar aberto para aprender o suficiente...o suficiente para mudar, para melhorar-se e ser feliz. Isso é evoluir. Nada há de errado na evolução, a não ser os olhos de quem não sabe ver. Talvez falte exatamente a sabedoria, a compaixão, que só a humildade trás. E ficar preso na teia dos conceitos alheios só impede a caminhada.

A ação "crescer" necessita de entrega, de humildade, de perdão, de sabedoria...e acho bonita a iniciativa de ao menos tentar, pois por si só já mostra a intenção de aprender. Estou fazendo dessa intenção uma "ponte" para o lado de lá...o da conquista do crescimento. Ao menos tento, porque pior do que não aprender é sequer tentar...

♥ Denise

2 de ago. de 2008

Richard Bach



"Em cada escolha arriscas a vida que poderias ter;
em cada decisão, perdê-la."

Dueto - Eu e Tu


O vôo bonito do amor, nunca é solitário...mas pode-se amar bonito, sim, solitariamente. Talvez com o tempo, em algumas circunstâncias, aconteça assim...

O amor, em mim, em ti, se legitima pela existência pura e simples. Não carece de mais nada para existir do que ele próprio. E a grandeza está na terna permanência (que me pertence e preenche) que nenhum conjunto de palavras elaboradas consegue exprimir com fidelidade. Por isso mesmo escolho simplesmente...sentir. E preservar.

Até já houve quem dissesse que "vale mais a pena calar o sentimento, do que manifestar amor a quem não pode compreender" - (E. A.) - eu intuo que quisesse expressar não alguma indignação, mas a consciência que vem da paz que invade um coração que ama, aceitando que há situações em que não há ressonância de pensamento ou percepção, porém, a ausência de receptividade não elimina sua existência. Talvez até fortaleça esse amor.

Presumo que o amor, que não se modifica, pode mudar o traje que usa para passear, mas conserva intacta a sua essência. Esta é a beleza das palavras que tentam defini-lo...muito embora nenhuma até hoje tenha tido suficiência para descrevê-lo. Nem o meu, nem o teu.
Ouso, entretanto, poetar que, ser amado é ganhar refúgio na alma de outra pessoa. E amar, é hospedar essa outra alma. Algumas fazem morada...eterna.

♥ Denise

O retorno de Sua Excelência, o Amor.



O amor não vem sob encomenda.Ele não transpõe a barreira da solidão, encerrando a prece desesperada. Não é resposta a uma súplica.
O amor não trás rosto permanente. Não tem nome definido. Definitiva, só sua existência.
Ele se acomoda em qualquer vão, plácido.
Repousa no coração sempre, e, primaveril, floresce exalando deliciosos perfumes, derramando sua exuberância tal qual a profusão de cores da estação.
Quase sempre silencioso, ele é vermelho, intenso.
Parece adormecer para não morrer. Entra em reclusão, mas não esbarra no perigo abismal, pois se desloca no tempo para retornar, vigoroso.
Parece outro, mas é o mesmo numa roupagem nova.
Às vezes reaparece sem aviso prévio, porque não erra o caminho.
O período de seu recolhimento é aquele hiato de que precisamos. De que ele necessita.
O amor precisa de (c)alma. De silêncio.
Renovado, ele desperta.
E devolve vida e sentido.

♥ Denise